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Corrupção, crítica e falsidade ideológica

condutor infrator indicação

Por NAPOLEÃO DUMONT*

Quando se comenta sobre a corrupção governamental e empresarial no Brasil, lembro-me sempre de um fato assustador, que infelizmente afeta a honestidade dos brasileiros em geral.

Muitas vezes, em conversas com críticos de desonestidades que campeiam o país, eu praticamente esfriei as discussões lançando o seguinte argumento: muitas pessoas que criticam a corrupção e desonestidade , esquecem-se de que elas próprias cometem desonestidades, quando recebendo multas de trânsito procuram imediatamente alguém a quem descarregar a infração. Há sempre uma mamãe, uma vovozinha, a empregada doméstica, um amigo, um subordinado nas relações de trabalho, a namorada que tem CNH, mas não tem carro, ou um “industrial” da transferência de responsabilidade pela condução do veículo (há notícias de transferência para um só motorista de dezenas de milhares de multas).

Isto vem sendo feito, aos milhares, sem nenhuma restrição moral ou ética.

Contudo, são milhares e milhares de falsidades ideológicas que estão sendo cometidas. Crimes de falsidade ideológica, praticas por ambas as partes.

E ninguém se sente culpado, criminoso, mas são !

Muitos.

Noticia-se, agora, no “Bom Dia São Paulo”, em em redes sociais, que “motoristas da Capital paulista relatam dificuldades ao transferir multa”, tendo nota do DSV afirmando que “só em 2016, 970 mil motoristas pediram a indicação para outro condutor até o mês de maio”.

É de estarrecer: em tese, 970 mil possíveis infratores das Leis do Trânsito tentando escapar da multa mediante indicação de outro condutor.

E isso só de janeiro a maio, deste ano, em infrações cometidas na Capital e detectadas pelo órgão municipal de trânsito (DSV)!

É claro que muitas indicações de outro condutor são verídicas, honestas e o dono do veículo não deve responder pela infração, mas o seriam as 970 mil ?

Ao fazerem indicações ideologicamente falsas, ninguém se julga culpado!…

Esquecem que a questão da honestidade ou desonestidade, da moral ou imoralidade, da ética ou antiética é uma questão qualitativa e não quantitativa.

Não existe um pequeno ou grande infrator. Todos serão, no caso, infratores, não só da Lei de Trânsito, como também da Lei Moral, da norma ética.

Com que autoridade moral muitos, não todos, é óbvio, poderiam criticar os corruptos ?

*NAPOLEÃO DUMONT é admirador do militarismo

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