O ninho da “nova oposição” do Corinthians

Palmeiras - extrato de incompetência, malandragem e caos financeiro

Reuniões de “boca-livre”, discursos inflamados clamando por moralidade, ordens e determinações políticas… quase tudo o que movimenta a “nova oposição” do Corinthians, alcunha pela qual pretende ser chamada a união de dissidentes da gestão Andres Sanches com idiotas úteis do clube (as vítimas) e alguns malandros velhos (os coniventes), vem sendo discutido e decidido com enorme influência do conselheiro Edgard Soares, editor do mal-afamado site Futebol Interior, investigado por extorsão (entre outros crimes), pelo MP-SP.

Mas o referido portal não é o único negócio do “jornalista” cercado de complicações.

O mais recente (local em que, semana passada, associados e conselheiros do clube refastelaram-se em comes e bebes gratuitos, fingindo não comprometimento moral com o financiador da benesse) é a produtora “BigBox”, que, dizem alguns, seria oriunda de dinheiro pouco comprovável.

Com o nome comprometido, Edgard Soares abriu, no dia 03/11/2010, em Santana de Parnaíba/SP, a empresa de decorações DCAZA, Comércio, Decoração e Artesanato Ltda, em nome dos prepostos Ariane de Almeida Simonelli e Nilson Simonelli.

Pode ser coincidência, mas o citado município é frequentemente utilizado por quem opera em São Paulo, mas comete crime de falsidade ideológica (dizendo estar noutro local), com intuíto de praticar o delito principal, a sonegação de impostos.

Menos de dois anos depois, em 23/02/2012, o nome da DCAZA foi alterado para H 2 8 Produções Cinematográficas Ltda, o endereço, enfim, transferido para o local real, em São Paulo, além do objeto social, necessário para comprovar serviços executados para campanhas políticas do PT.

Edgard, então, retirou “Nilson” da jogada, manteve a sócia anterior, “Ariane”, introduzindo seu filho, “Edgard Soares Junior” no contrato social.

Desde então (2012), apesar de, como comprova postagem de facebook da própria “BigBox”, a inauguração oficial da produtora ter se dado em festa datada de 04/12/2014, o negócio funciona em aparente ilegalidade, sem o devido alvará, que somente foi concedido quatro meses atrás, em agosto de 2016.

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Talvez seja este o motivo da “Operação Lava-Jato” estar investigando algumas operações da produtora com o PT, envolvendo, segundo fontes, emissões de Notas Fiscais suspeitas e a falta delas, em alguns casos.

Explicaria-se assim o fato de Edgard Junior, apesar de todos saberem trabalhar na produtora, dela ter sido retirado, no papel, em 31/07/2015, substituído por outra “Soares Moreira”, de nome Maira de Almeida.

É diante deste quadro, ajoelhando-se para Edgard Soares e seus negócios nebulosos, que “moralistas” e “novos honestos” dizem lutar contra a corrupção no Corinthians, mas, em verdade, quando não elencados na condição de “idiotas úteis”, querem apenas tomar de assalto as “facilidades” das quais foram jogados para escanteio por aqueles (da atual gestão) que antes apoiavam fervorosamente.

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