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No Corinthians, ladrão que rouba ladrão nem sempre tem perdão

“Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, diz o ditado popular para justificar determinados procedimentos do submundo da bandidagem.

No Corinthians a aplicação é diferente.

Pilares da gestão “Renovação e Transparência”, que tem o deputado federal Andres Sanches como guru, os grupos “Fora Dualib” e “Corinthianos Obsessivos”, que, por conta de maus feitos, foram obrigados a mudar de nome para, respectivamente, “Preto no Branco” e “Corinthians Grande”, andam se atritando nas alamedas do clube.

“Judas… traíras”, gritavam, ontem, os batedores de carteira (Fora Dualib) para os ladrões de casaca (Obsessivos), que, até o momento, acenam com candidatura própria às eleições alvinegras, fato que desagrada os primeiros, que precisam da vitória do parlamentar para colocar comida no prato.

Não há perdão, no mundo do crime, para os que abandonam a quadrilha (roubando, ainda, parte de seus votos), a não ser que voltem a beneficiar o “chefão”.

Tudo pode acontecer até a data limite do registro das candidaturas à presidência alvinegra, inclusive os que hoje se atritam voltarem a se tratar com respeito, uns por necessidade financeira, outros pela notória obsessão ao poder.

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