Protesto indica manobra de Andres Sanches para descolar imagem do “desastre” Roberto Andrade no Corinthians

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Ante-ontem, de maneira surpreendente, haviam membros dos Gaviões da Fiel infiltrados entre os torcedores que protestavam contra a, de fato, desastrosa gestão Roberto “da Nova” Andrade, às portas do Parque São Jorge.

Há explicação evidente para a postura.

Andrade, eleito sob a asa e apoio de Andres Sanches, sem dinheiro em caixa (fruto das loucuras e irresponsabilidades de seus parceiros políticos em gestões anteriores), temeroso de, com a mudança da legislação, ser implicado criminalmente e civilmente por gestão temerário e demais ilícitos, tem dificultado – quando não proibido – negócios no departamento de futebol que beneficiariam financeiramente o deputado petista.

Reiteramos: não porque quer, mas sim porque não pode.

A ação, além doutros atos proibitivos a pedidos de conselheiros próximos do ex-presidente, ocasionou um racha no grupo e absoluta insatisfação em Sanches, que garantiu a todos, quando das eleições, a manutenção das facilidades.

Os Gaviões da Fiel jamais protestariam sem o aval do deputado, assim como o comentarista Neto, da BAND, em seu blog, ao escrever (no mesmo dia do protesto) que Roberto Andrade (para quem fez campanha) era “incompetente”, o “pior presidente da história do Corinthians”, além de ser “autoritário” e estar “afastando conselheiros”, apenas reproduz o pensamento daquele que até seu casamento financiou.

Ao supostamente mandar imprensa e torcida atacar o presidente que indicou, Sanches faz jogada arriscada (que pode respingar em sua provável futura candidatura) com intuíto de dissociar-se da imagem do fracasso (seu nome, coincidentemente, não foi citado no protesto), assim como diversas vezes ocorreu na política, co Maluf e Pita, Lula e Dilma, etc.

Até os nomes hostilizados no protestos, ligados ao deputado, são fáceis de serem explicados:

André Negão é candidato a vereador contra Ernesto Teixeira (puxador de samba, apoiado, agora oficialmente, pelos Gaviões), e, por razões óbvias, disputam o voto dos “organizados”, que precisam deixar claro que um seria “ladrão” e o outro a “salvação”, enquanto Edu “gaguinho” (tratado como “mongolóide”, em absoluto desrespeito aos portadores de deficiências) enfrenta insatisfações internas oriundas de politicagem da própria facção, da qual serviu, tempos atrás, como assessor.

A crise no Corinthians, entre os membros da própria gestão (dirigentes, conselheiros e parceiros comerciais) é grave, tem prejudicado o clube nas finanças e no futebol, mas pode ainda ser resolvida em acertos subterrâneos conhecidos das observadoras árvores do Parque São Jorge.

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