O “santo”, o Governo de São Paulo e a “Opus Dei”

alckmin

(Publicado, originalmente, em 27 de março de 2016. Delação premiada de executivo da Odebrecht, na “Lava-Jato”, confirmou que “santo” é Geraldo Alckmin)

Revelações da “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal, indicam pagamento de propina da ODEBRECHT na obra da duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, em São Paulo.

Fala-se em 5% para alguém tratado como “santo”.

Algo em torno de R$ 687 mil.

A investigação está, ainda, longe de definir a identidade do beneficiário, mas algumas coincidências aproximam o Governador Geraldo Alckmin (que também chefiava o Governo no referido período) do indicado desvio de conduta.

O tucano é conhecido membro da “Opus Dei”, ala radical da Igreja Católica, que tem absoluta interferência (negada oficialmente) nas decisões (e indicações) do Governo Estadual.

Ligando os pontos, não seria nada fora do possível acreditar que o tal “santo”, destinatário da propina, tenha sido apelidado em alusão a conhecida ingerência, tornando não apenas o Governador, mas membros da referida ordem religiosa, passíveis de investigação.

A história está cansada de comprovar que, quando há dinheiro envolvido, não existem “santos” na Política, nem entre os subordinados ao Vaticano.

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