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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A cada dia que passa tento entender como consigo força para superar as decepções”

Edson Rufo – pensador e palestrante

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Melhor ler, que acreditar

1

Conforme entrevista para os repórteres Marcello De Vico e Vanderlei Lima, do UOL esportes, o ex-árbitro José Aparecido de Oliveira, que arbitrou a contenda final do Campeonato Paulista realizada no dia 12/06/1993, entre Palmeiras 4 x 0 Corinthians, depois de 23 anos, confessa que deveria ter expulsado o palmeirense Edmundo quando praticou o voador e violentíssimo carrinho no corintiano Paulo Sérgio, ocorrido na lateral fiscalizada por Oscar Roberto Godói: assistente 01, que, trabalhou contrariado, vez que, almejava ser ele, o principal representante das leis do jogo

Lembrando

Para decidir o campeonato paulista de 1993, foram realizadas duas refregas; a primeira ocorreu no dia 06/06, sendo vencedor o Corinthians por 1 x 0, gol de Viola, enervando os palmeirenses por ter efetuado a imitação do porco

Não assumiu

No lance da não expulsão de Edmundo, ocorreu em local aberto, portanto caberia a José Aparecido de Oliveira, ter tomado à decisão de expulsa-lo; no entanto, tanto na data, quanto nesta entrevista, indireta e brandamente coloca culpa no Oscar Roberto Godói

Comentos

Dias após a refrega por todos os cantos que circundavam o prédio da FPF, comandada pelo “incorrupto” Eduardo José Farah, rumores diversos ocorreram, dentre estes o possível presente de um veículo Monza doado para José Aparecido de Oliveira

Relembrando

Para satisfazer seus objetivos, José Parecido de Oliveira, ao menos no âmbito da arbitragem, dançava conforme pediam os dirigentes; como exemplo: Antes da primeira candidatura do Farah a presidência da FPF, ocorrida em 1987, José Aparecido de Oliveira, como também, muitos outros, atendeu pedido de não frequentar a sede do SAFESP.

Cusparada

Na contenda entre Corinthians x Palmeiras, ocorrida em 1991, assim que recebeu o vermelho, o corintiano Neto se aproximou de José Aparecido de Oliveira, olhou bem e lhe tacou uma cusparada no meio da face

Desmoralização

Dias depois por volta das 18 horas, vi que José Aparecido de Oliveira, contumaz frequentador das imundas salas do prédio da FPF, atravessava a Rua Condensa de São Joaquim no sentido FPF, colei nele dizendo: “Zé, fosse comigo, no ato, daria um soco na cara do Neto, mais entendo que não tens pique pra tal, no entanto não pode deixar passar batido, tome providencias jurídicas, se não o fizer, evidenciará que você não tem respeito por ti, o ato do Neto, foi ultrajante”

Ladainha

Salvo engano, dias antes da decisão 1993, foi noticiado que José Aparecido de Oliveira, no exercício interno da atividade de gerente do então BANESPA, havia sido procurado por pessoa que sentou na cadeira situada a frente de sua mesa de trabalho, que dizendo ser dirigente de grande clube, gostaria de com ele conversar

Dura

Não deu outra! Fiquei puto da vida, por volta das 18 horas do dia após o noticiado, estive na sede do SAFESP, esperei que José Aparecido saísse, cheguei nele e disse: Essa “história” está mal contada, você é gerente, está na sua mesa de trabalho, um cara senta na cadeira, diz o que disse, mesmo assim, você não chamou o segurança para detê-lo?

Nuvem 

Pelo passar do temo, os fatos prescreveram; por entender que tem gato nesta tuba, afianço, que a entrevista não me convenceu

Rematando

Por estas e outras que ocorreram e ocorrem nos imundos bastidores do futebol, imploro aos poucos e independentes membros Judiciário e, do Ministério Publico. Respeitem a maioria dos aficionados:

Lava Jato na Administração do Futebol da CBF, nas Federações e, nos Clubes !

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Sexta Rodada do Brasileirão – 2016

Sábado 04/06

Corinthians 2 x 1 Coritiba

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Item Técnico

Poucos senões, sem influência no resultado

Item Disciplinar

Correto por ter advertido 02 componentes da equipe corintiana e 05 da equipe visitante

Domingo 05/06

Flamengo 1 x 2 Palmeiras

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Por diversas vezes, o árbitro enervou os contendores invertendo e não marcando faltas; dentre estas, mesmo bem colocado, com total visão do ocorrido, a não sinalização da escandalosa mão na bola promovida por um dos defensores da equipe carioca

Item Disciplinar

Advertiu com amarelo 01 defensor do Flamengo/ 02 palmeirenses e expulsou corretamente o flamenguista Cesar Martins, logo após ter cometido penalidade máxima, quando da espalmada de mão na bola, impedindo o gol palmeirense. Ressalto que o tento da vitória do Palmeiras ocorreu pós-cobrança da penalidade

Conclusão

A trajetória do árbitro Dewson F. Freitas da Silva é recheada de complicações na parte técnica/ disciplinar. Certamente, sua indicação e permanência no quadro FIFA; foi e continua sendo enigmática

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Política  

foro privilegiado

O lado injusto do foro privilegiado

A população brasileira está permanentemente condenada a engolir este sapo gigantesco denominado foro privilegiado, que estabelece inaceitáveis benefícios a políticos que cometeram os piores crimes e permanecem por longo tempo livres da condenação cabível.

O foro privilegiado é um mecanismo legal que desiguala as pessoas e, por isso mesmo, se contrapõe ao princípio da igualdade de todos os brasileiros perante a lei, conforme obriga o artigo 5.º da Constituição federal. Se a Constituição dá com uma mão, não é admissível que tire com a outra.

A desculpa esfarrapada para a existência dessa norma de exceção, mais compatível com regimes autoritários, é a necessidade de conferir proteção ao exercício de função ou mandato. Foi com base nessa presunção que o artigo 102, inciso I, letra “b” da Constituição federal consagrou como competência privativa do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento, nas infrações penais comuns, do presidente da República, do vice-presidente, dos membros do Congresso Nacional, de seus próprios ministros e do procurador-geral da República.

Disso resulta que os congressistas, muitos dos quais são acusados de estar entre aqueles que assaltaram os cofres da Petrobrás, só podem ser julgados por um único tribunal (o STF) e, com isso, ficam livres de Sérgio Moro. Ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, e não por um juiz de primeiro grau, é bastante vantajoso, porque o emaranhado de leis e divergências de opinião entre os ministros atiram o julgamento final para as calendas gregas, favorecendo a prescrição.

O pior: pela circunstância de os ministros do STF terem sido escolhidos por políticos (presidente da República e senadores), abre-se aos congressistas infratores a possibilidade de poderem influir no ânimo deste ou daquele, conforme o grau de proximidade e reputação.

Enfim, ninguém quer ser julgado por “um juizinho de primeiro grau” como Sérgio Moro, que não se deixa afetar pela importância do cargo ou da fortuna de quem é julgado. Prova disso é que pela primeira vez na história do Brasil pessoas poderosas, que figuram claramente entre as mais ricas, estão atrás das grades, ao passo que continuam soltos vários políticos que praticaram os mesmos delitos, favorecidos pelo foro privilegiado.

Essa contradição é inaceitável e violenta o sentimento de justiça do povo brasileiro. Estamos sendo fustigados por norma legal escudada em interesses de uma casta privilegiada, a mesma que detém o poder privativo de modificá-la: os eleitos ao Congresso Nacional.

Sempre que o direito existente esteja escudado por interesses, o direito novo terá de travar uma luta para se impor, uma luta que poderá sacudir a Nação, mas que se torna necessária. Não há como continuar a aceitar que congressistas acusados de crimes como os da Operação Lava Jato fiquem livres do julgamento daquele juiz que representa a fé e a esperança da grande maioria dos brasileiros.

O ministro do Supremo, por ser um juiz, precisa ter a liberdade de dizer o direito sem nada dever às pessoas que o indicaram para o cargo e sem estar prisioneiro de filosofias político-partidárias ou fortes amizades. Lamentavelmente, não é essa a imagem que a opinião pública vem extraindo de tão importante tribunal em algumas oportunidades.

O julgamento do mensalão, por exemplo, propagou a impressão de que preferências político-partidárias influíram na fixação das penalidades – e isso aparenta alguma verossimilhança, porque, afinal, os políticos em julgamento receberam condenação mais leve e logo foram postos em liberdade, ao passo que os não políticos continuaram atrás das grades.

Dizer o direito, em instância tão elevada como o Supremo Tribunal Federal, deve ocorrer mediante absoluta liberdade pessoal do julgador, mas não só isso: deve, também, aparentar, com toda clareza, que a decisão emergente esteve no seu nascedouro impermeável a qualquer influência externa, sobretudo daqueles a quem o ministro deve a nomeação.

A imagem que às vezes prevalece, infelizmente, é a de que alguns entre os 11 ministros estão afetados por amizades e preferências de ordem pessoal e compromissos estranhos ao ato unicamente técnico de julgar.

Se alguma culpa existe nisso, ela está na forma com que as nomeações acontecem, de cima para baixo. Imperialmente, num ato vertical de sua exclusiva competência, o presidente da República indica quem ele quiser para o cargo de ministro do Supremo. Depois, o Senado aprova o nome (não me lembro de alguém ter sido recusado).

O foro privilegiado estava vedado pela Constituição de 1824, em seu artigo 179, inciso XVII, rejeição que permaneceu nas Constituições do período republicano. A Constituição de 1934, em seu artigo 113, chegou a mencionar a proibição de tribunais de exceção. Mas as posteriores não seguiram a mesma linha, tendo a “Constituição cidadã” de 1988 admitido o privilégio de foro, a dificultar o julgamento de políticos acusados dos mesmos crimes que levaram para a cadeia algumas dezenas de não políticos.

Como é possível, pela prática do mesmo crime, alguns responderem perante a lei de determinada forma e outros, os desiguais, o fazerem diferentemente e com vantagem? Essa conduta atua contra cada um de nós, porque nos obriga a conviver com a afronta de privilégios. Até quando?

No presente, com a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, as dúvidas de ordem processual podem ser suscitadas, em grau de recurso, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. Ele sofreu duros ataques durante o mensalão, pela suspeita de ser petista.

Artigo publicado no Estadão de autoria do desembargador Aloisio De Toledo César, aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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Finalizando

“Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu”

Mahatma Gandhi

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-11/06/2016

*Publicada excepcionalmente hoje, não no sábado, devido a problemas técnicos

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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