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Bolsonaro, Trump, Putin e o “firehouse”: mentiras óbvias fazem grandes propagandas

Por JOYCE DIAS

O presidente eleito utiliza uma técnica conhecida como firehose of falsehood, esta consiste em trabalhar com possíveis “notícias”, as quais são disseminadas rapidamente nas redes e, muitas vezes, pela mídia tradicional e, rapidamente, são desmentidas pela pessoa em questão.

A intenção é persuadir ou, pelo menos, confundir pela quantidade e não qualidade de falas e argumentos.

Há um vídeo sobre isso, chamado “Obvious lies make great propaganda” (Mentiras óbvias fazem grandes propagandas).

Trump e Puttin são alguns dos que utilizam a técnica, segundo alguns artigos.

Vejamos um exemplo recente: houve a disseminação da notícia que o capitão escolhera para ministro um condenado por corrupção, Alberto Fraga, (lembrando que ele não utilizou sua conta no Twitter para confirmar, depois falamos a relevância disso).

Na ocasião, muitos veículos de noticiaram a informação e nós compartilhamos em demasia, tanto o convite, como as falas de “possíveis” eleitores arrependidos – dizemos possíveis, pois podem ser robôs trabalhando pela efetivação da técnica.

Após o alarde, o capitão vai ao Twitter e fala que não trabalhará com corruptos, afirma:  “Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos” e continua, em outro veículo, ”Qualquer informação além do que anunciei é mera especulação maldosa” e, na sequência solta, nas suas redes sociais o nome do próximo escolhido, e não é qualquer nome, ele traz o juiz Sérgio Moro, figurado como o salvador, por grande parte de seus eleitores.

Com essa estratégia, o eleito traz uma atenção descomunal para si, pois ficou exposto por um espaço de tempo, em seguida demoniza os meios de comunicação tradicionais, que veicularam a notícia, e os opositores que o fizeram, transformando seu Twitter e outras redes como os principais veículos de comunicação com as massas.

Com isso, ele atende a uma demanda popular, mostrando uma certa “proximidade” com seus eleitores, uma vez que “dialoga” e ouve os seus clamores e ainda faz a manutenção de seu domínio narrativo, poder que vai ao encontro de sua figura mítica.

Ademais, a demonização de todos os veículos opositores os torna portadores e disseminadores de “fake news” em detrimento dos que o apoiam e só divulgam suas palavras outrora descritas em seu Twitter e demais redes sociais.

Quero ressaltar que não estou dizendo que ele não proferiu que o líder da bancada da bala seria um possível ministro, o que digo é que ele não utilizou, premeditadamente, a suas plataformas principais de comunicação, desde o início das eleições, suas redes sociais, o que, para seus seguidores, faz a informação cair no descrédito.

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