São Paulo faz acordo para pagar empresário acusado de dividir comissão com Aidar

André Cury e Neymar

André Cury e Neymar

Em 10 de março, o empresário André Cury acionou o São Paulo para receber R$ 1,7 milhão sobre parte dos direitos do jogador Paulo Miranda, negociado em julho de 2015 ao Red Bull Salzburg-SUI, por R$ 9,5 milhões.

Quase 20% do montante.

Cury é braço direito (há quem diga, também, o bolso) do ex-presidente do Barça, Sandro Rosell (afastado do clube catalão por corrupção) e participou ativamente da contratação de Neymar pelos espanhóis, que depois admitiram as fraudes no procedimento.

Esteve envolvido, também, quando o Barcelona, inexplicavelmente, fechou negócio com Keirrison e Henrique.

A Justiça, desde anteontem, homologou acordo de pagamento do Tricolor, que será feito de forma parcelada, em dez prestações.

O rolo é grande.

Em 24 de julho de 2013, o São Paulo, através de Juvenal Juvêncio, adquiriu 40% dos direitos de Paulo Miranda junto à empresa Unique Sports e Marketing.

Porém, por decisão de Carlos Miguel Aidar, em 30 de setembro de 2014, quando metade do acordo já havia sido quitado, o ex-presidente Tricolor decidiu, em vez de pagar o restante (20%) à referida empresa, fazê-lo a André Cury, que teria “comprado” a dívida, sob estranho contrato com a credora.

R$ 1,35 milhão em três parcelas de 450 mil (que transformou-se em R$ 1,7  milhão após litigio judicial).

Há que diga no clube, até pelo histórico de receber dinheiro por terceiros, atribuído a Cury no Barcelona, que as tratativas e alterações contratuais seriam mero pano de fundo para divisão de valores com o ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar.

Negócio difícil de ser comprovado (as partes sempre negam), mas habitual no submundo das transações esportivas.

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