Relatório alternativo da CPI desconfia que conselheiro do Corinthians serviu de preposto para propina de Marin

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Em julho de 2013, o ex-presidente do Corinthians no famoso período da “Democracia Corinthiana”, Waldemar Pires, assumiu cargo de Diretor de Assuntos Internacionais da CBF, após longo período afastado dos holofotes da cartolagem nacional.

A nomeação, à época, foi creditada à proximidade pessoal com o então mandatário da Casa Bandida, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos, acusado dos mais variados atos de corrupção.

Relatório alternativo da CPI do Futebol, recentemente divulgado, sugere que o relacionamento de ambos ultrapassaria os limites da amizade.

Da página nº 248, destacamos:

“O RIF 18066 relaciona JOSÉ MARIA MARIN em comunicação titulada pela WALPIRES S/A CORRETORA DE CAMBIO, TITULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, por ter movimentado recursos no valor total de R$ 1,3 milhões, sendo R$ 300 mil em créditos e R$ 1 milhão em débitos, em conta n. 4580, agencia CNPJ 0001, do banco BM&F de serviços de liquidação e custódia S/A, destinada exclusivamente a liquidação de operações autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

Tal conta seria da própria WALPIRES S/A.

A comunicação foi também motivada pela divulgação na mídia de que JOSÉ MARIA MARIN teria usado sua posição para obter milhões de dólares em subornos e comissões.”

Em síntese, a CPI desconfia que a empresa WALPIRES, que tem como proprietário o ex-diretor da CBF Waldemar Pires, apesar de, no papel, estar em nome de familiares, teria sido utilizada como preposta para movimentações ilícitas de José Maria Marin.

O caso, com as devidas documentações, foi enviado para o MPF e para a Polícia Federal, que deverão se aprofundar nas investigações.

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