“Renovadores” e “Transparentes’ do Corinthians, antes de mudarem de lado, precisam explicar-se no Parque São Jorge

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O Corinthians assinou contratos de patrocínio com empresas obscuras, sem sede no Brasil, algumas nitidamente envolvidas com o crime organizado, levou calote e, ainda assim, pagou comissão a um intermediário que é conhecido no Parque São Jorge, há mais de uma década, como “laranja” do ex-presidente Andres Sanches.

Quem autorizou ?

O Corinthians, conforme demonstram os relatórios da Odebrecht, aceitou o estádio de Itaquera como concluído, mesmo faltando mais de R$ 80 milhões de obras a serem realizadas, tornando-se devedor do valor integral (as notas já foram emitidas pela construtora) de uma casa inacabada, orçada (assim foi aprovada no Conselho), inicialmente, em R$ 350 milhões, mas que, até o momento, está na casa de R$ 1,6 bilhão.

Roberto “da Nova” Andrade, Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva assinaram contratos, relatórios, etc.

Andres Sanches, esperto, não utilizou a “carimbeira”, comprometeu juridicamente os três citados (todos, hoje, seus desafetos) e, sabe-se lá por quais razões, é a única pessoa, mesmo rompido com o presidente, autorizada pelo clube a fazer negócios “do” e “no” estádio, com direito a possuir escritório político no local, sem pagar aluguel e gerando custos ao Corinthians.

Quem será responsabilizado pelos prejuízos ?

O ex-diretor de futebol, Eduardo “Gaguinho” Ferreira, abandonou o cargo com discurso de insatisfação contra Roberto Andrade, porém continua a ser responsável pelas obras dentro do Parque São Jorge, pela construção de uma creche (contrapartida pelo estádio) a custo de R$ 4 milhões para o clube.

Quem permite ?

A equipe de futebol do Corinthians foi eliminada, ontem, da Copa do Brasil e terá dificuldades em conquistar a vaga à Libertadores pela campanha no Brasileirão.

Permanecem no departamento três homens de Andres Sanches: Joaquim Grava, Olivério Junior e Mauro “Van Basten”, todos suspeitos de irregularidades.

No início da semana, o clube recontratou o jogador Jô, agenciado por Kia Joorabchian, que é patrão de Olivério, ambos partícipes ativos da transação que, anos atrás, lesou os cofres do clube pela venda do mesmo jogador.

Denúncias diversas de acertos com empresários, em todas as gestões desde 2007, levaram o Corinthians a ser sócio minoritário da maioria de seus atletas, isso quando consegue receber algo após a saída precoce dos melhores, muitos sem ao menos disputar uma partida com o manto alvinegro.

Enquanto isso, jogador, filho do vice-presidente André Negão, cumpriu contrato de cinco anos, recebendo R$ 45 mil mensais, sem nunca ter disputado um jogo oficial pelo Timão.

Aliás, o referido, ex-bicheiro, foi acusado pela Polícia Federal de embolsar R$ 500 mil em propina da Odebrecht, construtora do estádio.

Neste caso, duas são as improbabilidades: a primeira, de que tenha ocorrido somente o citado desvio; a segunda, que um reconhecido “bolso” de Andres Sanches, inclusive eleitoral, tenha ficado com a maior parte da suposta propina.

Negão fala agora em deixar a vice-presidência porque seu cargo seria “decorativo”, quando, em verdade, o clube, há anos, tem motivos diversos para chutá-lo.

Por que Roberto Andrade não dá um basta nisso tudo ?

Tudo indica, por ter consentido e participado de muita coisa (caso Pato é o mais clássico), sendo inclusive indiciado, junto com três destes dirigentes (Andres Sanches, André Negão e Raul Corrêa da Silva), por crimes fiscais no exercício de cargos Parque São Jorge

Há ainda centenas doutras irregularidades, que podem ser conferidas no arquivo deste blog.

Muitos assuntos precisam ser esclarecidos pelos brigões do extinto grupo “Renovação e Transparência”,  que levaram o Corinthians ao caos financeiro e agora também esportivo, antes que alguém saia por ai posando de indignado (Andres Sanches) ou moralizador (Roberto Andrade).

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