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O Ministro insignificante

Ricardo Salles

Por CILENE VICTOR

Tive um dia puxado, com aula de manhã, banca de doutorado à tarde e aula à noite.

Não tive tempo de comentar a participação deliciosa e desastrosa do ministro Ricardo Salles ontem no Roda Viva.

Deliciosa porque Ricardo Salles não escondeu sua insignificância como um homem da política.

Desastrosa porque quis lacrar, mas foi lacrado por sua própria insignificância.

Coitado daquele que insiste em bater palmas pra maluco dançar. Foi isso que o ministro pretendia fazer, mas ele próprio, um jovem adulto visivelmente infeliz, frustrado e assustado com ele mesmo, foi vítima da sua própria insignificância. 

Essa é a palavra. Ricardo Salles é um ministro insignificante. 

Chego tarde nos comentários sobre o Roda Viva de ontem, mas chego feliz por ter a certeza de que será mais fácil eu acordar loira sueca a Ricardo Salles se garantir por um ano à frente do MMA. 

Depois de sua queda, todos continuarão sabendo quem foi Chico Mendes e continuarão sem saber quem foi o ministro do MMA no primeiro ano do governo Bolsonaro.

Uns imprimem seus nomes na história. Outros saem dela pelas portas dos fundos e de cabeça baixa. 

Foi assim que Ricardo Salles escolheu fazer parte da história. Uma história que só ele se lembrará.

*CILENE VICTOR, professora de Jornalismo e comentarista do Jornal da Cultura, em texto publicado no facebook

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