Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Engolimos de um sorvo a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga”

Denis Diderot – foi um filósofo, critico de arte e escritor francês

——————————————————

Advertindo

1

Faltam poucos dias para complementação do primeiro aniversário das gravíssimas acusações emanadas de alguns integrantes do quadro de associados dos SAFESP ao presidente Arthur Alves Junior; durante este tempo, acusado e acusadores permaneceram calados, este calar expressa que acreditam que, com o passar do tempo, os ventos diluem o acontecido.

Descrédito

O conceito do publico em relação aos árbitros de futebol é duvidoso, este calar, entre os mais apaixonados, aumenta e muito a desconfiança

Comigo não

Deixar barato não é comigo, democraticamente, coloquei e coloco este espaço a disposição dos envolvidos, como resposta: lhufas

Expurgação

Por estas e outras, imploro aos independentes membros do MP e Policia Judiciária, para que inicie sincera e detalhada investigação na administração da CBF, federações, nos clubes, nas entidades representativas de classes e, com muito zelo, no SAFESP, se possível, desde sua fundação

—————————————————————–

35ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2016

Terça Feira 15/11

Fluminense 1 x 1 Atlético-PR

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (FIFA-SP)

Item Técnico

Apesar de pouco exigido, quando o foi, não negou fogo, principalmente por ter sinalizado duas penalidades máximas; uma por equipe:

– favorável ao Atlético-PR, convertida no gol de empate

– a favor do Fluminense, ocorrida próximo do término da refrega: foi defendida pelo goleiro atleticano

Item Disciplinar

06 cartões amarelos: três para os defensores da cada equipe

No todo

Trabalho aceitável

Quarta Feira 16/11

Figueirense 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Item Técnico

– deixou de marcar falta-penal cometida por Ayrton, defensor da equipe da casa, no momento que foi pra cima e deslocou o corintiano Lucca

Acertou

– por ter respeitado o assistente 01: Elio Nepomuceno de Andrade Junior (CBF-1- RS), quando da correta sinalização da posição de impedimento do atleta Rafael Moura, atacante da equipe da casa, no instante que dominou a redonda, para mandá-la pro fundo da rede

Erro

– próximo ao término da segunda etapa, Jorge Eduardo Bernardi assistente 02, deixou de sinalizar a posição de impedimento do atacante Rafael Moura no instante que subiu para cabecear a redonda e marcar o tento de empate da equipe mandante

Quinta Feira 17/11

Santos 3 x 2 Vitória

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

Item Técnico

De pronto, através da TV, achei legal a posição do atacante Copete, autor do primeiro gol da equipe santista ocorrido na metade do campo fiscalizada por Fabricio Vilarinho da Silva: assistente 01 (FIFA-GO), por sinal, bem colocado

Contudo

Após vídeo, ficou caracterizada a ilegalidade do gol; por centímetros, o pé do santista estava pouco à frente do penúltimo adversário

Pênaltis

No todo da refrega, ocorreu uma penalidade máxima para cada equipe, corretamente apontadas

Item Disciplinar

Aceitável

Atlético -MG 1 x 1 Palmeiras

Árbitro: Braulio da Silva Machado (ASP-FIFA- SC)

Item técnico

Inverteu e deixou de marcar faltas

Entretanto

Foi correto ao acatar a sinalização da árbitra assistente 02: Neuza Ines Back (FIFA- SC), apontado o impedimento do atleticano Robinho, por ter saído da posição irregular assim que a redonda bateu em um adversário, tocou na trave e voltou; neste instante, Robinho tirou proveito da posição de impedimento, correu em direção à bola, mandando-a, ilegalmente, pro fundo da rede adversaria

Item Disciplinar

Conduta pra lá de apavorante. Nos instantes dos conflitos não se fez presente! Correu da própria sombra

——————————————————–

Política

Pobre Rio, pobre Brasil

garotinho-e-cabral

‘Com a prisão de Garotinho e Cabral, políticos de Norte a Sul estão de barbas de molho’

O Rio de Janeiro continua lindo, como na música de Gilberto Gil, mas as prisões dos ex-governadores Anthony Garotinho, num dia, e Sérgio Cabral, menos de 24 horas depois, escancaram um cenário horrendo em que se misturam corrupção, populismo, empreguismo, gastança e irresponsabilidade. Sem contar aquele terceiro personagem que nasceu no Rio e virou tudo o que virou no Estado: Eduardo Cunha.

Todas essas mazelas não são exclusividade do Rio, mas se somam aos erros da era Lula e ao desastre dos anos Dilma Rousseff e explicam cristalinamente o resultado das eleições municipais. Com o PMDB ladeira abaixo e o PSDB e o PT praticamente fora de combate no Estado, só podia dar no que deu: uma forte rejeição aos partidos “tradicionais”, com uma disputa entre o PRB de Marcelo Crivella e o PSOL de Marcelo Freixo.

As prisões ocorrem justamente quando o governador Luiz Fernando Pezão volta de longa licença para tratar do câncer e brinda a população com um pacote de maldades contra a crise. Como Pezão é do mesmo PMDB e foi vice-governador de Cabral, significa que eles abriram o buraco e agora Pezão convoca trabalhadores, funcionários, aposentados, pensionistas e empresas para tapá-lo. Soa assim: “Nós criamos a dívida e nadamos em dinheiro. E você paga a conta”. Daí porque o Estado está em chamas, mas as pessoas estouravam espumantes ontem, quando Cabral saiu do Leblon para Bangu sem guardanapo na cabeça.

Faça-se justiça, porém. Enquanto Cunha abastecia “trustes” e o armário da mulher com desvios da Petrobrás e Cabral recebia mesadas de R$ 500 mil, desfrutava de lancha de R$ 5 milhões e ornava o dedo da mulher com um anel de R$ 800 mil do empreiteiro Fernando Cavendish, Pezão não é – até o momento – acusado de corrupção. Aliás, ele tem foro privilegiado e o que há contra ele, se houver, corre em segredo de justiça.

Também são bem diferentes os casos de Cabral, acusado de comandar um esquema de R$ 224 milhões, e de Garotinho, enrolado por ter usado um programa social da prefeitura de Campos para comprar votos. Ambos estão devidamente presos e acusados, mas há uma questão de escala entre um e outro.

Em comum, os dois foram muito importantes no Rio e chegaram a alçar voo nacional. Garotinho saiu do Palácio Laranjeiras para uma campanha à Presidência da República em que perdeu para Lula, mas chegou em honroso terceiro lugar e elegeu a mulher, Rosinha, para o governo do Estado e agora a filha, Clarissa, para a Câmara dos Deputados.

Cabral, típico menino do Rio, filho de respeitado jornalista, biógrafo de Pixinguinha, foi um excelente produto eleitoral, lembrado até para a Presidência da República. Ele e o prefeito Eduardo Paes tiveram destaque no PSDB, passaram para o PMDB, aproximaram-se alegremente de Lula e apoiaram firmemente Dilma. O voo de Cabral foi alto. O tombo foi mortal.

Isso não passa em branco pela política, onde o PMDB abriu uma cunha na disputa feroz entre PSDB e PT e subiu a rampa do Planalto com Michel Temer. Com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgando a chapa Dilma-Temer, com a delação da Odebrecht pairando sobre tudo e todos (até mesmo o PMDB, a base aliada e o governo), a prisão de Cabral pode ser tudo, menos algo positivo para Temer. No mínimo, é mais um foco de tensão – ou de suspeição.

E há uma irradiação da crise do Rio sobre os demais Estados, sobretudo porque a crise econômica não perdoa ninguém e porque os estádios da Copa entram no foco. O Rio, além de lindo, é também a vanguarda do Brasil. Desta vez, pode estar sendo um outro tipo de vanguarda, com a prisão não apenas de um, mas de dois governadores de uma vez só, neutralizando a tese de perseguição ao PT. Tem muita gente de barbas de molho de Norte a Sul. Quais serão os próximos Estados? E os próximos presos?

Publicado no Estadão do dia 18/11/2016 – Autora: Eliane Cantanhêde

———————————————————-

Aqui também

Acontecendo sério e leal levantamento dos participantes e vencedores das licitações publica realizadas nos governos do estado de São Paulo, desde o tempo do falecido e “ilibado” Orestes Quércia, seu sucessor Luiz Antônio Fleury Filho, posteriormente, Mario Covas, até o atual governo Geraldo Alckmin; tanto eles, assim como, maioria dos seus secretários, principalmente, de obras; dançam e bem dançado

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-19/11/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.