Ausência de Lula dificulta negócios no Corinthians

Lula e Silvio Santos quando do fechamento do acordo entre Governo e banco Panamericano

Na estréia da Copa Libertadores da América, o Corinthians, mais uma vez, bateu recorde de audiência do ano da Rede Globo de televisão: 44% dos televisores ligados assistiam à partida do Timão.

Um mês após as eleições presidenciais, que reconduziram a dupla Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg ao poder alvinegro, assim como durante todo o ano anterior, mesmo liderando o Campeonato Brasileiro, com larga margem, desde o princípio da disputa, o clube de Parque São Jorge, por inabilidade de seus gestores, segue sem patrocínio relevante na camisa.

O que será necessário fazer mais para despertar interesse das empresas?

Ou pior: o que impede a aproximação de marcas importantes ao clube ?

Nem mesmo com o estádio sediando a partida inaugural da Copa do Mundo, quatro anos atrás, o Corinthians conseguiu estimular algum parceiro a nomear sua casa, noutro episódio flagrante de incompetência.

Elevado, por conta de notória afinidade com a imprensa, ao posto de “Midas” do Parque São Jorge, o nome envolvido em boa parte destes fracassos é o de Luis Paulo Rosenberg.

Em quase todos os negócios que precisou agir por conta própria, o resultado final foi aquém do esperado.

Todos os casos de sucesso – inclusive a contratação de Ronaldo, tiveram por trás a decisiva ação do diretor de marketing “informal” do Corinthians, que não era publicitário, mas sempre transitou bem neste campo, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Basta lembrar as diversas marcas que patrocinaram o Timão neste período, todas ligadas à empresas que precisavam do Governo para sobreviver.

Entre elas o banco Panamericano (que não tinha como política patrocinar clubes de futebol), pelo qual Luis Paulo Rosenberg atuava em duas frentes, na condição de “conselheiro” da instituição (recentemente condenado por participação em fraude pelo BACEN e pela CVM) e na direção de marketing (depois na vice-presidência) do Corinthians.

A imoralidade e a falta de ética são evidentes.

Aliás, cabe ainda verificação do comissionamento pago pelo fechamento desta parceria, que, talvez pelo fato de “contratante” e “contratado” serem a mesma pessoa, dizem, comprometeu valores bem acima dos praticados no mercado.

Sem Lula na jogada, principalmente após a primeira condenação criminal e consequente afastamento das empresas que antes imploravam para atender aos pedidos do ex-presidente, Rosenberg não teve mais em quem se escorar e os grandes negócios, como por encanto, minguaram no Parque São Jorge.

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Uma resposta para Ausência de Lula dificulta negócios no Corinthians

  1. Dane Souza disse:

    Deixe claro que esse record no máximo se refere à filial paulista da emissora, já que o jogo só passou pra São Paulo pela Globo…

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