A morte de João Havelange, o “Poderoso Chefão” do futebol

havelange e teixeira

Morreu João Havelange, aos 100 anos de idade, ex-atleta olímpico e símbolo máximo da corrupção no esporte.

O brasileiro, enquanto presidente da FIFA, que passou a infelicitar em 1974, locupletou-se de um esquema que, a princípio, parecia ter objetivo único de democratizar o futebol, com políticas de inclusões de países que antes possuíam pouca ou nenhuma participação nas decisões da entidade.

Os africanos e os sul-americanos, agradecidos, passaram a, quase unanimemente, sustentar seu projeto político.

Dele, porém, Havelange tirou vantagens ilícitas em quase todos os negócios e negociatas, recebendo propinas para si e para os dirigentes aliados, num ciclo vicioso que acabou por enriquecer alguns poucos (confederações, empresários e dirigentes da FIFA), mantendo boa parte do mundo esportivo mundial (os clubes) na mais absoluta miséria.

Evidentemente, qualquer relação com Governos que fazem propaganda de inclusão social e depois são flagrados por investigações, como a Operação Leva-Jato, dela tirando vantagens, não se trata de mera coincidência.

Havelange tinha status de “Poderoso Chefão” de uma “Máfia” que se aproveitava do futebol, em que tudo o que era mais importante e lucrativo, necessariamente, passava por suas ordens, as vezes, por seu bolso, e, até o que não lhe remunerava, mas necessário era para agradar aliados políticos precisava de sua aprovação.

Confederações elegiam gente que o brasileiro escolhia, exemplo claro da CBF, em que o genro Ricardo Teixeira, seguindo as ordens do capo, fez a entidade ser apelidada “Casa Bandida”, sem que os que assim a tratavam (este blog, inclusive) fossem condenados judicialmente, por absoluta expressão da verdade.

Se, antes da FIFA, Havelange transformou a CBF no quintal do Governo Militar, e, segundo gente que o conhecia há tempos, teria lucrado com grupos ligados ao “tráfico de armas” para países em envoltos em guerras e guerrilhas (seu pai, o belga Faustin Havelange, era do ramo), há somente um período em que, talvez, tenha atuado com dignidade absoluta, exatamente o seu ciclo de nadador olímpico, em que chegou a disputar os Jogos de 1936 (natação), na Alemanha nazista de Hitler, e 1952 (polo aquático), na Finlândia.

Evidentemente, após a morte, até por hábito da população brasileira, Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange será lembrado por ter transformado o futebol num grande negócio e aproximado da Copa do Mundo países que antes tinham pouca chance de disputá-la, mas entre os que defendem o contexto todo, ou seja, que os fins não justificam os meios, nem os desvios de conduta mascarados pelos aparentes bons resultados, o “legado” do dirigente brasileiro não pode ser esquecido, para que seja devidamente combatido e jamais copiado.

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