Projeto de Lei de Deputado de São Paulo institui combate ao jogo “Baleia Azul”

PROJETO DE LEI Nº 247, DE 2017 Institui o Programa de Combate e Conscientização sobre o jogo “Baleia Azul” nas Escolas Públicas e Privadas do Estado de São Paulo
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º – Fica instituído o Programa de Combate e Conscientização sobre o jogo “Baleia Azul” nas Escolas do Estado de São Paulo.
Parágrafo único – O Programa deverá ser realizado imediatamente, devido à gravidade.
Artigo 2º – O presente Programa tem como objetivo conscientizar crianças e adolescentes sobre os riscos do jogo, além de orientar pais e responsáveis.
Artigo 3º – O Programa referido no artigo 1º contará com a realização de palestras nas escolas do Estado de São Paulo e exposição de cartazes alertando sobre os riscos do jogo “Baleia Azul”.
Artigo 4º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA
O Jogo que teve origem na Rússia resultou em centenas de mortes, em sua maioria crianças e adolescentes entre 12 e 14 anos, se espalhou no Brasil pelas redes sociais e tem atraído cada vez mais jovens. O jogo consiste em uma série de desafios diários, enviados à vítima por um “curador”.
Há desde tarefas simples como desenhar uma baleia azul numa folha de papel até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes.
Em outra tarefa, o participante deve “desenhar” uma baleia azul em seu antebraço com uma lâmina. Como desafio final, o jogador deve se matar. O jovem que decidir deixar o jogo antes de concluir os 50 desafios é impedido pelo curador – administrador -, que ameaça os participantes.
Essa intimidação ocorre da seguinte forma: o responsável pelo grupo mostra o endereço residencial do participante e de seus familiares e declara que se ele sair do grupo, todos serão mortos
Em casa, pais e responsáveis devem sempre estar atentos a mudanças comportamentais dos filhos, já que um dos desafios do jogo “Baleia Azul” requer que o participante se machuque fisicamente.
É possível que apareçam cortes e marcas de faca nos bra ços e nas pernas.
Isolamento, mudança no apetite e permanecer muito tempo sozinho também podem ser indícios de que o adolescente ou a criança está vivendo alguma situação que não sabe lidar.
Em casa, é importante demonstrar interesse no que seu filho está fazendo dentro e fora da internet e procurar saber sobre a rotina dele, além de estimular a conversa sobre amigos, passeios, vida amorosa, conteúdo consumido na internet, entre outros.
A baixa autoestima, a falta de autoaceitação e não saber lidar com as diferenças e com os problemas são só algumas das dificuldades que muitos adolescentes passam durante este período.
É essencial estar aberto para que exista diálogo sobre isso.
Na escola, educadores devem ser cuidadosos já que escola é um espaço de crescimento, mas, por vezes, pode ser o primeiro ambiente em que a criança ou o jovem sofre bullying, isto é, é criticado e satirizado por alguma característica pessoal. É essencial estar atento e promover a conversa com os professores do seu filho. Já a direção da escola pode promover discussões de apoio e conscientização sobre estes jogos e outras situações de risco.
Com base em tais argumentos é que submeto aos meus pares a presente proposição em regime de urgência.
Sala das Sessões, em 26/4/2017.
Gil Lancaster – DEM
