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Documentário ‘Schumacher’ revela, com sensibilidade, grave situação de saúde do ex-piloto

O documentário ‘Schumacher’, em exibição no Netflix, que retrata detalhes pouco conhecidos da intimidade do heptacampeão mundial de Fórmula 1, oferta importante constatação, ainda que implícita.

Parece claro, diante dos relatos de familiares e amigos, que o ex-piloto, de fato, como suposto anteriormente por muitos, permanece cuidado, se não em estado vegetativo, muito próximo disso.

A ponto de, por várias vezes, ser tratado em verbo passado, frequentemente utilizado entre os que já se foram.

Para quem acompanhou a carreira de Shumacher somente pela cobertura esportiva tradicional, fixou-se a imagem de uma máquina, portador de poucas emoções, implacável na busca pela glória.

Tem um pouco de verdade, mas não era apenas isso.

Schumy é de origem simples e precisou treinar muito mais que alguns, em karts sucateados, para, diferentemente da grande maioria, ser abraçado por um caçador de talentos, sem que precisasse desembolsar o que não tinha para competir.

As cenas de uma final de mundial da categoria, rivalizando com um também menino Mika Hakkinen – com quem viria a disputar o mundo, anos depois -, em que correu representando Luxemburgo, por falta de dinheiro para frequentar as eliminatórias alemãs, são históricas.

Assim como a dedicação pós-treino e a amizade com os mecânicos.

Os deslizes também são contados, assim como a autoidolatria de quem se considerava ‘perfeito’ nas pistas.

O ser-humano Schumacher, que, publicamente, defendia-se na ‘casca’ do silêncio e da timidez, era um marido apaixonado, que amava os amigos e os limites da vida, emprestando sua adrenalina a diversos esportes radicais.

Há momentos comoventes, entre os quais suas reações diante do mito Ayrton Senna.

Seja no período da morte ou, em entrevista coletiva, ao ser questionado pela superação de um dos recordes do piloto morto, em que chorou copiosamente e foi ‘socorrido’ pelo afago de Hakkinen, que, após abraçá-lo, pediu o encerramento da entrevista.

Sobre o acidente, a série não entra em detalhes, mas mostra, com sensibilidade, seus efeitos no cotidiano familiar e dos amigos mais próximos do campeão.

A destacar nenhuma citação a Rubens Barrichelo, seu companheiro de equipe por diversas temporadas, que somente aparece na rebarba de algumas imagens.

Resta saber se foi opção da família, da produção ou do próprio piloto brasileiro.

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