Flamengo e a jurisprudência da mentira

Dezessete dias após a morte de dez garotos no Ninho do Urubu, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, enfim, prestou-se a dar explicações em entrevista coletiva, não apenas por notas oficiais.

Foi um desastre.

Despreparado e mal assessorado, desandou a dizer bobagens, dando anuência, ainda, a inverdades criadas por seu corpo jurídico.

Landim criticou o fato de duas das famílias estarem assessoradas por advogados particulares, sendo que o próprio, inclusive na entrevista, fazia uso destes profissionais.

Talvez esperasse, como nos tempos em que era parceiro do ilusionista Eike Batista nas mal-afamadas empresas “X”, por vítimas mais fáceis de serem ludibriadas.

Depois, disse que o clube ofereceu às vítimas o “dobro da jurisprudência” do STJ, sem esclarecer qual e o que seriam estes valores.

Tratava-se, tudo indica, de lorota.

O próprio Landim alegou que a “fatalidade” (em sua opinião) não tinha” precedentes na história”, ou seja, como poderia existir jurisprudência de algo que nunca havia existido, até então ?

Questionados sobre este ponto, os advogados do Flamengo, apesar da retórica maleável, quase cafajeste, não souberam responder.

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