Chega ao fim a aventura de Rogério Ceni no São Paulo

A aventura de contratar o mais renomado jogador da história do São Paulo, Rogério Ceni, tratado como “mito”, para dirigir o time de futebol, mesmo sem nunca ter exercido a profissão anteriormente, chegou ao fim.
O resultado final não poderia ter sido diferente: desgaste da imagem de quem, de fato, tinha algo a perder, e a explicitação da enorme incompetência dos dirigentes que o contrataram.
Leco e seus “parceiros”, entre os quais o diretor de futebol que pagou pelo cargo ao financiar-lhe a campanha presidencial, aproveitaram-se da fama de Rogério, às custas do clube, para vencer as eleições.
Em troca, entregaram-lhe uma equipe montada com jogadores medíocres, piorada ao longo do tempo com desmontes sequenciais, sob a luz da obscuridade de negócios com gente de má-fama no meio esportivo.
Ceni foi enganado, mas ao menos será recompensado, com R$ 5 milhões no bolso, desfalque gerado pela incompetência de gestores numa indecente amarração contratual, imprópria para quem, apesar da fama, tratava-se apenas de iniciante.
Os únicos que nada ganharam foram o próprio clube e seus apaixonados torcedores, iludidos pela pirotecnia de quem pouco se importa com a verdade e a moralidade.
