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Vagner Mancini e Felipe Garrafa

Ontem, durante a entrevista coletiva do treinador Vagner Mancini, o repórter Felipe Garrafa, da rádio Bandeirantes, foi extremamente infeliz ao questionar o entrevistado amparado em estatísticas equivocadas, e, após confrontado com a realidade, persistir no erro.

Velhaco, o técnico do Vitória, inteligentemente, deu a corda para o jovem jornalista se enforcar.

Acontece bastante na profissão, o que é um equívoco, principalmente entre setoristas, misturar sentimentos clubísticos com o trabalho, quase sempre com resultados ruins, mas que passam despercebidos por conta da falta de reação de alguns entrevistados.

Garrafa é jovem e, apesar de assustado com a repercussão (sumiu das mídias sociais), talvez por ela inicie um processo interno de reciclagem, melhorando o comportamento que precisa, necessariamente, ser pautado na imparcialidade.

Os torcedores aproveitaram e passaram a exibir postagens do jornalista, de anos atrás, período em que este sequer exercia o atual ofício, com linguagem chula, de torcedor, evidenciando o corinthianismo, mas que não podem ser utilizadas para defini-lo, agora, como profissional.

O erro de ontem, sim, é passível de críticas.

Com relação a Mancini, com absoluta razão na discussão, fez bem em desmascarar alguém que, sem base sólida para tal, tentou levá-lo ao constrangimento, porém agiu assim, até com algum excesso, também, por saber que tratava-se de uma luta desproporcional contra um jovem nitidamente despreparado.

Quem conhece o treinador do Vitória, em seu comportamento de bastidores, sabe bem que os pecados são bem maiores que o do repórter, e remetem não somente a falta de profissionalismo, mas beiram à promiscuidade, seja com agentes de futebol ou com outros jornalistas, entre os quais do mal-afamado site “Futebol Interior”, local acusado de falar bem de personalidades na medida em que o boleto é compensado, e um famoso comentarista da BAND, do qual Mancini foi parceiro comercial nos tempos de Guarani.

Destes “profissionais” Mancini nunca reclamou.

Para Felipe Garrafa, se tiver personalidade e hombridade para admitir e corrigir os equívocos e vícios da profissão, por vezes estimulados pelo convívio com a ala podre da imprensa, pode ser que exista tempo para redenção, algo que dificilmente acontecerá com um profissional que há tempos está amarrado com um sistema de submundo esportivo que lhe garante sustento e alguma notoriedade.

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