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O asqueroso corporativismo do jornalismo esportivo

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Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Eram meados de 2016 quando um grande amigo me convidou a fazer parte da equipe de redação da maior revista especializada em futebol do país.

Recém adquirida de outra editora, uma gigante em decadência, a revista, certamente, também vivia seus últimos momentos. Em que pese este fato, reforçado pelo fato de eu trabalhar como consultor em áreas de gestão de grandes empresas, meu amor pelo futebol foi mais forte.

Logo veio à minha mente o fato de eu ter aprendido a ler através desta revista, ainda em tempo de veiculação semanal durante os anos 1970. Além disso, apesar de ter em minha parede alguns títulos, dentre eles os de doutor e mestre em engenharia, nada me orgulhava mais que o fato de já ter escrito, até então 12 livros, sendo mais da metade deles sobre futebol.

Dono do maior acervo de publicações sobre futebol no mundo, o que garantia meu nome no Guinness World Records, e presente em programas de grandes emissoras nacionais, entre eles Jô Onze e Meia, Jornal Hoje e Globo Esporte, jamais tivera um único texto meu publicado nesta revista.

Ainda que tenha dentro de mim as raízes da humildade, sempre tive a certeza absoluta de minha competência e o fato de ter artigos publicados em revistas tais como Harvard Business Review, Exame, Aventuras na História e vários jornais nacionais, comprovavam isso.

Foi como uma lavagem de alma que passei a escrever textos para a revista, a realização de um sonho. Conseguia dividir meu tempo entre a redação e minhas atividades de consultoria. Durante alguns meses, juntamente com um colega, mantivemos a revista com textos que cobriam o futebol nacional em vários estados brasileiros. Não durou muito.

Logo a revista acabou por voltar a sua editora original. Antes de ir, sentei com meu amigo, diretor da editora que acabara de ceder de volta o título da revista e depois de muito agradecer, o antecipei que não acreditava na minha permanência na revista.

Na verdade, fiquei lá por apenas três dias. Fui mandado embora e trocado por uma equipe de jornalistas que estão desde novembro daquele ano velando os derradeiros dias de vida da revista.

O meu desligamento veio como um presente pois coincidiu com a chegada de um novo importante cliente da minha consultoria. Se minha rotina de trabalho já estava intensa, ficou ainda mais e graças a Ele, me trouxe coisas muito boas.

Ainda assim, inegável afirmar que meu afastamento se deve exclusivamente ao fato de eu não fazer parte da patotinha de jornalistas que coabitam a revista já faz tanto tempo.

Sendo assim ainda que discorde de muitas das opiniões de Juninho Pernambucano, sei muito bem que apenas quando ele fez críticas sobre os jornalistas setoristas, seu destino foi selado.

O corporativismo, algo tão presente em tantos segmentos profissionais, é o ar respirado por grande parte dos jornalistas esportivos, em sua maioria, fracos e desonestos.

Todos sabem que grande parte dos jornalistas esportivos presta serviço, muitas vezes em troca de vantagens, para clubes de futebol, sobre os quais comentam e divulgam informações. E isso é apenas uma ponta do iceberg. São pouquíssimos que assim não os fazem e a eles que peço: Resistam!!!

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