Suplicy pagou pela omissão

É unanimidade, entre eleitores e políticos, a convicção de que o vereador Eduardo Suplicy (PT) é dos poucos em que poderia-se arriscar a colocação de mãos sobre o fogo para atestar-lhe honestidade.

Ainda assim, as urnas retiraram-lhe, pela segunda vez, a possibilidade de retorno ao Senado.

As razões são evidentes: Suplicy paga o preço da omissão, quando solidariza-se, mesmo diante de tantas evidências de malfeitos, com marginais de seu partido.

O povo não perdoou.

Parece ter dado azar, também, quando ocupava a primeira colocação nas pesquisas e, há uma semana das eleições, aceitou apoio público do diretor do Corinthians, André Negão, investigado pela “Operação Lava-Jato” sob acusação de receber propina da Odebrecht.

Convenhamos, é exigir demais da biografia.

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