Gestão

Da RÁDIO JOVEM PAN
Por WANDERLEY NOGUEIRA
Nenhum clube brasileiro resiste a uma auditoria rigorosa, séria, independente. Alguns, espertos, fazem jogo de números e de palavras e até conseguem, por um período, enganar muita gente boa.
Análises mais atentas mostram que as coisas não batem na administração do futebol e do clube (já que tentam separar o indivisível) .
Dívidas dos clubes vem se arrastando a décadas.
Credores já morreram e seus sucessores continuam batendo na porta da cartolagem.
De quando em quando a justiça manda bloquear as contas das agremiações.
Todos devem, reconhecem e não pagam. Ou pagam pouco.
Alguns gênios das finanças dizem que reduziram as dívidas e não explicam exatamente como fizeram.
O método mais usado é aquele que pode ser visto todos os dias nas filas dos compradores em atraso das lojas de varejo. A pessoa deve 100, pede desconto de 50, o credor topa e acordo feito. Melhor do que perder tudo.
Nos clubes é a mesma coisa.
O exagero é o “gestor” sair por aí dizendo que está dando uma aula de competência. Nada disso. O credor saiu no prejuizo e o clube continua sendo um péssimo pagador.
Nos últimos dias a imprensa registra situações capazes de mandar para a terapia o Nobel de economia. Dirigentes da situação dizendo que fecham o ano com superavit e a oposição afirmando um deficit imenso… Gente da oposição na chapa da situação… Turma da situação formando chapa de oposição…
Com a saida de Del Nero vários voluntários já estão se apresentando para o imenso sacrificio pessoal que é assumir a CBF… para “dar um show de gestão…”
