O julgamento criminal de Neymar na Espanha

neymar, pai, e wagner ribeiro

De maneira sensata, a Justiça espanhola reabriu o caso em que o jogador Neymar, junto com seus parceiros comerciais, são acusado de fraudes diversas na transação envolvendo Santos e Barcelona.

À época da contratação do atleta, o clube catalão alegou que teria pagado R$ 60,5 milhões ao Santos, acrescidos de R$ 141 milhões à empresa em nome do pai de Neymar.

R$ 201,5 milhões, no total.

Descobriu-se, porém, em investigações dos órgãos locais, que o valor exato, ocultado pelas partes, correspondia a R$ 293 milhões, com a diferença, de R$ 91,5 milhões, dividida entre os envolvidos (a família do jogador teria ficado com R$ 83 milhões, destes).

São grandes as chances de condenação diante de farta exposição documental.

Em apenado, Neymar, que provavelmente, à época, sequer deve ter lido o que assinou, pagará pela “esperteza” de seus familiares, mal afamados desde os tempos de vacas magras na Baixada Santista, e pela falta de inteligência, com indícios de conivência, quando, anos depois, já maduro, manteve as mesmas pessoas, com os mesmos poderes, cuidando de sua carreira, e, em meio à acusações gravíssimas de sonegação (ou seja, subtração de dinheiro público), ostentando riqueza indevida com o dinheiro do contribuinte espanhol.

Vale lembrar que, no Brasil, as acusações são semelhantes, e podem ocasionar ao atleta novas perdas, não apenas de dinheiro, mas, principalmente, de credibilidade, consequentemente limitando contratos de patrocínios e demais fontes de rendas correlacionadas.

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