São Paulo não consegue se recuperar do trauma Vampeta

vampeta

O ex-jogador Vampeta, agora presidente do Audax, gerou fúria em torcedores do São Paulo ao estabelecer, como valor mínimo de ingresso para a estréia de Rogério Ceni como treinador, o preço de R$ 100.

Ambos, torcedores e dirigente, possuem razão no episódio.

Vampeta tem absoluto direito de cobrar o que quiser para os jogos de sua equipe, assim como de querer faturar mais num evento histórico, como será a estréia oficial do Mito.

Mais do que os valores da entrada, a divergência se dá porque o torcedor são-paulino possui rusga histórica com o ex-corinthiano, que, quando jogador apelidou-os (em brincadeira) de “Bambis”, alcunha pela qual até hoje torcedores rivais os tiram do sério.

O que não pode acontecer, no âmbito profissional do futebol, é a diretoria do São Paulo comportar-se como amadora (algo permitido a torcedores), dando guarida oficial a um protesto de não comparecimento ao jogo, liberando, ainda, seu treinador para faltar ao trabalho, como meio de inviabilizar a venda de ingressos.

Além de ser uma atitude não condizente com a grandeza do clube, acaba por passar exatamente o recibo que Vampeta queria, o de que os “traumas” ocasionados pelo alvinegro, não apenas nas brincadeiras fora de campo, como também nas frequentes vítorias de um período áureo do Timão são feridas que o Tricolor ainda não conseguiu cicatrizar.

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