Advertisements
Anúncios

Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Cumpro com os meus deveres,

para fazer valer os meus direitos.

Portanto…

não mexa com a minha integridade

Adágio de: Vasty Frazão

—————————————————-

Não tem pró-labore no SAFESP

Desde a fundação o cargo de presidente não oferece pró-labore

Cofre

Não tenho conhecimento da situação financeira do SAFESP, como também, da entrada dos valores referentes aos contratos para prestação de serviço dos árbitros nas entidades governamentais, clubes e empresas

Aceitável

Que havendo condições financeiras, em breve, se poderá estabelecer o pró-labore de um ou dois salários mínimos, acima disso: será insanidade

Escalas

Continuarão a ser principal barreira para a candidatura do árbitro militante ao cargo de presidente da entidade que lhes representa

Insonhável  

Fui, sou e continuarei opositor a quem no exercício da atividade tentar impor este artifício por ser convicto que presidente deve ser ex-árbitro e ter meio de subsistência que lhe dará total liberdade para defender os integrantes da categoria

Prejuízos

Arbitrar três partidas mês na Série A2, somando os valores líquidos recebidos proporciona por volta de 10 mil reais mês; mesmo que tenha outra atividade remunerada; poucos terão bravura para escusar 10 mil

Lembrando

Que parte dos ex-presidentes e árbitros exerciam atividades remuneradas na iniciativa privada ou publica, acendia vela pra Deus, diabo e talvez, objetivando escalas, não obtendo: ficavam putos da vida, vez que: alguns compravam utilidades a prazo, contando com dinheiro das futuras arbitragens

————————————————————-

5ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2019

Sábado 18/05

Palmeiras 4 x 0 Santos

Árbitro: Rafael Traci (SC)

VAR

Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)

Item Técnico

Os representantes das leis do jogo foram pouco exigidos

Movimentação

Por seguir o horrendo determinar da CA-CBF que despreza a tradicional diagonal, determinando que os árbitros circulem mais ao centro do retângulo, fato que provoca batida com atletas, assim como: receber bolada e impedir a evolução do lance, não deu outra, fato ocorrido, paralização e bola ao chão para a equipe alviverde

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para palmeirenses e 04 para santistas

Domingo 19/05

São Paulo 0 x 0 Bahia

Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS)

VAR

Rodrigo Nunes de As (RJ)

Item Técnico

Acertou por ter mandado seguir e ouvido a confirmação do VAR que não houvera sido penalidade máxima no momento que Artur, atacante do tricolor da boa terra no instante que perdendo a posse da bola, maliciosamente se arrojou no gramado

Vagou por não ter marcado a falta cometida pelo são-paulino por Walace no tempo que, próximo da linha divisória de sua área, puxou o braço do oponente Elber

Marcou corretamente a falta maliciosa cometida por Toró atacante são-paulino no ombro do goleiro oponente

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para são-paulino e 03 para defensores do tricolor da Bahia

Cartão Vermelho: Correto para Toró atacante são-paulino

VAR

Assisti a contenda, no ato da falta cometida por Toró e, sinalizada pelo árbitro, observei maldade; de pronto recebeu cartão amarelo, em seguida, o árbitro ouviu o VAR, peregrinou até o monitor, reviu o lance, voltou ao campo, olhou para Toró, retirou o amarelo, corretamente, trocou pelo vermelho

Atlético-PR 0 x 2 Corinthians

Arbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)

VAR

Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Item Técnico

Ocorreram dois lances findados com a bola no fundo da rede corintiana antecedidos de correta sinalização de impedimento por parte dos assistentes, corretamente abraçado por pelo árbitro:

1º – Marcado pelo assistente 02 Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) no momento que Tony Anderson mandou a bola profundo da rede, aproveitando da posição de impedimento quando da partida da bola que tocou na trave

2º – Marcado por Michael Correia (RJ) assistente 01 no instante que o atleticano Brian Romero tirou proveito de estar impedido quando da partida da bola defendida parcialmente pelo goleiro corintiano

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para atleticanos e 04 para corintianos

Vasco 1 x 1 Avaí

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

VAR

Leandro Pedro Vuaden (RS)

Item Técnico

O gol de abertura do placar mercado por Ricardo Graça defensor do Vasco foi antecedido de erro intolerável do árbitro Ricardo Marques Ribeiro, que:

– de frente para o ocorrido na maior cara de pau determinou escanteio para a equipe carioca no lance que a bola não resvalou nem na sombra do defensor do Avaí

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para vascaíno e 03 para defensores do Avaí

Ressalto

A marcação do escanteio que antecedeu o gol do Vasco deve ser creditada unicamente ao arbitro, vez que o assistente 01: Cleriston Clay Barreto Rios (SE), corretamente, nada sinalizou

Punição

Houvesse pena para árbitros que mesmo em cima do lance cometesse erros incabíveis; certamente Ricardo Marques Ribeiro deveria ser suspenso no mínimo por 04 rodadas, vez que: os pontos que indiretamente tirou da equipe do Avaí, poderão ser capitais na conclusão da competição

————————————————————

Política

Será tragédia? Ou será Chanchada

Bolsonaro está mais para Oscarito ou Mazzaropi do que para Creonte ou Mussolini

“O inimigo avança.” Na tradução de Millôr Fernandes, essa é a frase final de Antígona, a tragédia que Sófocles escreveu há 25 séculos para nos alertar, em vão, sobre os riscos da tirania. A toda hora o rei Creonte usa a ameaça do exército rival para justificar seus abusos contra sua própria gente. É um usurpador. Chantageia os habitantes de Tebas dizendo que se ele, Creonte, não estiver no trono, a cidade cairá nas mãos dos tenebrosos invasores estrangeiros. Se os tebanos não o seguirem e não lhe obedecerem, farão o jogo das tropas que, do lado de fora dos muros da cidade, esperam a melhor oportunidade para destruí-la. Com esse tipo de paranoia conspiratória, domina seu povo pelo medo, até que, ao final, tudo desmorona – enquanto “o inimigo avança”.

Antígona nos ensina que a personagem essencial de toda tirania não é o tirano propriamente, mas o inimigo, o tal que “avança”. É bem verdade que, no caso de Tebas, esse inimigo era real e iminente, embora não fosse tão apavorante como Creonte o descrevia. Em tiranias mais presentes, o inimigo não tem existência factual; é apenas uma construção retórica para emprestar uma legitimidade fraudulenta ao regime arbitrário. No nazismo, os judeus foram postos nesse lugar de inimigo retórico; no stalinismo, o mesmo papel coube aos trotskistas. A propaganda oficial transformava pessoas indefesas – judeus e trotskistas – em oponentes de poderes incomensuráveis, capazes das atrocidades mais indizíveis. A partir daí, a perfídia do totalitarismo consistiu em dizimar seres humanos frágeis como se fossem a encarnação das piores entidades do inferno. Hitler e Stalin aterrorizavam a população e ainda posavam de vítimas, de mártires abnegados dispostos a se sacrificar e morrer pela pátria. Os dois sabiam que jamais se estabeleceriam se não tivessem inimigos retóricos para justificar a si próprios. Sabiam que precisavam inventar a personagem central de toda tirania: o inimigo.

A lição de Sófocles deveria ser relembrada todos os dias. Se você quiser se indagar com o risco de tiranias, não se preocupe em identificar o aspirante ao cargo de tirano. Antes comece procurando pelo inimigo retórico que uns e outros estão construindo com seus discursos histéricos. Por esse critério (infalível), você verá que no mundo de hoje não faltam caudilhos mais ou menos consolidados que, com suas cruzadas contra opositores mais ou menos fictícios, acarretam tragédias maiores ou menores. Quanto ao Brasil, ao menos por enquanto, não temos um tirano instalado, temos um arremedo de algo desse naipe: um presidente que não desiste de ser candidato a ditador. E então? O que representa essa figura? Para onde aponta o destino do nosso país?

O que sabemos até agora é que para alcançar seu objetivo o candidato a ditador tenta a toda hora bestializar a figura daqueles que elegeu como seus inimigos retóricos preferenciais: os políticos, os professores, os gays, os artistas, os jornalistas e um ou outro ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele sabe que precisa de um bloco de inimigos. Presentemente, deu de reclamar que lhe faltam instrumentos de mando. Queixa-se da ingovernabilidade nacional. Pleiteia, sem dizer que pleiteia, poderes para combater essa gente inútil: os políticos, que, segundo ele, só praticam a corrupção; os professores, que fazem lavagem cerebral na cabeça da juventude para desencaminhá-la com doutrinas comunistas; os gays, que conspurcam as bases da família tradicional; os artistas, que – onde já se viu? – querem liberdade; os jornalistas, que apuram os fatos; e, por fim, certos magistrados que ficam aí resistindo e se recusam a mandar prender todos os anteriores de uma vez por todas.

Olhando as coisas por esse ângulo, o risco da tirania ronda também esta terra em que se plantando tudo dá. O presidente candidato a ditador ostenta traços de bonapartismo explícito: nele transparecem o desejo incontido de atropelar os outros Poderes e a obsessão de forjar um laço direto com as massas, passando por cima das mediações institucionais (basta ver as manifestações de rua que ele mandou convocar para o próximo domingo, cuja pauta beira a inconstitucionalidade). O sujeito também carrega traços fascistas: sua pregação desmesuradamente fálica acerca de pistolas e virilidades, além de obscena, é mussoliniana, assim como são mussolinianos os elogios que se tecem no seu entorno a agrupamentos armados fora do comando do Estado. Diante de tais evidências, só se pode concluir que a democracia está sitiada e a tragédia se avizinha.

Acontece que há também um forte componente paródico no personagem em pauta. Com o devido respeito, a estampa de Jair Bolsonaro tem um quê de burlesco. Falta-lhe o carisma, que requer dons pessoais extraordinários. No fundo – cada vez mais gente pressente –, ele está mais para Oscarito ou Mazzaropi do que para Creonte ou Mussolini. Seus apoiadores começam a debandar, menos por divergência ideológica e mais por se envergonharem das doses incomensuráveis de pastiche-pastelão. Muitos de seus eleitores já se furtam a comparecer às passeatas de domingo, não porque tenham desistido das convicções autoritárias, mas porque ainda lhes resta um pingo de senso de ridículo.

Visto por aí, o cenário não é de tragédia, mas de chanchada da Atlântida. Por esse ângulo, o problema de Bolsonaro não é seu liberalismo fajuto, não são os modos ferozes, não é a bancarrota da economia, não é o despreparo pedestre ou a incapacidade para depreender o significado da palavra nova-iorquino. O seu problema é mais embaixo – e mais baixo. Ele parece estar à frente de um mandato que, por não ter tido condições de se fazer levar a sério, talvez não logre se levar a cabo. Se for isso mesmo, a Nação terá perdido tempo e saúde não com um populista de direita, mas com uma piada asquerosa, regurgitada, sobre a qual o inimigo (real ou retórico) não avança porque se dobra de rir.

Ou será mesmo tragédia?

Autor: Eugênio Bucci – Jornalista e Professor da ECA-USP – Publicado no Estadão do dia 23/05/2019

———————————————————-

Finalizando

“O seguidor de um ponto de vista extremista não é o melhor expoente para criticar o outro ponto de vista extremista”

Hans Jürgen Eysenck: foi um psicólogo nascido na Alemanha, que passou sua carreira profissional na Grã-Bretanha

———————————————————-

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-27/05/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
Powered by
%d blogueiros gostam disto: