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Rosenberg e Andres Sanches forçaram liberação de preço do estádio de Itaquera

“(…) tenho certeza que se o Marcelinho (Odebrecht) soubesse que ia acabar na “cana”, como ele acabou, a Odebrecht teria sido uma empresa bem mais decente”

“Se você der uma denunciada num Odebrecht é bom você ter uma aposentadoria garantida para o resto da vida, porque cangaceiro contra-ataca violentamente…”

“Para o economista, o nível ótimo de corrupção não é zero… porque toda vez que eu elimino um foco, uma atividade corrupta, eu incorro num custo… e se esse custo é maior do que eliminar aquele tipo de corrupção, a economia recomenda que não faça…”

“Mas e a ética ? Não… estou te falando aqui como economista…”

(LUIS PAULO ROSENBERG em seminário sobre “corrupção”)


Novo presidente do Corinthians, Andres Sanches, apesar de ainda estar negociando cargos da diretoria, já colocou dois dirigentes, anunciados ainda durante a campanha, para trabalhar.

Duílio “do Bingo” no futebol e Luis Paulo Rosenberg, no marketing, que, de cara, re-incorporou ao departamento o suspeito Caio Campos, CEO da controversa Poá-Textil/SPR, suposta parceira do clube.

O conflito de interesses é evidente.

Destacado para renegociar os contratos com a CAIXA e a ODEBRECHT, dos quais, segundo o próprio Andres Sanches, foi responsável pela engenharia financeira, com as cúmplices assinaturas do ex-vice de finanças, Raul Corrêa da Silva e de dois ex-presidentes (Roberto Andrade e Mario Gobbi), Rosenberg não terá vida fácil.

Em 2017, a Comissão de conselheiros destacada pelo clube para auditar o negócio do estádio, ao escutar a construtora, dela recebeu a informação de que o contrato, antes vigente com preço fixo, sofreu pressão de Rosenberg e Andres Sanches para alteração.

Surgiu daí o segundo aditivo.

Rosenberg utilizou como argumentação que o clube queria, por si, negociar com os fornecedores do estádio, para tentar diminuir os valores previamente acordados.

Sabe-se, hoje, que o preço da Arena não só ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão, dos R$ 820 milhões previstos, como também boa parte destes parceiros comerciais que vieram após o aditivo eram da “patota” de Andres Sanches, como no exemplo a empreiteira responsável pela construção de uma das contrapartidas (creche na Zona Leste), ligada ao ex-diretor de futebol Eduardo “gaguinho” Ferreira.

Com relação à CAIXA, o banco, desde a terceira parcela de atraso do Corinthians com relação ao empréstimo do BNDES, já poderia ter iniciado a execução do contrato, que compreende em colocar a leilão 80% da sede alvinegra, no Parque São Jorge.

Ontem, notícias divulgadas pelo jornal O Globo, deram conta de que isso está muito próximo de acontecer.

O Blog do Paulinho reproduz documentos que explicam as razões, ligadas a clausula impeditiva do clube ter entre seus mandatários um deputado federal ou senador.

https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/06/caixa-quer-executar-corinthians-porque-presidente-do-clube-e-deputado-federal/

Não bastasse a perda do terreno em frente ao clube, agora o grupo de Andres Sanches poderá, se não tiver um “coelho na cartola”, jogar fora patrimônio histórico que o Corinthians demorou um século para adquirir, manter e ampliar.


Rosenberg e a Corrupção

Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg em confraternização da SPR – julho de 2017

Em 2016, Luis Paulo Rosenberg participou, como especialista, de debate que tinha como tema “corrupção”, na sede do TCE-SP

Nele demonstrou saber exatamente de quem se tratava a Odebrecht e seu presidente, a quem, carinhosamente, travava como “Marcelinho”.

Defendeu, também, a prática de alguns modelos de corrupção, entendendo haver necessidade de flexibilizar o tratamento com aqueles que pedem “dinheiro por fora”.

Discurso, convenhamos, que explica muito de sua atuação no Parque São Jorge e também a adoração pela figura e os métodos de Andres Sanches.

Por fim sobrou até opinião favorável à liberação do Jogo de Bicho (no Corinthians há diversos bicheiros na diretoria) e das drogas.

Abaixo, vídeo e transcrição:

ODEBRECHT

“(…) tenho certeza que se o Marcelinho (Odebrecht) soubesse que ia acabar na “cana”, como ele acabou, a Odebrecht teria sido uma empresa bem mais decente”

“(…) vocês já repararam que interessante ? O grupo Odebrecht tem a Braskem, que é uma empresa de capital aberto… não encontramos nenhuma sacanagem na Braskem… só aquela tangência dela com a Odebrecht… agora, Construtora Norberto Odebrecht, não é sociedade anônima listada em bolsa… porque se fosse já estava em cana há muito mais tempo…”

“Se você der uma denunciada num Odebrecht é bom você ter uma aposentadoria garantida para o resto da vida, porque cangaceiro contra-ataca violentamente…”

PT NÃO SOUBE ROUBAR NA PETROBRÁS

“Há quanto tempo vocês acham que a Petrobrás é corrupta ? Ou vocês caham que foi o PT que inventou isso ? O PT só não sabe fazer… mas isso vem dos generais”

DEFENDENDO A TOLERÂNCIA COM A CORRUPÇÂO

“Para o economista, o nível ótimo de corrupção não é zero… porque toda vez que eu elimino um foco, uma atividade corrupta, eu incorro num custo… e se esse custo é maior do que eliminar aquele tipo de corrupção, a economia recomenda que não faça…”

“Mas e a ética ? Não… estou te falando aqui como economista…”

“Por exemplo: contrabando que existe entre Paraguai e Brasil… é um negócios que… você quer acabar ? Vamos acabar… fecha a fronteira… acabou, não tem mais formiguinha passando de um lado para o outro… bota o exército lá e acaba com a corrupção… não tem mais como comprar o fiscal da aduana… mas, em compensação, eu mato o fluxo de comércio entre os dois países… a sociedade, como um todo, vai perder”

“Nessa hora eu digo, o que o brasileiro, a sociedade como um todo vai perder por não ter esse intercâmbio…. não justifica (acabar com a corrupção)”

“Então, vamos combater (a corrupção), mas sempre ao nível de não cair no exagero… incorrer em custos incompatíveis com esse ganho marginal de combater a corrupção”

“Se eu tenho uma corrupção que só gera transferência de recursos… sabe, eu digo “que pena que tem safado” (tom de ironia)… como economista, a coisa não é tão grave”

“Por exemplo: imagina um funcionário público, extremamente patriota, competente pra danar, e ele comanda uma comissão de concorrência… então ele estabelece um edital de concorrência espetacular, atrais os melhores concorrentes para o processo, escolhe exatamente o primeiro e negocia o preço pelo qual vai fechar a concorrência da forma mais competente possível, e chegou lá… o fulano fornece a usina, o que quer que seja, por R$ 1 bilhão, e é o menor preço que dá para conseguir”

“Acontece que esse “patriota” tem uma amante argentina, que detona o cartão de crédito dele, precisa ir pra Paris toda semana, que bate a Mercedes dele e tem que consertar, então… ele tem uma necessidade de gerar caixa absolutamente anormal… então o que ele faz ? No final do processo, quando ele já fechou o preço, ele avisa o empresário: “olha, só que tem o seguinte… antes de assinar o contrato, você vai pagar R$ 200 mil nesta conta, sem mexer no preço total””

“O que aconteceu ? O país vai receber exatamente o investimento que ele precisava, feito pelo melhor fabricante possível, entregue ao menor preço, mas houve uma transferência de renda, dos donos da fornecedora para o cidadão com a amante argentina dele…”

“É ruim que isso exista no país ? Claro que é ruim… não deve ter esse tipo de coisa… só que, a gente é muito mais tolerante com esse tipo de atitude porque não gera impactos perniciosos para o país… o país não fica muito abalado se um dono de empresa cede dinheiro para um funcionário público”

DEFENDENDO LEGALIZAÇÃO DO JOGO DE BICHO E DAS DROGAS

“Jogo de Bicho…regulamenta… bota isso aí como atividade normal… acaba essa corrupção do bicheiro pagando o policial, leva para o delegado… acabou… elimina o foco na raiz”

“Por isso que economista, em geral é a favor da regulamentação de drogas… não que a gente goste de dar um “pico”, mas é porque a gente sabe que não adianta você ficar tentando evitar… quer dizer, aquela história do “água morro abaixo” e “fogo morro acima”… e a sociedade quando quer fazer… não tem jeito… então, não cria o constrangimento para não abrir espaço para que a corrupção coma solta”

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Uma resposta to “Rosenberg e Andres Sanches forçaram liberação de preço do estádio de Itaquera”

  1. Teresinha Mohr Winter Says:

    Benzadeus. Dá vontade de vomitar. Na próxima encarnação, por favor, meu Deus, me faça nascer em país de primeiro mundo, onde há corrupção, mas ao menos, se descobrirem, os caras vão presos e processados. Aqui, a gente ainda é obrigado a achar normal.

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