Anúncios

Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez”

William Shakespeare – foi um dramaturgo e poeta inglês

————————————————————–

Preito de saudades

Ao querido e estimado amigo Dirceu Fernandes, nascido no dia 21/02/1939, falecido na Quarta Feira 12/07/2017

Ex-árbitro formado na década 1960 e ex-assessor do então Departamento de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, cargo que ocupou por aproximadamente 10 anos

Dois e verdadeiros acontecidos na trajetória deste amante da arbitragem de futebol 

1º – um dos componentes do grupo de árbitros denominado “Os tigrões”, criado para combater possíveis divisões das taxas das arbitragens no tempo que o departamento tinha como principal integrante o radialista Milton Galdão; explico:

– Havia um grupo de árbitros escalados no sábado, domingo e quarta freiras, nas diversas divisões, de conformidade com o levantado pelos componentes do grupo, uma das taxas, conforme combinado era devolvida para um representante do Milton Galdão

2º – Naqueles tempos atuei como bandeirinha amarelo para o Dirceu Fernandes em uma contenda das divisões inferiores do Campeonato Paulista, disputada em uma das cidades do nosso interior,

–  no decorrer da contenda o ponta esquerdo de uma das equipes hostilizado por torcedores, revidava com palavrões; na bronca, os torcedores triplicavam lançado pedras e outros objetos de pequeno porte, repentinamente um destes atingiu levemente minha cabeça, de pronto disse para o ponta esquerda:

– para de revidar que estou sendo atingido, este pedido ocorreu por três ou quatro vezes, na última ele me ofendeu

– não deu outra, dei-lhe um soco na fuça, avisado, Dirceu paralisou a partida, tomou ciência do fato e, sem pestanejar, expulsou o jogador

———————————————————————-

12ª Segunda rodada da Série do Brasileirão – 2017

Sábado 08/2017

Corinthians 2 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Item Técnico

Marcou e corretamente a penalidade máxima favorável à equipe campineira, no momento que Emerson Sheik foi atropelado por seu oponente Guilherme Arana. Penalidade batida por Luca, atacante da Ponte Preta, defendida por Cássio, goleiro corintiano

Careceu

Ricardo Marques Ribeiro exerceu sua atividade sem o mínimo de critério quando da interpretação e marcação das infrações as leis do jogo

Item Disciplinar

Como não poderia passar despercebido o boto-branco de apito apareceu mais que todos os litigantes, culminado a paralização da refrega por 5 minutos, sequencialmente a correta marcação da penalidade acima descrita, vez que:

– Contestado por Balbuena, defensor corintiano a quem houvera advertido e erradamente com o cartão amarelo; voltou atrás, aplicando para Guilherme Arana

Domingo 09/07

Cruzeiro 3 x 1 Palmeiras

Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (PE)

Item Técnico

Deixou de marcar a claríssima penalidade máxima favorável Palmeiras, em cima do atacante Roger Guedes, iniciada fora da grande área, tendo continuidade até a entrada e posterior caída do palmeirense dentro da mesma.

Prejuízo

O desrespeito do assoprador de apito erro ocorreu na primeira etapa, com o placar de 0x0, levando em conta que 95% das cobranças são convertidas em gol, sem a menor dúvida afianço:

– A equipe alviverde foi prejudicada

Item Disciplinar

Muito blá, blá, blá, pouca ação

13ª Rodada – Quarta Feira 12/07

Palmeiras 0 x 2 Corinthians

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Item Técnico

Trabalho habitual

Item Disciplinar

Apesar de ter advertido 03 palmeirenses e 04 corintianos, no item em pauta, Leandro Pedro Vuaden fez média com integrantes das duas equipes, vez que:

– deixou de avermelhar o palmeirense Tchê, Tchê, quando da violenta pegada no corintiano Romero

– O mesmo ocorreu quando da pegada explicita e sem bola do corintiano Fagner no palmeirense Dudu

– pra finalizar a péssima atuação no item disciplinar, Leandro Pedro Vuadem viu e se fez de migué para não avermelhar o corintiano Guilherme Arana, no instante do maldoso pontapé no atacante palmeirense Borja

——————————————————————

Politica 

Interesse pessoal leva poderosos a tentarem dificultar a atuação do Estado de Direito

A série de insultos às instituições republicanas culminou ontem com o sequestro da Mesa do Senado por uma horda de bandalheiras – as senadoras Fátima Bezerra (PT-RN) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM,) à frente – para impedir a votação da reforma trabalhista. Ao mandar apagar as luzes do plenário, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), fez a metáfora típica de membro do baixo clero num cargo do qual não está à altura.

Essa submissão da coisa pública às mesquinhas ambições pessoais da baixa política teve início após o impeachment de Dilma Rousseff (PT-RS), quando seus sequazes percorrerem o Brasil e o mundo a denunciar o “gópi” (da lavra da acima citada Fátima Bezerra), garantindo que a democracia havia sido interrompida por uma intervenção ilegítima. Agora que o governo Temer se assemelha cada vez mais a um zumbi assombrando um Brasil espoliado e intranquilo, os mesmos pregoeiros da desgraça garantem que o eventual substituto provisório e, quem sabe, provável sucessor até 2018, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estaria protagonizando o golpe do golpe. Mas as instituições parecem funcionar e Deus queira que as aparências não nos enganem.

O que não falta desde então, entretanto, são tentativas insidiosas de desmoralizá-las em proveito próprio. O Partido dos Trabalhadores (PT) foi o primeiro a entrar nesse cordão dos “arrasa-instituições”. Defenestrada em processo constitucional normalíssimo, a mineira dos Pampas não perde uma oportunidade de maldizer os Poderes Legislativo e Judiciário, que a depuseram para punir crimes de responsabilidade que ela cometeu, como as famigeradas “pedaladas fiscais”. Sua narrativa da deposição ilícita de uma “presidenta” honesta, sem contas no exterior, pelo vingativo e corrupto inimigo, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que presidia a Casa que a destituiu, com o voto de mais de dois terços do total dos seus membros, correu o mundo para macular o seu afastamento definitivo, satanizando o sistema que a deserdou.

Responsável por sua insensata e inesperada ascensão ao posto máximo da República, o antecessor e padrinho dela, Luiz Inácio Lula da Silva, recorreu a idêntico expediente ao tentar transferir para investigadores, acusadores e julgadores de seus crimes as penas que lhe cabem. Após constatar, em telefonema a um comparsa, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seria “ingrato”, incapaz de ser minimamente leal a benfeitores que o promoveram, abusa de ataques insanos ao Ministério Público (MP), à Polícia Federal (PF) e ao juiz federal Sergio Moro, responsáveis pelos cinco processos a que responde. E, dizendo-se vítima de ditadura inexistente, avisou que, se condenado, apelará a Cortes no exterior.

Na guerra de vaidades e por poder nem todos os chefes dessas instituições têm agido de forma incontestável no uso de suas atribuições. Rodrigo Janot, que se jacta de enfrentar, de forma imparcial e sobranceira, os mais poderosos varões nada impolutos da República, escorregou na baba da própria ambição. Em busca de um lugar no pódio da corrida do combate à corrupção, autorizou uma negociação nefasta para o interesse público com os marchantes da família Batista de Anápolis, propiciando-lhes impunidade absurda por sua participação numa ação programada de que a principal vítima foi o presidente da República. A obra-prima dele, a delação premiada de Joesley Batista, seu irmão e seus empregadinhos, resultou num desastre de relações públicas. A troca de 2 mil anos de pena por uma gravação do chefe do governo em flagrante delito empata em desconfiança e impopularidade com a desastrada atuação no comando do Executivo do mais poderoso de seus acusados. Comparar a troca com a “escolha de Sofia”, referência à opção entre dois filhos, salvando um em troca da morte do outro, da protagonista de William Styron, é a metáfora que sai pior do que a tentativa de correção.

A desastrada estratégia do tudo ou nada de Janot terminou por prejudicar muito mais a ação dos procuradores, incluindo os da força-tarefa da Operação Lava Jato, do que todas as tentativas de barrar suas iniciativas feitas pelos suspeitos de corrupção que ocupam cargos de mando na República. Sua sucessora, Raquel Dodge, terá uma missão árdua para corrigir isso, ao mesmo tempo que terá de esgarçar a teia de cumplicidade em que Temer e aliados pretendem enredá-la.

Impossível ainda será deixar o presidente de fora dessa tentativa malfazeja de desmoralizar as instituições da República para tentar safar-se dos próprios erros. Por mais inepta e frágil que seja a peça da acusação da lavra de Janot, que deu entrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, ela tem como núcleo um fato incontestável: o encontro injustificável de Temer com Joesley na calada da noite, no porão do Jaburu, para tratar de assuntos pra lá de suspeitos e da forma mais inconveniente.

Desde que a reunião foi divulgada, a expectativa de delação de ex-parceiros, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o contador Lúcio Funaro, desafia a reputação impecável alegada pelo morador do Jaburu. Nada disso, contudo, viria à baila se ele não tivesse permitido a constatação lógica de que pode ter cometido delitos de corrupção passiva, obstrução à investigação e formação de organização criminosa no único prazo em que não poderia tê-lo feito: os dois anos e meio em que completaria o mandato reduzido de Dilma Rousseff.

Sem fatos que possam socorrê-lo, o presidente contratou seu amigo fiel e conviva semanal Antônio Cláudio Mariz de Oliveira para enxovalhar a reputação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de um órgão técnico em cuja boa-fé repousam inquéritos criminais da maior relevância, o Instituto Nacional de Criminalística. Mas o Estado de Direito depende do funcionamento de instituições que a defesa de Temer tem enxovalhado para garantir o bom emprego dele.

Publicado no Estadão do dia 12/07/2017 – Autor: José Nêumanne – Jornalista, poeta e escritor

—————————————————————

Finalizando

“Dominam-se mais facilmente os povos excitando as suas paixões do que cuidando dos seus interesses”

Gustave Le Bom – foi um psicólogo social, sociólogo e físico amador francês

——————————————————————–

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-15/07/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: