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João Saldanha – 100 anos

Estivesse vivo (não está ?), João Saldanha, o “sem medo” (que tinha “Jobim” – outro gênio, no sobrenome), dos maiores jornalistas de todos os tempos, completaria, neste 03 de julho, 100 anos de idade.

Nascido no Rio Grande do Sul, na cidade de Alegrete, em 1917, tornou-se cidadão do mundo por conta de procedimentos corajosos, seja na política, na imprensa e até mesmo comandando a Seleção Brasileira.

Morreu em Roma, em 12 de julho de 1990, três dias após comentar, já debilitado por conta do tabagismo, a Copa do Mundo de 1990.

No período da ditadura lutou contra o sistema, militante que era do Partidão (Partido Comunista Brasileiro), onde tornou-se, por razões evidentes, figura de destaque.

Chegou a jogar futebol profissionalmente pelo Botafogo, mas foi falando e escrevendo de bola, não chutando, que Saldanha transformou-se em Mito.

Iniciou a carreira na cronica esportiva em 1960, após ter se formado em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual UFRJ) e cursado, posteriormente, jornalismo.

Antes disso havia sido campeão carioca, pelo Botafogo, exercendo função de treinador, mesmo sem possuir, até então, experiência na função.

Na imprensa marcou época, com sua inesquecíveis crônicas nos jornais Última Hora, O Globo, Jornal do Brasil e revista Placar, em que, coloquialmente, expressava-se de maneira contundente e combativa.

Fez sucesso também nas rádios Nacional, Globo, Tupi e Jornal do Brasil, além das tevs Rio, Manchete e Globo.

Aceitou convite para treinar a Seleção Brasileira, depois do fracasso da Copa de 1966, ocasião em que montou o esquadrão que, após encantar o planeta nas eliminatórias, sem a sua presença – afastado por se indispor com os militares – mas com evidente colaboração, conquistou a sonhada Jules Rimet, em 1970, no México.

Uma pena Saldanha não ter usufruído das facilidades de comunicação proporcionadas, em exemplo, pelos blogs de internet – certamente seria campeão de audiência – apesar de que, em alguns deles, seja fácil notar, se não a competência, o comportamento independente que marcou toda sua vida.

Saldanha permanece vivo nos espaços que inspirou, nos textos, excepcionais, que escreveu, nos comentários inesquecíveis e no espírito de busca pela verdade e justiça de quem, como ele, mantém a necessária indignação diante de injustiças.

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