Com saída de André Negão, aliados de Andres Sanches abandonam gestão do Corinthians

Marcio Seboso, André Negão e Andres Sanches
Marcio Seboso, André Negão e Andres Sanches

O vice-presidente do Corinthians, André Negão, entregou o cargo, publicamente, e deverá formalizar o procedimento, nas próximas horas, abandonando a gestão de Roberto “da Nova” Andrade no clube.

Em confirmando-se o afastamento, será último nome ligado a Andres Sanches em posição de relevância no Parque São Jorge.

Dias atrás, Eduardo “Gaguinho” abandonou a direção de futebol e, no último final de semana, Sanches não só anunciou o rompimento como também o fim do grupo “Renovação e Transparência”.

A manobra, mais do que o descontentamento com procedimentos de Andrade (versão oficial), é, em verdade, a maneira encontrada pelo deputado para descolar-se, e a seu grupo, dos problemas que a direção alvinegra vem enfrentando nos últimos anos.

A tática é simples: “se a gestão indicada der certo, estamos juntos ! Em não dando, saímos, repudiamos e viabilizamos novo candidato para as próximas eleições.”

Como o time de futebol não está agradando e o dinheiro sumiu do Parque São Jorge, optou-se pela segunda alternativa.

Não é a primeira vez que Andres abandona seus “indicados” em momento de dificuldade, logo após colher os “louros” de conquistas das quais pouco ou nada participou.

Em 2012, a gestão Mario Gobbi venceu a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes.

O deputado, que já estava em litígio com o presidente (porque exigia subserviência absoluta), posou como responsável pela conquista.

Bastou o futebol entrar em declínio para Sanches descolar-se do dirigente, no último ano de mandato, passando a criticá-lo no Parque São Jorge.

A ação repete-se agora com Roberto.

Se no início veio a conquista do Brasileirão e a diretoria fechava os olhos para os negócios de Andres no Parque São Jorge (futebol e marketing), com o passar do tempo, e a constatação de que o caixa alvinegro exigiria limites de gastos que impossibilitariam a montagem de uma boa equipe, o rompimento foi inevitável.

O parlamentar tentava, mais uma vez, distanciar-se do fracasso esportivo.

A bem da verdade, todos os problemas financeiros da gestão Roberto “da Nova” Andrade são oriundos da política irresponsável de se gastar mais do que era arrecadado, com objetivos populistas, eleitoreiros e pessoais, oriundas de determinações de Andres Sanches, seguidas também pelo atual presidente, vítima agora de sua subserviência, que levou-o a ser traído pelo próprio orientador.

Diante desse quadro, algumas questões precisam ser esclarecidas:

  • Por que a “indignação” de Andres Sanches com Roberto Andrade, que o fez romper com a gestão, não atinge seu comando no estádio de Itaquera ?
  • Por que Roberto Andrade, após ser humilhado por Andres em programa de TV, e pelos diretores demissionários (um deles preso, recentemente, acusado de receber propina da construtora da Arena), mantém ainda o estádio sob comando do parlamentar ?

São tantos os rabos amarrados no Parque São Jorge que quando as partes se ofendem todos os lados podem estar com a razão.

Roberto Andrade não tem outro caminho, daqui por diante, que não seja revelar os problemas do clube, e, principalmente, os fatores geradores, antes que seja apontado sozinho como responsável pelo caos.

renovacao-e-transparencia

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