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Acossado pela justiça, Andres Sanches começa a desovar patrimônio mantido em nome de “laranjas”

Investigado pela “Operação Lava-Jato”, acusado de receber propinas para ajudar a superfaturar o estádio de Itaquera, pelo MPF, em diversas condutas tratadas como ilícitas sob o manto de empresas de fachada e também pela compra e venda de patrimônio (em nome de laranjas), no Brasil e no Exterior, oriunda de negócios do futebol, o deputado federal Andres Sanches, aos poucos, está transformando “provas” e “evidências” em dinheiro vivo.

O objetivo aparente, em caso de condenação, é não ter nada disponível para execução.

Por conta de ação no TSE, a justiça já sabe que um dos prepostos do parlamentar é seu irmão, Tadeo Navarro Sanchez, condenado a devolver R$ 320,6 mil, após comprovação de que fajutou doação de R$ 100 mil na campanha de Andres, em 2014.

Para saber detalhes sobre este caso, basta clicar no link a seguir:

Justiça condena irmão de Andres Sanches (PT) por doação irregular e complica deputado

Ontem, o MPF foi notificado, oficialmente, sobre a venda de um apartamento de Andres Sanches (sua, até então, residência), comprado em 2011, logo após a definição do estádio de Itaquera como sede da Copa do Mundo de 2014 (o dirigente, antes de assumir a presidência do Corinthians, morava em casa alugada), escriturado em nome de Tadeo, no bairro do Tatuapé (próximo ao Parque São Jorge), pelo valor de R$ 1,3 milhão (no documento apenas R$ 957,2 mil).

A assinatura do negócio foi lavrada no 9ª Oficial de Registro de Imóveis da Capital, há apenas dez dias, em 16 de julho.

Sanches, por conta desta transação, passou a residir num flat no mesmo bairro.

Gera estranheza, porém, segundo fontes, o fato de Andres Sanches ter entregue o imóvel sem que nenhuma mudança tenha acontecido, nem para retirada de móveis, muito menos para a chegada de novos moradores.

Os compradores são dois advogados, casados, mas absolutamente inexpressivos da profissão: Antônio Ferreira da Costa e Ângela Vila Nova da Costa, donos de uma sociedade de advocacia localizada à rua Lagoa da Anta nº 70, na Vila Cisper, em São Paulo.

Em rápida busca no site do TJ-SP, observa-se que Antonio, em quatorze anos de profissão, advogou em 77 casos (média de 5,5 por ano), enquanto sua esposa não tem clientes atendidos, nos tribunais de São Paulo, desde que inscreveu-se na OAB, há cinco anos.


NEGÓCIOS EM MIAMI

Lucas Sanchez, Andres Sanches e o filho de Giuliano Bertolucci, em Miami

O Blog do Juca Kfouri publicou, ontem, cópia do passaporte de Andres Sanches, utilizado em recente viagem aos EUA, mais precisamente em Miami, no dia 08 de março, enviado ao jornalista no ímpeto de comprovar que poderia sair do país sem ser preso pela Interpol.

Ainda na mesma postagem, o jornalista diz que a justificativa da viagem do parlamentar ao exterior seria, segundo o “primeiro ministro” do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg (que teria viajado junto), para negociar patrocínio para a camisa do clube.

A verdade parece não ser a contada pelo dirigente alvinegro.

Andres Sanches, logo após descobrir que poderia entrar nos EUA (havia, de fato, dúvidas por conta de delações realizadas que teriam citado-o como recebedor de propinas em terras americanas) decidiu eliminar seus rastros comerciais no país.

Sanches tem (ou tinha), em Miami, um apartamento em prédio luxuoso – estrelas globais são seus vizinhos, em que, até há pouco, estava sendo habitado por seu filho, Lucas Sanchez, que, por conta das notícias oriundas dos tribunais americanos, retornou para o Brasil, deixando por lá outro negócio, administrado com dinheiro do pai, uma filial do bistrô “Paris 6”.

O objetivo da viagem era absolutamente pessoal: colocar tudo à venda.

Por razões óbvias, nada tinha a ver com fechar patrocínio para o Corinthians

Anteontem, o próprio Andres Sanches, em reunião com conselheiros alvinegros (alguns deles, iludidos, quase pediram-lhe autógrafos ao final), disse que somente duas empresas interessaram-se pelo patrocínio na camisa do Corinthians: Santander e Caixa; nenhuma delas sediadas ou com escritório para este fim, nos EUA.

Lucas Sanchez em apartamento de Andres Sanches, em Miami
Lucas Sanchez (filho de Andres) com Izaac Azar, sócio do “Paris 6”


AS LIGAÇÕES COMERCIAIS ENTRE ANDRES SANCHES E TADEO SANCHEZ

tadeo foto
Tadeo Navarro Sanchez

Em aparente tentativa de ludibriar as autoridades, Andres Sanches, desde o início de 2018, passou a desfazer-se de rastros que poderiam indicar, além do que já havia sido comprovado no TSE, qualquer associação com o irmão.

Juntos, Sanches e Tadeo compraram, em maio de 2007, com dinheiro da sobra de campanha às eleições do Corinthians – realizadas no mesmo ano e bancadas pelo dinheiro do iraniano Kia Joorabchian, o Auto Posto Naturaflex, localizado à Av. Corifeu de Azevedo Marques nº 4585.

O negócio está à venda, desde o início do ano.

Outra empresa da dupla, utilizada, também, para dissimular doações à campanha do deputado, a ANS Participações (ANS = Andres Navarro Sanches), aberta em setembro de 2005, estando desde 2009 com bens arrolado por conta de problemas do parlamentar com a Receita Federal, teve seu distrato realizado somente fevereiro de 2018, com os livros permanecendo sob a guarda de Tadeo.

É a famosa empresa, “visitada” pelo Blog do Paulinho e pela TV Record, que, como diversas ligadas ao presidente do Corinthians, existiam apenas no papel.

O simulado rompimento se deu, aparentemente, para evitar a perda do posto de combustíveis “Vicar Shop”, com sede à Rua Monteiro de Melo, 497, esquina com a rua Coriolano, no bairro da Lapa, adquirido em 2010 pela dupla.

No papel, os compradores são: ANS Participações e Tadeo Sanchez.

O distrato da ANS insnua retirada de Andres do negócio, que estaria, oficialmente, apenas em nome do irmão.

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