Neymar e o racismo

Ontem (13), Neymar afirmou que foi injuriado, dentro de campo, por Álvaro Gonzáles, do Olympique, que o teria tratado como ‘macaco FDP”.

O zagueiro negou e pediu a checagem labial pelo VAR.

Não é fácil acreditar em Neymar, mas, em sendo verdadeiras suas afirmações, trata-se de grave caso de racismo.

Sua expulsão seria, então, absurda e Gonzáles mereceria dura punição.

O episódio gerou raro protesto de Neymar, talvez mais motivado pelo desrespeito a si do que, propriamente, pela causa.

Recordemos que, em 2010, aos 18 anos de idade, quando questionado pelo Estadão se já havia sofrido racismo, o craque respondeu:

“Nunca. Nem dentro e nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?”

Outra atitude, recente, contrária à luta contra o preconceito foi a adesão, explícita, com direito a propaganda política, ao Presidente que propaga racismo desde que se conhece como gente.

Não deixa se ser uma evolução Neymar reconhecer-se, dez anos depois, como preto.

Obviamente, ainda que alienada, qualquer vítima de racismo deve ser protegida e seus agressores combatidos.

Se o episódio contra o Olympique aconteceu exatamente como denunciado, Neymar tem a solidariedade do Blog do Paulinho e, certamente, de toda a sociedade civilizada.

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