Gerente da base do Corinthians, demitido esta semana, foi indicação de traficante internacional

Na última semana, a demissão do gerente da base do Corinthians, Fabio Araújo Barrozo, por desacordo comercial com outros esquemas de dirigentes alvinegros, gerou intensa discussão no Parque São Jorge.
Para abafar, publicamente, passou-se à imprensa a fantasiosa versão de que o desligamento havia sido consensual.
Não foi.
Barrozo chegou ao Corinthians pelas mãos do traficante internacional Ângelo Canuto, o Padrinho (preso em Tremembé), que, à época, sentava à mesa de reuniões com o então presidente do clube, delegado Mario Gobbi, inclusive quando da assinatura do contrato de seu representado, o atacante Luciano (hoje em parceria com Fernando Garcia).
Ambos estiveram juntos no Avaí, em 2012.
Antes de ser empossado na gerência da Base, Barrozo cuidou da obscura parceria do Corinthians com a equipe argentina do Santa Fé (que ninguém sequer se lembra como terminou), sob o cargo de “gerente de parcerias”.
Há quem diga, porém, que entre os afazeres na Argentina estava o de cuidar de negócios “extra-futebol” do amigo Padrinho.
CONFIRA ABAIXO MATÉRIA PUBLICADA SOBRE A RELAÇÃO ENTRE CORINTHIANS, PADRINHO E O DEMITIDO FÁBIO ARAÚJO BARROZO
As categorias de base do Corinthians e o traficante “Padrinho”
Assim que assumiu o Corinthians, em 2012, um dos primeiros atos do presidente delegado Mario Gobbi foi realizar uma estranha parceria entre as categorias de base do Corinthians e a equipe do Avaí.
Tão obscura que não se tem notícia, até hoje, de algum resultado digno de nota.
À época, sempre desconfiado, o Blog do Paulinho registrou não apenas a movimentação, mas também o nome do dirigente alvinegro destacado para a operação: Marcelinho Paulista, um dos acusados de realizar negociatas no Parque São Jorge.
https://blogdopaulinho.com.br/2012/05/18/quem-sao-os-socios-do-corinthians-na-parceria-com-o-avai/
Outros nomes envolvidos, pelo Corinthians, segundo informações seriam o Coordenador Técnico da Base, Agnello Gonçalves e o Gerente de Parcerias, Fabio Araujo.
Difícil acreditar que o Diretor Geral, Fernando Alba, e Edu Gaspar, Gerente de futebol, desconheciam a situação.
Porém, após a prisão do traficante “Padrinho”, que enviou 4 toneladas de cocaína ao exterior pelo Porto de Santos, local em que era tratado como “Fusca”, apelido por sua ligação com o PCC, as coisas ficaram mais claras.
Principalmente a motivação do clube, e de seu presidente, amigo do bandido, em realizar o negócio.
“Padrinho”, à época, era “colaborador” do clube catarinense, e tinha domínio sobre todo os departamento de futebol, incluindo, obviamente, a base.
De lá, nesse período, com auxílio de Marcelinho Paulista, e anuência de Mario Gobbi, jogadores de ambos os clubes trocaram de lado (apenas no papel, sem pisarem no Parque São Jorge) o dinheiro com transações rolou solto a e Polícia Federal, agora, desconfia de lavagem de dinheiro.
Nos próximos meses, dependendo do rumo que tomarem as investigações, não será nada impossível o Corinthians retornar às páginas policiais num assunto ainda mais grave do que a ligação com a Máfia Russa.
Por sinal, também apoiada por Mario Gobbi, que dizia não se importar com a origem do dinheiro.
Pelo que se vê, realmente não se importa.
ABAIXO O GERENTE DE PARCERIAS DO CORINTHIANS, FABIO ARAUJO, EM CONVERSA COM DIRIGENTE DO AVAÍ


