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As parcerias e a promiscuidade

Por ROQUE CITADINI

http://blogdocitadini.com.br/

Quando o clube adotou, há alguns anos, o sistema de “parcerias” nas categorias de Base ficou claro que o resultado não seria positivo.

Agora, com as denúncias de “compra de cartas” e dinheiro para dirigentes do clube, o problema fica maior, mas há qualquer surpresa.

Já era patente que o Corinthians pouco (ou nada) ganhou com a intromissão de “empresários” em contratos de jogadores. Bastava observar o resultado das negociações: o Corinthians ficava sempre com um pingo de dinheiro (e algumas vezes sem nada) no mesmo momento em que os tais “parceiros” enchiam os bolsos.

Nas atuais circunstâncias, nem conseguimos revelar jogador nem, tampouco, ganhar dinheiro com os resultados da base.

Com as recentes denúncias dos empresários envolvidos neste sistema (e até prejudicados, segundo dizem) o problema fica ainda mais grave.

O que nos mostra este imbróglio é que foi extinta a separação entre clube, jogador e empresário. Já não é possível distinguir os interesses do clube dos interesses dos “empresários” -palavra usada agora como mero eufemismo, visto que nem sempre são conhecidas as suas empresas.

Este estado de promiscuidade acaba provocando acontecimentos como os que se desenrolaram nos últimos dias. Não sabemos mais onde começa o clube, nem onde e entra os dirigentes e empresários.

O clube deve apurar e revelar tudo o que ocorreu, mas deve também mudar a política da categoria de base a fim de acabar, de uma vez por todas, com o atual modelo de gestão.

Negociações só podem ser feitas para trazer dinheiro para o clube e para ninguém mais.

Sendo assim, este estado promiscuo deve acabar o quanto antes. É para o bem do futebol.

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