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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Todo mundo erra, mas felizmente nem todos caem nas teias da desonestidade!”

Autoria desconhecida  

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Ainda há esperança

Parabenizo o árbitro Vanderlei Soares de Macêdo (CBF-DF) por ter tido a coragem de denunciar a tentativa de Suborno na fase classificatória da Copa do Brasil promovida por dois dos muitos espertalhões que infestam os bastidores do corroído futebol brasileiro. Segundo suas palavras, a oferta proposta de R$ 20 mil

Ocorrência

Conforme noticiado na página UOL Esporte, o Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) deu início, na quinta-feira 25/10/2018, ao julgamento de uma tentativa de suborno à arbitragem e manipulação de resultado de Manaus x CSA, partida da primeira fase da Copa do Brasil 2018

Resumo

Manaus e CSA se enfrentaram em 07 de fevereiro, na Arena da Amazônia, e empataram por 2 a 2. Após ser abordado por Pedro Crema, para ajudar a equipe de Manaus, o árbitro Vanderlei Soares de Macêdo procurou o STJD e denunciou a proposta de suborno, o que deu início à investigação.

Classificado

O resultado em campo classificou o CSA, que viria a ser eliminado pelo São Paulo na segunda fase

Cumprindo seu dever

Nota oficial da diretoria da ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, afirma que acionou o departamento jurídico para entrar com ação na Justiça Civil, com também; no STJD da CBF, contra o diretor Rodrigo Caetano do Internacional (RS) por ter ofendido o árbitro Ricardo Marques Ribeiro no saguão de entrada dos respectivos vestiários após o término da contenda Internacional 2 x 2 Santos realizada na segunda feira 29/10/2018

Em tempo

Externo absoluta solidariedade ao árbitro Ricardo Marques Ribeiro por não ter corrido das ofensas advindas do péssimo comportar do dirigente, possivelmente empresário de atletas, a quem enfrentou com muita garra no bate-boca; acredito, que havendo necessidade, o faria da mesma forma, se agredido fisicamente

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30ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2018

Sábado 20/10

São Paulo 0 x 0 Atlético-PR

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)

Item Técnico

Joguinho meia boca. Falha do assistente 02: Cleberson do Nascimento Leite (PE) quando da marcação de inexistente impedimento de um ataque da equipe são-paulina

Item Disciplinar

Cartões Amarelos: 02 para são-paulinos e 02 para atleticanos

Sport 2 x 1 Vasco

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

Item Técnico

Na segunda etapa com placar de 2 x 1, incidiram dois lances com a correta e decisiva participação do adicional 02: Bruno Rezende Silva (GO); explano:

– ataque do Sport na metade do campo fiscalizada pelo assistente 02: Bruno Raphael Pires (FIFA-GO)

– pouco antes de a bola ser lançada pra dentro da área vascaína,

– estando em movimento o assistente 02 não ergue a bandeirinha, jogo seguiu,

– no ato fiquei na duvida; através repeteco fiquei convencido que parte do tronco de atacante camisa 07 pouco à frente do penúltimo oponente

– domina e manda à redonda profundo da rede, o assoprador apontou o centro de campo;

– de modo repentino consultou o assistente 02, que, deduzo, ter-lhe dito: lance normal,

– certamente, através comunicação o adicional 02 disse ter sido lance ilegal,

– ai o Boto-branco tirou o dele da reta, voltou atrás, apontando a posição de impedimento do numero 07

– Estando pouco detrás, de frente e total domínio do lance, por mais esta vez Wilton Pereira Sampaio pisou no tomate; aclaro:

– Tendo o domínio da bola Gabriel atacante do Sport entrou na grande área da equipe carioca,

– tocado faltosamente por oponente perdeu o equilíbrio, ao cair, toca na bola

– que bate no poste direto do goleiro vascaíno, zagueiro a despacha para lateral,

– de pronto, Wilton Pereira Sampaio virou o corpo para sua esquerda, ergue o braço direito, com o dedo indicador sinalizou que o lance foi legal;

– bola fora de jogo, defensores do Sport correm pra cima do assoprador, pressionam e,

– na cara dura após ser comunicado corretamente pelo adicional Bruno Rezende Silva que ocorreu a falta,

– determinou a cobrança da penalidade, batida por Gabriel, defendida pelo goleiro

Item Disciplinar

Cartões Amarelos: 03 para defensores da equipe vascaína

Domingo 21/10

Vitória 2 x 2 Corinthians

Árbitro: Rafael Traci (PR)

Item Técnico

O segundo gol, o de empate da equipe da casa, teve origem no erro do árbitro quando da sinalização da inexistente falta que debitou para Roger, defensor corintiano quando da disputa normal com, um dos oponentes

Item Disciplinar

Cartões Amarelos: 01 para defensores do Vitória e 04 para defensores do Corinthians

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Política

Deixem o povo votar em paz!

Artistas e intelectuais dependentes de esmola pública, políticos profissionais sem eleitores e criminalistas que se dizem juristas apelam para o tapetão para continuarem mandando num Estado sem povo

Há três anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) recorria à votação popular que escolhera Dilma Rousseff e Michel Temer para evitar a punição da primeira e a ascensão do segundo por descumprimento da lei, exigindo provas cabais dos crimes, desqualificando delações premiadas e fazendo pouco do Judiciário. Agora, seu candidato, o ventríloquo Lula encarnado no boneco Fernando Haddad, quer anular mais de 49 milhões de votos do adversário, Jair Bolsonaro, do PSL, com base numa notícia de jornal, sem nenhuma comprovação factual, de prováveis riscos que correriam as instituições após sua eventual posse. Seria um golpe se não fosse só mero delírio, talvez tremens: coisa de bêbado que conversa com poste, conforme a piada do capitão reformado e deputado de direita.

Vamos aos fatos. Em 2014, Dilma Rousseff e Michel Temer foram eleitos sob o peso do maior “disparo” de futricas (termo do português vulgar para definir a expressão, definida por Donald Trump e adotada pela esquerda colonizada como bandeira, fake news). Antônio Palocci, coordenador da campanha da primeira eleição do poste Dilma em 2010, contou em delação premiada que esta, por ele coordenada, custou R$ 600 milhões e a segunda, de 2014, R$ 800 milhões. Total: R$ 1 bilhão 400 milhões em propinas. Neste dinheirão não estão computados os milhões em dinheiro vivo empregados para corromper o candidato e chefe da então soi-disant oposição, Aécio Neves (PSDB-MG), segundo foi delatado por executivos de duas grandes empresas beneficiadas pelo populismo petista: a empreiteira Odebrecht e o grupo que se tornou o maior produtor e vendedor de proteína animal do mundo sob os auspícios do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o J&F. E parte não desprezível do montante denunciado financiou a sórdida campanha feita contra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, acusada de cúmplice de banqueiros em assaltos à mesa do trabalhador brasileiro.

O PSDB, então já sócio da continuação do governo petista sob o vice do PMDB guindado ao poder pelo impeachment, Michel Temer, acusou os adversários de fraude. Na metade do mandato da chapa vencedora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob Gilmar Mendes, absolveu-a. Conforme o atento relator do processo, ministro Herman Benjamin, não por falta, mas, na certa, “por excesso de provas”. Para alívio dos tucanos, que compartilharam do governo Temer, mas depois tentaram livrar-se do peso de sua impopularidade, o vice que virou chefe ainda tem mais dois meses e meio de mandato a cumprir até entregar o bastão na corrida de obstáculos ao vencedor do segundo turno da eleição, em 1.º de janeiro de 2019.

Durante todo este processo eleitoral a Nação convive com a ameaça do PT de que “eleição sem Lula é fraude”. Mas como o ex-aliado Cid Gomes, senador eleito pelo PDT no Ceará, avisou aos berros aos militantes aliados: “Lula está preso, babaca!”. Ainda assim, o TSE foi conivente com a divulgação de várias rodadas de pesquisa eleitoral que colocavam o preso condenado por furto e lavagem de dinheiro na liderança da preferência popular. Pregou no deserto quem, como o autor destas linhas, avisava que as pesquisas falseavam a verdade, porque o desapreço, para usar um termo módico, da população pelo taumaturgo de Caetés já superava, e muito, a devoção dos asseclas tornados devotos em capelinhas erigidas no mundo para culto dos grupos remanescentes do que restou da esquerda mundial.

No meio do processo, a indignação majoritária contra os 13 anos e meio de desgovernos de Lula e de seu poste sem luz Dilma descobriu a lanterna no fim do túnel no único candidato que atendia aos pré-requisitos básicos para a mudança: o capitão reformado e deputado federal Jair Bolsonaro. Afinal, só ele tinha chance de disputar o trono presidencial contra o PT, suas viúvas e seus aliados públicos ou secretos. Era também o único que não tinha motivos para se queixar de perseguição dos policiais retos, promotores probos e juízes honestos da primeira e da segunda instâncias responsáveis pela devassa e pelo julgamento do maior escândalo de corrupção da História: o mensalão, que continuaria como petrolão. E, last but not least (por último, mas não por menos, ou menas, como prefere fletir o padim Lula), o Quixote disponível para atacar o predomínio das bandeiras com as quais a esquerda conta agora para esconder o fiasco monumental da “luta de classes” de Marx e Engels, Lenin e Stalin: escola com partido, ideologia de gêneros e ecologia contra economia, entre outras.

Desde 2013, as manifestações espetaculares nas ruas, com a bandeira vermelha trocada pelo pavilhão verde-amarelo nos protestos contra “tudo o que está aí”, sinalizavam nessa direção, resultando no verão de 2018 com a moda do “não reeleja ninguém”. Mas os chefões partidários, ciosos da necessidade de garantir a própria impunidade com o foro de prerrogativa de função e outros privilégios, cercaram o forte da resistência com os escudos e armaduras de sempre: voto cativo da miríade da promiscuidade dos 35 partidos de aluguel autorizados pela tolerante “Justiça Eleitoral” (conforme ficou provado na Operação Lava Jato, quase todos), financiamento público bilionário de suas campanhas e o adiamento, se Deus permitir, para sempre da cláusula de barreiras para pôr fim à farra.

Com a aceitação pelo TSE da farsa do candidato oficial cobrindo a cara com a máscara do presidiário, então, o eleitorado em geral concluiu que a opção não seria entre pobres e ricos, direita e esquerda, democratas e nostálgicos da ditadura, mas, sim, entre o capitão e o ladrão. E ela passou a ser entendida e estendida a todos que não querem mais viver sob o jugo do PT, acostumados a FlaXFlu, rinhas de galo e queda de braço.

O PT e Lula foram escorraçados em vários Estados no segundo turno e só não o foram no primeiro da presidencial mercê de ajudas de Ciro Gomes, que queria ser terceira via e teve de se contentar com o terceiro lugar, e de Geraldo Alckmin, que quis encarnar a democracia, mas foi só um anestesista incapaz de ressuscitar a velha política, ao exumá-la. Os outros não tiveram sequer votos suficientes para povoar este parágrafo.

Outra evidência está aí à mão e me envergonho de ser o primeiro a chamar a atenção, de tão lógica que é. Convido os que tremiam de pavor quando viam Lula liderando as pesquisas enquanto o TSE não lhe dava o merecido pontapé no traseiro a me responderem a duas questões. Primeira: se o candidato real do PT disputaria na condição de favorito, por que Fernando Haddad aposentou a máscara de barba que adotou para conquistar os votos dos súditos dele? Segunda: será mera coincidência a rejeição ao candidato fake do PT ter ficado um ponto dentro do terreno da inviabilidade (51,4% na pesquisa CNT-MDA), à medida que cresce o conhecimento do eleitor de sua conexão com o que realmente disputa?

Diante do abismo, Haddad/Lula apelou para duas asas coladas no escolhido com cera, como Ícaro. A primeira é a sombra da ditadura. A eleição virou disputa entre a maioria de eleitores fascistas, neofascistas ou até nazistas contra democratas, representados por signatários de manifestos da “boa causa” e defensores de políticos e burocratas acusados de crime de colarinho-branco. O professor de Ciências Políticas da Universidade Federal de Pernambuco Jorge Zaverucha escreveu sensato artigo no Globo, no sábado, intitulado Histeria, reduzindo essa teoria a pó com dados da História, e não da ficção populista da tigrada. Resumo-o numa sentença simples e lógica: “Bolsonaro sabe que, em caso de golpe, pode perder o emprego, pois um general da ativa tomaria as rédeas do poder”.

Agora o PT apela para o tapetão a partir de uma notícia de jornal dando conta de que os mais de 49 milhões de eleitores no primeiro turno foram levados a esse “desatino” pelo disparo de WhatsApps financiado por caixa 2 de empresas engajadas no antipetismo, que ameaça tomar o poder pelo voto. Em sua coluna diária na Folha de S.Paulo, Hélio Schwartsman escreveu no sábado 20 o seguinte: “Mentiras, rumores e boatos sempre assombraram eleições. A novidade agora é que, com as redes sociais, eles circulam com muito mais rapidez e atingem muito mais gente. Em algumas circunstâncias, quando a disputa é apertada e a corrente de desinformação surge nos últimos instantes, fake news podem definir o resultado do pleito. Não devemos, porém, atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral”.

Mistificação e desespero. Ora, ora, deixem o povo votar em paz!

Publicado no Estadão do dia 22/10/2018 – Criador: José Nêumanne Pinto – Jornalista, poeta e escritor

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Finalizando

“Otário não é quem fala a verdade, mas sim quem acredita na mentira”

Adágio de: Tukley – cantor, compositor e guitarrista brasileiro

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-27/10/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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