São Paulo terá quinze dias para explicar doação do terreno do Morumbi

No âmbito da ação judicial em que a Prefeitura de São Paulo (motivada por denúncias do MMT, presidido por Sergio Orlando Santoro – morador do bairro) pede a anulação da doação do terreno em que está construído o estádio do Morumbi, a juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, obstou qualquer possibilidade de conciliação.
Na última sexta-feira, ordenou que, assim que citado, o São Paulo terá quinze dias para convencê-la de que o acordo com a Imobiliária Aricanduva (que cedeu, oficialmente, o terreno) não tratava-se de disfarce para cessão de área pública.
Além disso, o Tricolor terá ainda que explicar as razões pela qual, diante do acordo, assinado décadas atrás, descumpriu as contrapartidas, entre as quais a construção de parque público e estacionamento no local.
O clube, em sua defesa, alegará não apenas a legalidade da doação, mas também o cumprimento do que fora acordado, dizendo que construiu uma garagem que circunda o estádio, além do parque, dentro de sua sede.
Brigará pela interpretação do termo “público”.
Em sendo derrotado, a Prefeitura deverá retomar a área, mas manter as instalações construídas, inserindo as áreas públicas citadas e alugando o espaço para o São Paulo, que passaria a ser locatário de seu próprio clube.
