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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Para o mau-caráter trair e enganar é algo normal, ele é um canalha que não tem misericórdia nem compaixão de ninguém. É um ser ambicioso, falso, egoísta e maléfico”

Adágio de: Izzo Rocha

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CA-FPF/ Sorteamento

Na tarde do dia 05/04/2018 através de seus representantes cumpriram o determinado em lei e realizaram o sorteio indicativo do árbitro da final da Série A1 do Paulistão 2018

Esferas

06 redondas foram escolhidas e numeradas do 1 ao 6, em seguida, espaçaram dois globos, abrigaram 3 em cada, na sequência, Nilson de Souza Monção indicou qual das três seria a validada, de pronto respondeu: a terceira

Globo

– Nas duas primeiras giradas e abertura das portinholas saíram os números 4 e 2, de pronto; rejeitados

– A terceira o numero 6, concernente a Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Findando

De acordo com o site da FPF a disputa Palmeiras x Corinthians que será realizada domingo 08/03 as leis do jogo terão na condição de emissários:

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Assistente 01: Anderson Jose de Moraes Coelho

Assistente 02: Daniel Paulo Ziolli

Quarto Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Assistente Adicional: Alberto Poletto Masseira

Desejo

Ao experiente, correto e, conforme informações, respeitoso e respeitado Marcelo Aparecido de Souza, igualmente para seus consortes, arrebatador desempenho nas respectivas atividades

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Primeira das duas partidas indicativas ao Campeão da Série A1 do Paulistão 2018

Sábado 31/03/ 2018

Corinthians 0 x 1 Palmeiras

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Assistente 01: Danilo Ricardo Simon Manis

Assistente 02: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Quarto Árbitro: Salim Fende Chavez

Item Técnico

Não foi exigido, vez que: Durante os noventa minutos, somados aos acréscimos, os litigantes expuseram o atual e baixíssimo nível praticado na maioria das refregas

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 10 contendores, sendo:

– 04 defensores do Corinthians, dentre estes Gabriel, a quem deixou de dar o amarelo na metade da primeira etapa, no instante que praticou falta no oponente Dudu,

– somente o fez no 24º minuto da etapa final, quando da falta sem bola no oponente Lucas Lima, na qual, deveria ter recebido o cartão vermelho

– 06 para defensores do Palmeiras

Notando

Conforme regulamento o atleta que tenha recebido cartão amarelo na contenda anterior, ocorrendo o mesmo na que esteja sendo altercada, não poderá pleitear a posterior

Coincidência

Nenhum dos 10 atletas advertidos portava o cartão amarelo

Cartão vermelho

Para Clayson, atacante corintiano e Felipe Melo, defensor palmeirense, corretamente aplicado

Ressaltando

A culpa do pequeno bafafá ocorrido no minuto de acréscimo nos 45 da primeira etapa cabe unicamente ao assoprador de apito por Leandro Bizzio Marinho, por mim alcunhado “Whatsapp”, por ter se omitido no exato momento que Henrique defensor corintiano e o palmeirense Borjas trocaram empurrões que resultou na expulsão dos rivais: Clayson e Felipe Melo

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Política

MAIS QUE UMA QUARTA-FEIRA 

Foi uma semana de muita tensão. Teremos virado a pagina? Não creio…

O que estava em jogo na quarta-feira era uma questão central para o País: romper ou não com um sistema de corrupção que se alimenta da lentidão da Justiça. O Brasil estava se tornando um país bizarro, com um vaivém de cadeiras de rodas nas cadeias. Era tão difícil prender alguém, no labirinto de agravos e recursos, que já chegava bem velho.

Como somos sentimentais, depois de algumas semanas todos acabam em prisão domiciliar. E essa seria a tendência dominante se prevalecesse a tese de impedimento da prisão após sentença de segunda instância.

A ideia básica da presunção de inocência é muito poderosa, até por sua beleza filosófica. No entanto, depois de duas condenações é razoável que sofra um abalo. Além disso, há outra ideia forte em jogo: a eficácia da Justiça. Se via recursos e caros advogados os réus podem prolongar sua liberdade, as vítimas não recebem o que merecem: justiça.

A proposta de Gilmar Mendes era obscena, pois previa uma votação contrária à expectativa popular e, logo em seguida, uma acomodação da opinião pública. Mas ninguém se vai acomodar. Nem os petistas, agora que Lula se aproxima da prisão. No meu entender, isso os levará a gastar menos energia com Lula e a pensar nos caminhos do País. A condenação do Lula e sua grande capacidade de mobilizar acabaram ofuscando o debate sobre os rumos da reconstrução.

O PT passou por diversas palavras de ordem, quase todas defensivas: não ao golpe, eleição sem Lula é fraude, liberdade para Lula… Mas tudo indica que as eleições serão sem Lula candidato – apesar de sua capacidade de transferência de votos. Nada impede que um partido boicote as eleições, mas a experiência mostra que se ganha muito mais participando do que boicotando.

Teremos virado uma página? Não creio. O debate sobre o tema não envolve apenas Lula. Ele só encarnou um drama que para alguns, como Eduardo Cunha e outros presos, precisava de um símbolo mais poderoso.

Ao longo destes anos, o sistema político sempre buscou uma fórmula de neutralizar a Lava Jato. A resistência de Lula é antiga, desde que definiu a “república de Curitiba”. Ele se colocou na linha de frente e os grampos mostram isso. Num momento questionava a covardia do Supremo ante o processo, noutro lamentava a passividade dos políticos, que pareciam ignorar a tragédia que se abateria sobre eles.

O MDB também se importava com isso. A célebre frase de Romero Jucá “é preciso estancar a sangria” revela a ansiedade diante do avanço da Lava Jato. No Congresso foram muitas as tentativas de retaliar as investigações. Era mesmo impensável que um esquema tão complexo de dominação fosse render-se sem peripécias.

O último dos combatentes é Temer. Coube-lhe fazer alguma coisa. Ele tentou. Até escolheu um diretor da Polícia Federal tão fiel que acabou caindo por excesso de fidelidade.

Temer tem uma tática própria: não bate de frente com a Lava Jato, como Lula, ele diz publicamente que a apoia. Suas intervenções são mais no sentido de defender direitos individuais, respeito ao processo legal. Apesar de tudo, consegue pequenas vitórias. Esse coronel Lima, por exemplo, é apontado como seu operador, mas nunca depôs na Polícia Federal. Todas as convocações foram negadas, sob o argumento de que sua saúde não permitia. O coronel foi preso apenas para depor e, mesmo assim, não falou nada.

Com forte base de apoio no Supremo, a resistência à Lava Jato e suas consequências não estão esgotadas. A operação mesmo está na fase final. O que está em jogo é o futuro. De um lado, como montar um esquema de corrupção tão sólido e durável como esse que se está dissolvendo? De outro, como reduzir a corrupção a níveis mínimos?

Depois de tantos anos da Lava Jato, tudo parecia ir bem nesse campo. O papel da política seria interpretar esse sucesso e produzir um conjunto de leis que a completasse. Mas, de repente, uma discussão sobre o destino de Lula no STF põe o rumo em xeque. Voltaríamos ao velho poderoso esquema de corrupção com a impunidade garantida por um sistema judicial?

Tanto um lado como o outro acharam que tudo estaria perdido caso os juízes apontassem em direção contrária à sua expectativa. A verdade é que vitória e derrota nesse julgamento não significam um dado absoluto. O processo continua, deságua nas eleições e está sujeito a recaídas.

O problema central nesse confronto é saber que posição tem mais viabilidade histórica. Controle maior da corrupção, processos mais rápidos e eficazes, a ideia de que a lei vale para todos são elementos de uma tendência mais promissora. É a que aponta para o que existe em países mais avançados, mas isso não significa garantia de vitória. Depende de muito esforço, mas, felizmente, esta semana muitos compreenderam isso.

Foi uma semana de muita tensão. Cármen Lúcia pediu serenidade. Comandantes do Exército e da Aeronáutica se pronunciaram. Houve quem visse nisso tudo um clima de 1964, que precede a intervenção militar. Na verdade, houve uma boa discussão, talvez um pouco longa, talvez um pouco complicada, mas, de qualquer maneira, ficou claro para todos o que estava em jogo.

Alguns juízes que rejeitam o populismo insistem em que não votam pela pressão das ruas. Estão certos. Mas à medida que as discussões se tornam um pouco mais compreensíveis e são transmitidas ao vivo, é inevitável que maior número de pessoas opine, e com argumentos. Ainda que não sejam argumentos rebuscados como os dos juízes, são um forte indício de que as pessoas comuns querem tomar nas suas mãos o destino do País.

Potencialmente, o processo de politização dos últimos anos pode levar a um interesse maior pelas eleições e a uma demanda mais firme por projetos de governo. Quem comemora vitórias nesse caso precisa ser discreto, pois novos e difíceis momentos podem surgir para sustentar o velho esquema de corrupção.

Da mesma forma, quem amarga a derrota deve levar em conta que o campo da esquerda segue forte, apesar de seus erros táticos e estratégicos. Que venha mais uma campanha presidencial. Em outros países, a esta altura ela já seria o centro do debate.

Artigo publicado no Estadão em 06/04/2018 0 – Criador: Fernando Gabeira – Jornalista, escritor e politico brasileiro

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Finalizando

“Ninguém entende de verdade a política até compreender que os políticos não estão tentando resolver os nossos problemas. Eles estão tentando resolver seus próprios problemas – dentre os quais serem eleito e reeleito são número 1 e número 2. O que quer que seja o número 3 está bem longe atrás”

Frase de: Thomas Sowell – é um economista americano

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-07/03/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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