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O doce Deva

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Conheci Deva Pascovicci nos estúdios da rádio CBN, entre 2007/2008, período em que tinha por hábito frequentar a redação, visitando amigos queridos que trabalhavam no local.

Um amor de pessoa, em diversas concepções que se possa ter da colocação, desde o jeito carinhoso de tratar seus colegas de trabalho e os ouvintes, até a decência de comportamento enquanto profissional.

Em algumas oportunidades, ainda no início do blog (que já era conhecido), Deva permitiu que eu permanecesse nas cabines de transmissão da CBN, nos diversos estádio em que, por vezes, nos encontrávamos (quase sempre Pacaembu e Morumbi).

De lá, quieto para não atrapalhar, mas sempre atento, observei (aprendendo) sua maneira ímpar de narrar as partidas (apelidado que era de Pavarotti) e a generosidade com os companheiros de transmissão (em regra, o Vitor Birner).

Impossível esquecer o dia em que permitiu minha participação, ao vivo, nas cabines do Pacaembu, ocasião em que teci rasgados elogios ao então estreante Lulinha, que todos acreditavam seria um fenômeno pelo Corinthians.

Para a sorte de minha reputação, esta gravação nunca circulou, mas jamais sumiu e deixou de ser importante em minha memória.

Por conta do destino, e de nossos afazeres (distintos) poucas vezes nos cruzamos, mas, sempre que podíamos, mantivemos contato através das mais diversas mídias sociais.

Com o carinho e respeito habitual, assim que saí de Tremembé, vítima que fui da vingança daqueles que denunciei, Deva, pelo wathsaapp, expressou sua solidariedade e angústia pelo período em que fiquei longe do trabalho e da família.

Reiterou que estava sempre lendo o blog (o que orgulhava-me) e, em consequencia, preocupava-se com minha segurança.

Trocamos mensagens outras vezes, algumas após suas participações em transmissões pela Fox.

Ontem Deva acessou o wathsapp, pela última vez, exatamente às 16h15:

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Não sei se manteríamos contato, mas, certamente, se sim, seria após a partida da Chapecoense, pela final da Sul-Americana.

Fica a lembrança, o agradecimento pelo carinho, pela paciência e o desejo de que sua família receba todo o amparo necessário para seguir adiante após esta irreparável perda.

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