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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Algumas feridas antigas nunca saram de verdade, e basta uma palavra para sangrarem novamente”

George R. R. Martin – é um roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia estadunidense

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Faltou Bom Senso para dirigentes da FPF, quanto ao árbitro

Desde muito é sabido que a diretoria do Palmeiras tem problemas com os irmãos Paulo Cesar Oliveira e Luiz Flavio Oliveira

Processo

Com o ex-árbitro Paulo Cesar, ocorreu demanda jurídica em passado não muito distante

Ficando

Literalmente provocativa a indicação e o “sorteamento” do Luís Flavio para arbitrar a contenda Palmeiras x Corinthians comentada abaixo

Notando

Da primeira a quarta rodada Luís Flavio Oliveira arbitrou duas contendas, concidentemente, do Palmeiras

Clareio

Na primeira rodada dia 20/01: Red Bull 1 x 1 Palmeiras, na qual:

– desenvolveu trabalho aceitável, sem influência no resultado; todavia,

– através TV por algumas ocasiões durante o transcurso da refrega sua face expressou preocupação

Observação

Fosse movido de prudência, antecedendo-se do inicio da competição, Luís Flavio Oliveira poderia e deveria solicitar não ser escalado para atuar nas contendas do Palmeiras

– como não o fez! Arrumou pra cabeça

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5ª Rodada de Serie A1 do Paulistão 2019 Sábado 02/02

Palmeiras 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Luís Flavio Oliveira

Item Técnico

Admissível

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para palmeirenses e 04 para corintianos

Cartão Vermelho: Deyverson atacante palmeirense por detestável cusparada na face do oponente Richard

Em Tempo

Antes da sórdida cusparada, o árbitro, bem colocado, marcou corretamente falta fortíssima cometida por Richard no atacante Deyverson, que, caído na grama, tomou leve e proposital toque desferido por um dos oponentes;

– neste ponto, Luís Flavio Oliveira deveria se fazer presente, aplicando o amarelo, para um dos corintianos,

– não agindo desta maneira, precedendo a cobrança da falta, na sua frente, Deyverson cometeu o desprezível ato

Domingo 03/02

Ituano 5 x 1 Santos

Árbitro: Rafael Claus

Item Técnico

Rafael Claus sem problema

Ressaltando

A vacilada do assistente 01: Danilo Ricardo Simon Manis por estar pouca a frente do fato, não apontado à posição de impedimento do atleta Jean Mota, autor do gol santista

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores do Ituano e 03 para santistas, corretamente aplicados

Quarta Feira 06/02 – Copa do Brasil 2019

Altos-PI 1 x 7 Santos

Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)

Item Técnico

Normal

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensor da equipe mandante

Juazeirense-BA 2 x 2 Vasco-RJ

Árbitro: Rafael Traci (PR)

Item Técnico

– Acertou por ter marcado a penalidade máxima cometida por defensor vascaíno Leandro Castan, no momento que puxou do oponente Gustavo Baloteli, penalidade

– batida por Nino Guerreiro, transformada no segundo gol da equipe da casa

Ajudou

Rafael Traci, a distância, na cara dura, marcou a inexistente penalidade a favor da equipe vascaína, no momento da explicita encenação que houvera sido empurrado pelo oponente Maicon

Empatou

Penalidade máxima batida por Max Lopes, convertida no segundo gol do Vasco, fator fundamental na eliminação da equipe Juazeirense

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Política

Clamor popular que derrotou Renan exige que pares punam com rigor quem fraudou

O fiasco do cacique Renan Calheiros (MDB-AL) na eleição para a presidência do Senado Federal e, em consequência, do Congresso Nacional afasta o MDB do centro do palco político republicano. E clama por uma imediata readequação da elite dirigente do País ao novo protagonismo de sua excelência, o cidadão, como definia um ilustre varão da História do partido, Ulysses Guimarães. A forma como essa troca de guarda se deu demanda, por outro lado, urgente revisão de conduta de outro ocupante da Praça dos Três Poderes, o Judiciário.

A democracia, tal como a entende a cidadania, ao contrário da retórica e das atitudes de seus soit-disant representantes, exige completa transparência e rigoroso cumprimento de um mandamento institucional que cabe como uma luva na melhor definição que se conhece do menos ruim dos sistemas de governo: o “império da lei”. Assim sendo, urge asseverar que o abandono da “tradição” de a maior bancada ocupar sempre a presidência da Mesa não é suficiente para atender ao cumprimento do mais pétreo de todos os ditames constitucionais, o de que todo o poder emana do povo e em seu nome tem de ser exercido. Não basta compreender isso, urge construir imediatamente um protocolo de práticas que o cumpra sem vacilos nem hesitação alguma.

O mais urgente deles será pôr imediato fim à condescendência com que são tratados graves atentados ao decoro cometidos por altas autoridades cujo comportamento não condiz com as exigências de seu cargo, nem mesmo com pudor e compostura. O maior vexame do processo eleitoral na casa dos “seniores” (os mais velhos) foi protagonizado pela despudorada reincidente Kátia Abreu (PDT-TO), que em cumplicidade com o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e o aliado Renan Calheiros rasurou a Constituição para impedir que Dilma Rousseff fosse punida com perda do direito de ocupar cargo público, o que depois lhe seria negado pelo prudente povo mineiro.

Será inútil, mas nunca inócuo, lembrar que, se os protagonistas dessa desobediência desavergonhada à letra constitucional tivessem sido punidos com o devido rigor, dois deles não teriam atuado na definitiva desmoralização da instituição republicana que voltaram a desonrar na noite da sexta 1.º de fevereiro e no sábado 2. Para evitar a derrota de seu candidato, a senadora agiu como se batesse carteira, ao furtar a pasta com a documentação que atestava uma votação avassaladora em que 50 senadores contra 2 decidiram pela eleição direta, adotando liminar dada pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello – e rasgada posteriormente pelo colega Dias Toffoli, que também autocraticamente a renegou.

A evidente interferência destoante da independência e autonomia dos Poderes (apud Montesquieu) só não terá como se repetir no futuro se imediatamente os senadores que ousaram derrotar Renan, que não é rei, não, adaptarem o regimento da Casa, de 1970, em pleno regime militar, a normas condizentes com os novos tempos. Estes novos tempos, manifestados na eleição de Jair Bolsonaro, interrompendo o rodízio PSDB-PT-MDB na Presidência da República, provocaram a escolha de mais um membro da plebe parlamentar contra o “sempre novo” barão de Murici, na pessoa do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), de um partido pequeno e um Estado, idem. Se o presidente teve quase 58 milhões de votos em outubro contra Lula e o PT, o amapaense, eleito pela unidade da Federação que havia no passado acolhido o conde de Curupu, José Sarney, conseguiu os 42 votos necessários para a vitória em primeiro turno por encarnar o “Renão”, hashtag de enorme sucesso nos últimos dias. Convém ainda destacar que tanto na eleição do chefe do Executivo quanto na escolha do principal mandatário do Legislativo teve importância capital a participação dos cidadãos nas redes sociais.

No segundo caso, o derrotado teve duas vitórias de Pirro, o rei grego que, em Apúlia, venceu os romanos, mas perdeu o exército e, por isso, a guerra. O triunfo na bancada do MDB sobre Simone Tebet (MS) por 7 a 5 já era um prenúncio de que não venceria a disputa, como proclamavam seus lacaios. Pior ainda, contudo, foi a vitória do pleito direto por 50 a 2 na noite de sexta, o que motivou Kátia Abreu a roubar a pasta e ameaçar furtar a própria urna num tuíte camicase.

De nada lhe serviu a indicação exógena de seu aliado José Maranhão (MDB-PB) para presidir a sessão decisiva por ser o “mais idoso”, segundo Toffoli. Constituinte, deputado e senador desde sempre, o paraibano teve atuação desastrada, mas em nada ajudou o camarada.

No plenário de 81 votantes, o funcionário encarregado de providenciar as cédulas imprimiu 82. E algum varão de Plutarco pelo avesso, da república da maracutaia, dobrou duas e as pôs na urna diante de toda a Mesa e dos fiscais dos seis candidatos, que não perceberam a fraude. Um deles, a juíza Selma Arruda (PSL-MT), arvorou-se em perita sem ter sido capaz de pilhar o flagrante delito nem de impedir duas decisões absurdas de Maranhão. A primeira foi ler as duas cédulas fraudadas, rasgá-las e guardar no bolso do paletó, se não destruindo, no mínimo interferindo na principal prova do crime. A outra, mandar picotar os votos legítimos quando o correto seria preservá-los, lacrar a urna e só entregá-la a uma autoridade policial ou judiciária.

Depois de ter incluído o dito Supremo na pantomima, Dias Toffoli não terá moral alguma para voltar a interferir na decisão dos senadores, pois se o fizer terminará por desmoralizar ainda mais o Poder que preside. Atenuante de Maranhão dependerá de ter preservado a cédula rasgada e mantido as picotadas para exame pericial. Ao Senado caberá adaptar-se aos novos tempos e corrigir todas as lambanças, punindo todos os protagonistas após processo transparente e rigoroso. É punir e mudar ou cair no descrédito e na galhofa universal.

Autor: José Nêumanne – Jornalista, poeta e escritor – Publicado no Estadão do dia 06/02/2019

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Finalizando

“As pessoas têm fome de verdade, mas raramente gostam do sabor quando ela lhes é servida”

George R. R. Martin – é um roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia estadunidense

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-09/02/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

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*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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