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Caos corintiano

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“O vice-presidente André “Negão” não tem biografia, mas folha corrida, além de ser unha e carne com Andrés Sanchez.”

“O grupo que quer o impeachment tem conselheiro apelidado de “171 do Vale do Paraíba” e é capitaneado por Herói Vicente, advogado em busca de sair da obscuridade como uma nova Janaína Paschoal.”

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Até em impeachment por motivo tosco se fala no Corinthians, não porque haja fato realmente grave e prejudicial ao clube, mas porque a gestão do presidente Roberto de Andrade, inventado pelo ex-presidente Andrés Sanchez, encalacrado no STF, é abaixo da crítica.

Os que querem dar o golpe eram seus aliados quando tudo parecia correr a mil maravilhas e o time de futebol era campeão.

Agora, como o time é quase tão ruim como o cartola, um bando de oportunistas quer afastá-lo, alguns de olho na administração do estádio –o que afunda, e é objeto de uma coleção de ilegalidades contratuais.

Sim, afunda a ponto de a Odebrecht, sem autorização do Corinthians e sem dar conhecimento a quem de direito como a prefeitura e o Conselho Regional de Engenharia, esteve calçando tubos que deslizaram no subsolo do estacionamento oeste por causa do curso d’água que, irregularmente, passa por baixo do prédio. O Ministério Público foi lá –e não viu.

A empreiteira que negava haver problemas, age agora emergencialmente porque “a auditoria do Corinthians identificou riscos, mas nada fez para corrigi-los”.

A mesma Odebrecht que garante não estar mais no estádio, mas está e que agora, delação premiada quase aceita, tem mais que nunca o deputado petista Andrés Sanchez na mão, embora o caixa 2 possa ser anistiado pelos nobres parlamentares em Brasília, sem que se tenha ouvido uma panela nas varandas gourmets.

A auditoria é caso à parte.

Como se sabe é tocada pelo bacharel em Direito Paulo Molina, amigo de infância de Andrés Sanchez.

A cada dia seu papel fica mais claro, como se fosse o Velho Guerreiro Chacrinha, que veio para confundir, não para explicar.

A auditoria vaza mais informação que os 20 milhões de litros d’água sob o estádio, banaliza o efeito do que descobre e tem apenas uma intenção, desdobrada em diversos detalhes: livrar a cara dos cartolas envolvidos, manter intacta a imagem do estádio e diminuir o tamanho da dívida do Corinthians.

Só agora, tardiamente, bate de frente com a Odebrecht.

Se quisesse enfrentar com eficácia a construtora teria, na semana que passou, ao descobrir a envergadura do que está em execução sob o estádio, feito um boletim de ocorrência na delegacia de Itaquera e a denunciado pela ilegalidade da obra.

Mas limitou-se a mandar filmes do estado lamentável das tubulações para o conselheiro do clube, Romeu Tuma Júnior, botar em sua rede social.

Prova mais eloquente de que não se quer chegar a lugar nenhum minimamente sério é impossível.

Como no Brasil do impeachment a turma que quer tomar o poder no Corinthians é despudorada e a que quer se manter faz uma lambança em cima da outra.

Em resumo: ruim com uma, pior com a outra.

O dramático é que não há luz no fim do túnel.

ESCURIDÃO

O vice-presidente André “Negão” não tem biografia, mas folha corrida, além de ser unha e carne com Andrés Sanchez.

O grupo que quer o impeachment tem conselheiro apelidado de “171 do Vale do Paraíba” e é capitaneado por Herói Vicente, advogado em busca de sair da obscuridade como uma nova Janaína Paschoal.

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