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O patético comercial de Neymar

Ontem, no intervalo do Fantástico, o jogador Neymar apareceu em comercial da Gillette, uma de suas patrocinadoras (provavelmente coagida pelo staff do atleta à expor a marca nesta ridícula situação), e leu o que era para parecer desabafo sincero após as críticas recebidas por seu comportamento durante a Copa do Mundo de 2018.

Em verdade, obviamente, texto escrito por publicitários:

“Trava de chuteira na panturrilha, joelhada na coluna, pisão no pé. Você pode achar que eu exagero, e às vezes eu exagero mesmo. Mas a real é que eu sofro dentro de campo. Agora, na boa, você não imagina o que eu passo fora dele”

“Quando eu saio sem dar entrevista, não é porque eu só quero os louros da vitória, mas porque eu ainda não aprendi a te decepcionar. Quando eu pareço malcriado, não é porque eu sou um moleque mimado, mas é porque eu não ainda não aprendi a me frustrar”

“Dentro de mim ainda existe um menino. Às vezes ele encanta o mundo, e às vezes ele irrita todo mundo. E minha luta é para manter esse menino vivo, mas dentro de mim, e não dentro e campo.”

“Você pode achar que eu caí demais, mas a verdade é que eu não caí. Eu desmoronei. Isso dói muito mais do que qualquer pisão ou tornozelo operado”

“Eu demorei para aceitar as suas críticas, eu demorei para me olhar no espelho e me transformar em um novo homem, mas hoje eu estou aqui, de cara limpa e de peito aberto”

“Eu caí, mas só quem cai pode se levantar. Você pode continuar jogando pedra, ou pode jogar essas pedras fora e me ajudar a ficar de pé. E quando eu fico de pé, parça, o Brasil inteiro levanta comigo.”

Fica claro que a mensagem, apesar de digitada e pensada por terceiros, deve ter contado com aprovação do jogador, ou, pelo menos, do sujeito que lhe dá ordens – o pai.

Nela se constata, lamentavelmente, que Neymar está longe de aprender com seus erros, justificados com desvios de foco e de realidades facilmente perceptíveis pelos que acompanham o comportamento do atleta ao longo dos anos de carreira.

A frase final, em que o termo “parça” é inserido como tratamento dispensado à toda população brasileira, quando, em verdade, os tais não passam de encostados sustentados – assim como é o pai – pelo suor do atleta milionário, soa tão ridículo quanto ofensivo aos que labutam para prover o próprio sustento.

Seria muito melhor, mas requer personalidade, que Neymar respondesse por si, com suas próprias palavras, nem que seja para receber novas críticas, mas com alguma possibilidade de ser melhor compreendido, não receber dinheiro (obviamente não trabalhou de graça) para, supostamente, se justificar.

Mal orientado, Neymar segue atirando no próprio pé, com auxílio dos patrocinadores – num erro monumental de avaliação comercial, mesmo que pressionada, da Gillette -, da Rede Globo e direcionamento do maior de seus adversários – o próprio pai.

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