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A Imprensa Oficial Olímpica e a ocultação da verdade

Por ALBERTO MURRAY NETO

Publiquei neste espaço os links com minha entrevista ao Callum Murray, do SportCal e do meu artigo veiculado no Around The Rings. Agradeço a ambos. Tratam-se de duas influentes publicações no mundo Olímpico.

Na entrevista que dei ao excelente Callum Murray, dois fatos me chamaram especial atenção. Escreve Callum que durante a campanha do Rio ao Jogos Olímpicos de 2.016, o SportCal e outros veículos da midia Olímpica internacional receberam ameaças de que seriam processados caso dessem eco às minhas denúncias. Isso me deixa feliz, porque é mais uma prova indiscutível de que eu eu falava verdades e realmente incomodei aquela detestável patota olímpica brasileira, cujo líder máximo esteve preso e responde à processo acusado de corrupção, entre outros.

Mas esse fato também mostra a truculência com que agia a assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) sob as ordens do seu ex presidente. E essa violência, a ânsia de desvirtuar a verdade, ou ocultar as notícias, não me tinha como alvo exclusivo.

Todo aquele que publicasse matérias que desagradassem o antigo presidente eram objeto de sua ira e das ações maléficas da chefia de sua assessoria de imprensa. Por isso, para seguir no resgate da boa imagem do COB é importante que a nova gestão tenha em mente a necessidade de substituir o atual comandante da assessoria de imprensa por alguém que seja profissional, correto e respeitado,

O outro ponto que me chamou atenção diz respeito à fonte Olímpica que disse ao Callum que por mais que eu estivesse falando verdades, a organização (no caso, o Movimento Olímpico Internacional), não gosta de quem cria embaraços para ela. Quem faz isso é visto como criador de problemas e que eu, repito, mesmo denunciando verdades, era qualificado como um “trouble maker”. Ou seja, eles prefereriam jogar a sujeira para debaixo do tapete e melhor teria sido, segundo essa fonte olímpica, se nada desse mar de corrupção tivesse sido descoberto.

Ainda bem que o desfecho da história foi diferente.

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