Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Quem anda com porcos farelos come”

Máxima popular

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Adocicando associados

2

Sabendo que o tempo passa e necessidades financeiras possam ser amenizadas com escalas, como também, que precisa livrar sua cara; mesmo fora da CA-FPF, Arthur Alves Junior presidente do SAFESP, acusado de desvio de conduta, assim como, de ter usado o cartão bancário em locais conflitantes com as necessidades da entidade, não titubeou e politicamente, através sorteio, participa aos felizardos: Ricardo Ferraz da Cruz, Rafael Silva e Marcelo Aparecido Ribeiro, que os retire na sede da entidade, até o dia 31/03

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Condolências

Na condição de cidadão e humilde avalista, externo ao árbitro Thiago Duarte Peixoto meus sinceros sentimentos pelo falecimento de sua esposa Gabriela Maia Peixoto, ocorrido, dois dias após o nascimento de vosso filho

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10ª  e 11ª  Rodadas da Série A1 do Campeonato Paulista – 2016

Sábado 19/03

Corinthians 4 x 0 Linense

Árbitro: Salim Fende Chaves

Item Técnico

O primeiro gol corintiano deve ser creditado ao assistente Vicente Romano Neto, vez que, mesmo perto e vendo que o atacante Romero, autor do feito, estava em claríssima posição de impedimento, não levantou seu instrumento de trabalho; fato que, sem a menor duvida, interveio no trabalho do árbitro, e prejudicou à equipe visitante

Item Disciplinar

Três cartões amarelos, 01 para um dos corintianos e 02 para defensores do Linense, corretamente aplicados  

Domingo 20/03

Ituano 1 x 1 São Paulo

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza

Item Técnico

Não ocorreram lances duvidosos no interior das áreas

Item Disciplinar

Thiago Mendes, defensor são-paulino, contava com cartão amarelo, quando, em lance mais a frente, cometeu infração interpretada pelo árbitro, merecedora do cartão amarelo; sem se aperceber, que Thiago Mendes contava com o amarelo, o árbitro, o advertiu com o segundo, esquecendo-se do vermelho

Substituição

Pouco antes da falta, a plaqueta anunciava a substituição do são-paulino PH Ganso pelo consorte Lucas Fernandes

Esperteza

Com a partida paralisada, ao ver a saída do colega Thiago Mendes, sem ter recebido o segundo amarelo, rapidamente, PH Ganso, pediu pra Lucas Fernandes entrar no campo, no lugar do Thiago Mendes

11 componentes

A ligeireza de PH Ganso, por pouco não complica a situação, vez que, no instante, em que iria autorizar o reinicio da refrega, a equipe são-paulina contava com 11 integrantes, repentinamente, algum anjo de guarda livrou a cara do árbitro para avisá-lo sobre o caso

Cartão Vermelho

De imediato, antes do reinicio, o árbitro foi até o banco são paulino, tirou o vermelho do bolso, dizendo que Thiago Mendes estava expulso da contenda

Permaneceu no campo

Com o vermelho para Thiago Mendes, e saída do PH Ganso, legalmente o São Paulo ficou com 10 componentes

Reinicio

A partida reiniciou com o são paulino Lucas Fernandes, que, na pratica, houvera entrado no lugar do colega expulso, no meu entendimento, antes do reinicio, o árbitro poderia tê-lo advertido com o amarelo, seguido da determinação de sair do campo, para, voltar devidamente autorizado

Resumindo

Na coluna antecedente expressei que mesmo prestigiado, o árbitro Flavio Rodrigues de Souza necessitava atuar em partidas que pudessem exigir sobre suas condições técnica/disciplinar; certamente, mesmo de pequena exigência, o desempenho do mesmo não me convenceu

Audax 2 x 1 Palmeiras

Árbitro: Vinicius Furlan

Item Técnico

Acertou por ter marcado a penalidade máxima cometida por Zé Roberto, defensor palmeirense

Item Disciplinar

Foi benévolo para com os defensores palmeirenses que o cercaram para contestar a marcação da penalidade, dois deles, o fizeram acintosamente

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11ª Rodada – Quarta Feira 23/03

São Bernardo 0 x 3 Corinthians

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Item Técnico

Errou por duas vezes, por ter acatado a sinalização de impedimento, uma de cada assistente; uma delas, deu origem ao amarelo para  Tatá, defensor do São Bernardo

Item Disciplinar

Cartão amarelo: Por reclamação Tatá e Cañete, defensores do São Bernardo. Por falta perigosa: Felipe, defensor corintiano

Cartão vermelho: Tatá por ter recebido o segundo amarelo, desta feita, agarrou um dos oponentes, impedindo que o mesmo progredisse no lance

Complacente

Para com o corintiano Felipe, vez que, a falta cometida, deveria ser punida com cartão vermelho

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Política

Vergonha na cara

Acredito que os brasileiros tenham sofrido um impacto muito grande quando, em 28 de maio de 2007, um ministro japonês de Agricultura, Floresta e Pesca cometeu suicídio, enforcando-se em sua casa com uma corrente de guiar cachorro, por estar sob suspeita de corrupção. Seu nome era Tashikatsu Matsuoka, tinha 62 anos e era acusado de ter recebido US$ 107 mil de empresas do ramo de construção com interesses na área de sua pasta. À época do suicídio, praticado horas antes de seu depoimento perante um comitê parlamentar, Matsuoka contava com 41% de aprovação entre os japoneses.

O impacto que suponho tenham os brasileiros possivelmente sofrido não se restringe à violência do suicídio, mas ao seu motivo. Parece impossível que exista no mundo nação tão correta, bem organizada e apegada à honra e ao bom caráter como o Japão. É claro que estar sob suspeita de corrupção deve causar vergonha, depressão, arrependimento, no caso de os atos criminosos terem realmente ocorrido. Mas, no Brasil, o sujeito que subtrai dinheiro público, mesmo sendo condenado e preso, é fotografado e filmado externando as mais esdrúxulas reações: rindo, fazendo gestos obscenos, levantando o punho cerrado (insinuando ameaças do tipo “esperem o meu retorno”, ou “minha vingança não tardará”, ou “fiz e farei de novo”, ou “vão se danar, idiotas”). Isso eles fazem a caminho da carceragem ou da penitenciária!

Acima de tudo, é impactante um sujeito suspeito de corrupção e com pedido de prisão já formulado pelo Ministério Público ser convidado e aceitar assumir um ministério com o fim de escapar dos rigores da lei e da Justiça, e, mais especificamente, subtrair-se ao rigor judicante do excelente magistrado Sérgio Moro. E quem faz o convite é nada menos que a presidente da República, que tem o menor índice de aprovação da História recente do país.

O Brasil de hoje se apresenta ao mundo como uma crônica do absurdo. O povo, inconformado com tanta desmoralização, sai às ruas várias vezes, em passeatas pela moralidade, pela Justiça, pelo fim da corrupção generalizada, pela paz social e pela recuperação da economia. Os governantes surpreendem-se com o gigantismo dos protestos, mas não se sentem em situação de pedir para sair. Parece que os brios acabaram, venceu a pouca-vergonha. Querem o poder pelo poder, nada de trabalhar pela nação, pelo desenvolvimento e pela segurança do povo. Nada de espírito público, de respeito ao que pertence aos outros ou ao Estado, nada de responsabilidade, seriedade, caráter. A gestão pública foi pelos ares, estamos sob o império da “cara de pau”. O que se lê nas entrelinhas é: eu roubei, mas você também roubou; não venha tirar meu cargo senão eu vou tirar o seu; vamos ver quem pode mais e não me provoque, que eu mando matar você… Enfim, nada se faz pelo povo, qualquer coisa se faz para salvar a própria pele.

Os prefeitos Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT de Campinas, e Celso Daniel, de Santo André, tiveram morte violenta, respectivamente, em 10/9/2001 e 18/1/2002. Várias testemunhas desses casos foram sendo assassinadas no decorrer dos processos judiciais. Os casos não foram esclarecidos, ou seja, ainda não se identificou a autoria, mas a motivação política dessas mortes salta aos olhos. Estamos enfrentando uma verdadeira desgraça moral.

O último homem público a mostrar preocupação com sua imagem, em terras brasileiras, foi Getúlio Vargas. Ele cometeu erros, mas pagou-os com a própria vida. Foi ditador, entregou Olga Benário, grávida, aos nazistas, mas Luiz Carlos Prestes, em lamentável conduta posterior, aceitou dialogar com ele. Getúlio era autoritário, mas ao menos prezava sua honra, tinha brios de homem público e não admitia ser deposto. Semelhante aos governantes de hoje, achava governar para o povo, era o “pai dos pobres”, porém seu governo derreteu antes de chegar ao fim. Seu maior mérito foi ter deixado o cargo quando ficou sem saída. Acabou com a própria vida, e isso não é pouco. Em atitude diametralmente oposta, os governantes atuais preferem acabar com a vida dos outros.

Quem se dispõe a ocupar cargo público deve saber que fará sacrifícios pessoais e terá de pensar no povo antes de cuidar de si. Terá de perceber a grandeza de sua missão e submeter-se às necessidades da nação. Precisará compreender serem as benesses do cargo apenas facilitadoras dos encargos de quais deverá desincumbir-se. Terá de ser consciente da extrema responsabilidade de um(a) político(a) escolhido(a) pelo povo para gerir um país, um Estado, um município. Abraçar a verdadeira política é ser abnegado, altruísta e, acima de tudo, cioso de suas obrigações.

É por isso que o combate à corrupção deve ser amplo, geral e irrestrito, perdurando para sempre na nossa cultura. Nesse sentido, torna-se louvável a posição assumida pela Ordem dos Advogados do Brasil, em reunião de seu Conselho Federal pleno, apoiada pela Associação dos Advogados de São Paulo, que se pronunciaram de forma uníssona pela instauração do processo de impeachment da presidente, asseverando a observância do devido processo legal. Neste momento de crise, a nós cabe lutar pela decência.

Jânio renunciou, Collor renunciou, mas Dilma declarou que “não tem cara de quem vai renunciar”. Nem com 6 milhões de pessoas em passeata, protestando. Nem com a popularidade despencando a cada minuto. Nem com o país afundando economicamente. Nem com a carestia, a dengue, a zika, a inflação, o desgoverno, o desemprego, as pressões. Nem com a bancarrota da Petrobras e com os escândalos da Lava Jato. Nem com nada. Pena não sermos o Japão.

Autor: Luiza Nagib Eluf – advogada, ex-procuradora de Justiça do MP do estado de São Paulo e ex-secretária nacional dos Direitos da Cidadania

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Justiça

Retribuição

 1

Atendendo ao pedido da advocacia Geral da União, o ministro Teori Zavascki, deu as costas para a maioria do povo, na qual me incluo, e, na cara dura, agredindo a Constituição, concedeu foro privilegiado ao Lula, ex-presidente e chefe da quadrilha que detonou a Petrobras, assim como, todas as empresas estatais deste amado e sofrido Brasil, brasileiro. Com este proceder, acredito que o ministro Teori Zavascki, alegará que, quando dos fatos, Lula ladrão, ocupava legalmente o cargo de Presidente.

Mesmo caminho

Poderão seguir diversos ministros, dentre estes, Marco Aurélio Mello, pai da advogada Letícia Mello, que passou a frente de dois advogados mais experientes: Luiz Henrique Alochio e Rosane Thomé, sendo nomeada para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional da 2ª Região, que abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo

Concluindo

Tá tudo dominado

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Finalizando

Segmento do discurso de Rui Barbosa, no Senado Federal em 1914.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas

Rui Barbosa – nasceu na Bahia, foi jurista, deputado federal, senador, ministro da Fazenda e diplomata, destacando-se quando de sua participação na 2ª Conferencia de Haia, na qual ganhou o apelido de Águia de Haia Águia

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Chega de Enganação, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-26/03/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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