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Donos da Kalunga são processados por sócio após suposto “golpe” em assembléia da ex-MTV

Paulo Garcia

Em 17 de abril, o empresário José Roberto Hachich Maluf ingressou com ação contra seus sócios, Paulo Garcia e José Roberto Garcia (estes proprietários, também, da Kalunga) por conta de estranha movimentação financeira, ratificada em assembléia da empresa Spring Televisão S/A, que comprou a concessão, equipamentos e prédio da ex-MTV, em São Paulo.

Fonte ligada a Maluf, revelou ao blog:

“O Paulo Garcia deu um golpe nele… pegou mais de R$ 20 milhões do Valdemiro Santiago e, para não dividir, incorporou na empresa – que não arrecada nada, vive de alugar espaço ao Valdemiro e sua igreja, formalizando a sacanagem em assembleia fajuta”

De posse desta grave denúncia, que, se verdadeira, revelaria mais um episódio desmoralizador da vida do empresário, que, recentemente, apoiou financeiramente candidaturas políticas de notórios malfeitores ligados ao Corinthians (aproximadamente R$ 1 milhão, somado), além de fornecer, segundo fonte, quase R$ 200 mil em equipamentos de escritório a ex-advogado de jornalista do qual era desafeto, o Blog do Paulinho encontrou as seguintes informações:

No depoimento de Maluf no referido processo, pedindo a nulidade da Assembléia da Spring Televisão, realizada no dia 24 de novembro de 2016, arquivada na JUCESP em 06 de dezembro do mesmo ano, consta exatamente a acusação de que os Garcias deliberaram aumento do capital social, sem justificativa ou comprovação adequada de rendimentos, de inicial R$ 1 milhão para impressionantes R$ 22.882.846,64, capitalizando aumento de R$ 21.882.846,64.

Porém, em vez de distribuir os supostos lucros aos sócios, incorporaram o montante ao capital social, mediante (o que seria a delatada fraude) emissão de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

Ainda na ação, Maluf pede anulação, também, de reunião que aprovou as contas da empresa, bem como a operação financeira descrita na matéria.

Talvez, temerosos com possíveis desdobramentos do caso, Paulo Garcia e seu irmão, acossados pela ação, voltaram atrás.

Trecho de Sentença assinada no último dia 08 de agosto de 2017, pelo juíz Murillo D’Avila Vianna Cotrim, da 2ª Vara da Fazenda Pública, em análise ao processo mº 1015793-07.2017.8.26.0053, esclarece:

“Reconhece-se a perda do objeto da presente ação, pois, como demonstrado pelo autor, os acionistas da sociedade Spring Televisão S/A, por meio da Assembleia Geral Ordinária Extraordinária de 9 de maio de 2017 (fls. 67/71), tornaram sem efeito as deliberações ocorridas na Assembleia Geral Ordinária, realizada em 22 de novembro de 2016 e na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 24 de novembro de 2016.”

“Ante o exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO, SEM JULGAMENTO DO MÉRITO, por falta de interesse de agir, nos termos do art. 485, inciso VI, do Código de Processo Civil.”

Ou seja, Maluf conseguiu, talvez em acordo, reverter exatamente os procedimentos que solicitou na ação, sem a necessidade de brigar anos a fio na Justiça, certamente não por tratar-se de sujeito encantador.

Consta ainda, na JUCESP, a alteração de capital para R$ 22,8 milhões, que, se não modificada, poderá gerar outras complicações à emissora de tv, que vive, quase exclusivamente, de arrendamento de espaço ao notório malfeitor Valdemiro Santiago.

Paulo Garcia diz que concorrerá à presidência do Corinthians, em 2018, apesar de, no clube, ter o nome ligado às práticas doutro irmão, Fernando, agente de jogadores, responsável por diversos negócios nebulosos no Parque São Jorge.

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