O Vôlei do Brasil

Nuzman mente e desafia Ministério do Esporte

Por ALBERTO MURRAY NETO

Devemos sempre lembrar que o comando do vôlei do Brasil está há quarenta e um anos nas mãos do mesmp fêudo político.

Começou com Nuzman na década de setenta, que entregou o bastão para o seu parceiro Ary Graça. Ato contínuo, passou o poder a esse que está aí agora e que já ocupava cargos de direção na CBV desde a era Nuzman (se não me engano o atual presidente da Confederação atende pela alcunha de Toroca, ou algo parecido).

Somente mais recentemente, Nuzman desentendeu-se com Ary Graça, que bateu cabeças com o tal Toroca. E, enquanto presidente da Federação Internacional, Ary Graça, como vingança, tem fustigado o vôlei brasileiro sempre que possível.

Brigas internas à parte, é o mesmo grupo de pessoas, com interesses comuns, que há tantos anos comanda com mãos de ferro o vôlei do país. Isso é muito ruim para o esporte.

Depois de tantos anos, é natural e esperado que essa estrutura de poder, arcaica, esteja ruindo.

Não faz muito tempo que o jornalista Lúcio de Castro esquadrinhou e comprovou condutas administrativas reprováveis que são, ainda, objeto de investigação por parte das autoridades brasileiras. Quando Lúcio de Castro fez a denúncia, o correto teria sido essa turma da Confederação renunciar.

Essa administração longeva e viciada da CBV, por melhores que sejam os técnicos, jogadores e jogadoras, acaba refletindo negativamente nas seleções.

O vôlei precisa de uma renovação nas suas estruturas de poder. Esse esporte produz muita gente boa que pode assumir a CBV e oxigenar a entidade. Basta querer e ter coragem.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.