O São Paulo merece mais

macpeixe

O São Paulo demitiu ontem (apesar de mentir em nota oficial ao dizer tratar-se de comum acordo) o dirigente de futebol Gustavo Vieira Oliveira, que há tempos era questionado dentro do clube.

Pegou mal, desde o início, saber que o contrato do cartola previa pagamento de comissionamento sobre negócios realizados com atletas.

Uma indecência, que, mesmo retirada do documento somente após a revelação, ainda era colocada como suspeita, com acusações de que mantinha-se, informalmente, em funcionamento, através de Caixa 2.

Ou seja, Gustavo receberia o dinheiro das transações, antes do dinheiro dar entrada, ou saída, dos caixas tricolores, em ação combinada com agentes de futebol.

Em sendo ou não verdade, a simples aceitação de Gustavo da referida clausula (que, oficialmente, não entrou em vigor) colocou sob suspeita sua atuação no Tricolor, colocando por terra o fator principal para o bom exercício de seu cargo, a credibilidade.

Não fosse oriundo de um DNA marcado pela honestidade (filho de Sócrates e sobrinho de Raí, que jamais assinariam tal contrato), e o dirigente agora demitido teria caído antes, sem o amparo que inicialmente recebeu da imprensa (inclusive deste blog), que preferiu dar-lhe crédito que provavelmente não concederia a outro profissional.

Aquém disto, na prática, Gustavo não demonstrou competência no exercício do ofício, o que, por si, agravou a situação.

Hoje o São Paulo, assim como opinamos no início do ano, coleciona vexames e está cada vez mais próximo de protagonizar o maior vexame de sua história.

Para piorar, há quem trabalhe para que Marco Aurélio Cunha, “são-paulino” de ocasião, político por profissão e caráter, assuma a gestão do futebol tricolor, o que, por si, ampliaria ainda mais o desastre.

MAC, que foi flagrado mandando motorista assinar seu livro de ponto na Câmara Municipal, tem comportamento e espinha dorsal absolutamente flexíveis, que ajudaram-no a estar ao lado, politicamente, da grande maioria dos cartolas que assombraram o clube, além de estar, no momento, infelicitando o futebol feminino da CBF, local em que não se constrange em permanecer curvado a Marco Polo Del Nero, que o FBI quer prender sob acusação de roubar o futebol brasileiro.

O São Paulo merece mais, pela magnífica e vitoriosa história trilhada ao longo de décadas de conquistas, do que permanecer num circulo vicioso dominado pelos mesmos nomes, que flutuam nos mais diversos grupos do clube, sempre aliando-se ou desaliando-se a pessoas que se comportam, em alguns casos, como bandidos, de acordo com a conveniência própria, nunca pelo bem da instituição.

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