Presidente do Corinthians resiste às propostas de Andres Sanches e convoca reunião de diretoria para quinta-feira

walking-dead

Em tensa reunião, o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, após escutar de dirigentes toda a argumentação de seu mentor, Andres Sanches (com quem se recusou a conversar privadamente), no intuíto de transformá-lo num dirigente “The Walking Dead” (morto-vivo), refutou a idéia e, por hora, decidiu permanecer, efetivamente, no cargo, enfrentando o processo de impeachment que está por vir.

Resta saber se conseguirá manter a honra por muito tempo.

Os próximos dias serão de intensa pressão.

Para sentir se possui apoio entre os seus, Andrade agendou para a próxima quinta-feira encontro com sua diretoria, em que tentará minimizar o pânico gerado pelo vice André Negão, que esteve com seus comandados na última semana, exigindo diretrizes que deverão ser, tudo indica, algumas revogadas, outras reavaliadas.

Proposta de Andres Sanches é pouco viável e deve gerar confusão

Tentando desligar sua imagem da desastrosa gestão de Roberto Andrade, que ajudou a eleger, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, tem-se utilizado da mídia que lhe é simpática para criar um quadro, absolutamente fictício, de que estaria tentando “salvar o clube” da tragédia, indicando para, se o atual gestor aceitar suas condições (afastamento) cargos relevantes no Parque São Jorge pessoas que trata como se fossem “Os Vingadores” dos filmes da Marvel.

Em verdade, o mesmo grupo que levou o Timão ao atual estado de tragédia administrativa e financeira.

Esperto, Andres reservou para si próprio o espaço que pretende preservar no Corinthians: a gestão do estádio e o departamento de futebol, suas principais fontes de sobrevivência.

Difícil, porém, será convencer Luis Paulo Rosenberg a participar.

O ex-dirigente tem desejo de voltar ao clube exatamente para gerir a Arena, sem interesse algum em reviver o cargo que lhe está sendo proposto, no departamento de marketing.

Rosenberg sabe: Andres Sanches possui em Itaquera quase uma empresa dentro do estádio, com escritório montado e funcionários subservientes, e, em hipótese alguma, aceitaria dividir o negócio com quem quer que seja.

Outro ponto de conflito existirá no departamento de finanças.

Mesmo se vier a pedir licença do cargo, Andrade não abriria mão, no suposto acordo, de ter Emerson Piovesan como diretor financeiro, o que obrigaria Raul Corrêa da Silva (indicado por Sanches) a com ele dividir a pasta.

Como conciliar a convivência de um que trata o outro como responsável pelo caos no Parque São Jorge, com este devolvendo a deferência ao referir-se ao atual diretor, em conversas reservadas, no mínimo como incompetente.

Vale lembrar que ambos, Raul Corrêa da Silva e Rosenberg, até dias atrás, trabalhavam explicitamente pelo impeachment de Roberto Andrade, o que por si dificultaria convencer o atual mandatário a abrir mão de poder para concedê-lo a desafetos.

Há ainda o constrangimento, levando-se em consideração que neste quadro o presidente do Corinthians, em exercício, seria o ex-bicheiro André Negão, de esconder o rosto ruborizado do Dr. Sergio Alvarenga, advogado preferido da Capote Valente, que passou os últimos anos estimulando seus comandados a boicotar o atual vice-presidente, dizendo, ainda, que jamais faria parte de uma composição com o citado.

Voltando ao assunto futebol, fica cada vez mais clara a inexpressividade do atual diretor Flavio Adauto, que Andres quer substituir por Eduardo “Gaguinho” Ferreira, mas encontra resistência em Roberto, que não permitiria a demissão de Alessandro (odiado pelo grupo do parlamentar por ter impedido duas negociatas em andamento).

Sanches, ainda assim, em tudo dando certo (afastamento de Andrade e de seus desafetos) teria que torcer para o raio cair duas vezes no mesmo local, ou seja, por um novo efeito “Ronaldo Fenômeno”, que, à época, inusitadamente, ocultou a gestão de negócios do departamento, garantindo-lhe, ainda, a perpetuação no poder do grupo que, há dez anos, infelicita os caixas alvinegros.

Em resumo: a saída de Roberto Andrade vinculada à ascensão do “dream team” do caos, capitaneado por Andres Sanches, serviria apenas para piorar o que já causa calafrios a torcedores, dirigentes e associados, mergulhando uma gestão marcada pela fraude e incompetência no sombrio espaço das negociatas sem limites.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.