Cai por terra a imbecilidade da “torcida única”

Clebinho e Filipinho

Clebinho e Filipinho, torcedores símbolos dos Gaviões da Fiel

Os lamentáveis episódios de confronto com a polícia, descumprimento de leis esportivas (exposição de faixas e sinalizadores), agressões e depredação do estádio em Itaquera, proporcionados pela facção criminosa Gaviões da Fiel, no clássico de ontem contra a Palmeiras, demoliram a tese de que, por segurança, jogos de futebol entre grandes equipes tem que ser disputados com “torcida única”.

É mais que evidente que 80% do estádio comportou-se com civilidade, restando ao de sempre, os animais que, com a ajuda dos dirigentes, permanecem isolados, mas agrupados, os habituais comportamentos de selvageria.

A violência é fruto da união dessa gente, não da mistura de torcedores.

Para solucionar o problema basta ter a coragem de fazer o óbvio, ou seja, vender ingressos apenas pela internet, identificando o comprador, com torcida misturada (como ocorreu, exitosamente, em partidas entre Brasil e Argentina, nas Olimpíadas), sem espaço reservado à bandidagem.

O simples fato de não poderem se agrupar, além de eliminar a “coragem” de quem atua em bando, desestimulará a frequência de pessoas que não se importam com o que acontece nos gramados, utilizando-se do futebol com pretexto para a prática grupal de crimes e desatinos diversos.

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