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Archive for fevereiro \27\UTC 2016

FIFA mudou para que nada seja alterado

fevereiro 27, 2016

gattopardo

O suiço Gianni Infantino venceu as eleições para a Presidência da FIFA, após disputa acirrada em primeiro turno e ratificação com sobras no segundo.

Trata-se, porém, de uma revolução “gattopardista”, ou seja, com o famoso lema de “mudar para que nada seja alterado”.

Infantino, há anos, é figura carimbada nos bastidores amplamente denunciados do futebol.

Desde 2009, ocupava a cadeira de Secretário Geral da UEFA, obedecendo ordens de Michel Platini (a proximidade era tanta que lhe davam o tratamento de “braço direito”), banido do futebol (pelo período de seis anos) por acusações de corrupção.

É absolutamente improvável que não soubesse do que se passava nos gabinetes da entidade.

O discurso com inspiração em hábitos de João Havelange, entre os quais o inconveniente aumento do número de participantes da Copa do Mundo (de 32 para 42), que rebaixará, por certo, a qualidade do torneio para beneficiar alguns de seus eleitores, incomoda e demonstra o populismo de quem, tudo indica, se esforçará, nem sempre no melhor sentido da palavra, para manter-se no poder, com a evidente preparação para eleger, posteriormente, o ex-chefe Platini, que poderá concorrer após as duas reeleições previstas para Infantino pelo novo estatuto da entidade.

Por fim, é importante ressaltar, que não existia perspectiva melhor na vitória de seus concorrentes, todos, assim como o próprio suiço, oriundos de países absolutamente desimportantes, esportivamente, no contexto de resultados do futebol mundial.

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Estádio do Morumbi envelheceu mais do que os Rolling Stones

fevereiro 27, 2016

Show da banda Rolling Stones, nesta quarta (24), no estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Da FOLHA

Por THALES DE MENEZES

Se você é ranzinza e gosta de falar que os Rolling Stones estão velhos, saiba que o Morumbi está mais caquético. Não importa que a inauguração oficial do estádio tenha sido em 1970, oito anos depois da estreia da banda.

Mick Jagger & Keith Richards compensam sua condição de veteranos com fôlego de garotos e um show impecável. O estádio deixa escancarados seus problemas num evento tão grande quanto o da última quarta (24), quando mais de 60 mil pessoas foram ver a banda inglesa de rock.

É consenso que o estádio do São Paulo precisa de uma reforma. A questão da falta de conforto ficou mais evidente nos últimos dois anos, após a inauguração das arenas levantadas para a última Copa do Mundo no Brasil.

Uma opinião recorrente em rodas de conversa na plateia do show dos Stones: fazer o show no Allianz Parque seria melhor. Não há nada de debate clubístico na afirmação.

Com eventos recentes e bem-sucedidos com outros gigantes do rock, como Paul McCartney e David Gilmour, o estádio do Palmeiras ganhou confiança da plateia. Tem cadeira confortável, estacionamento e estação metrô a uma caminhada.

A razão da escolha é óbvia. McCartney e Gilmour reuniram a cada show cerca de 40 mil pessoas. A carga de ingressos para uma noite de Stones no Morumbi foi de 65 mil.

Cerca de 25 mil pagantes a mais é fator decisivo para viabilizar a vinda dos Stones, que tem números milionários guardados em sigilo total.

No entanto, mais público significa mais gente lidando com as condições adversas do Morumbi. Lá é ruim para chegar e mais complicado ainda para sair. Sem uma linha de metrô próxima e sem grandes estacionamentos.

Ir de carro obriga o fã a enfrentar trânsito pesado para chegar à região e uma imobilidade total junto ao estádio. Para estacionar, flanelinhas nada simpáticos chegaram a cobrar R$ 200 na quarta.

Quem escolhe o táxi chega mais fácil, embora a melhor opção seja descer bem longe dos portões e seguir a pé. O problema é sair.

Nas ruas laterais ao estádio, na quarta, as saídas do público das arquibancadas e da pista convergiam para o mesmo trecho, causando tal congestionamento humano que as pessoas simplesmente não conseguiam andar para qualquer lado.

Os bloqueios no tráfego e as dezenas de milhares de pessoas tomando as ruas impedem a chegada de táxis. Os que furam essa barreira cobram o que quiserem. E nunca querem pouco.

Dentro do estádio, são poucos acessos para os setores de arquibancada, principalmente os mais altos. Respeitar o lugar marcado no ingresso é tarefa quase impossível na arquibancada. Na última checagem do procedimento de entrada, o ingresso fica retido, deixando a pessoa sem uma prova da localização exata de seu assento. Para transpor fileiras e encontrar uma acomodação, às vezes é preciso pisar sobre as cadeiras, para azar de quem vai se sentar ali.

Em relação a um show dos Stones na Europa ou nos Estados Unidos, a coisa complica mais. Lá não tem a separação insana da pista VIP, invenção elitista e mercenária no Brasil, nem banheiro químico. E as opções de comida são melhores, pode apostar.

Coluna do Fiori

fevereiro 27, 2016

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos”

Marques de Maricá – foi escritor, filosofo e político brasileiro

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FUTSAL/Árbitros

falcão fursal                                                  

Desde há muito tenho lido e recebido informações sobre agressões contra árbitros e torcedores do futebol de salão por este Brasil afora, principalmente, as praticadas por atletas de renome nacional e internacional.

Panos quentes

Como sempre, nenhuma tomada de posição visando coibir estes fatos foi tomada pela Confederação Brasileira de Futsal, assim como, por parte da diretoria da Federação Paulista de Futebol de Salão.

Repetitivo

Conforme dados, por orientação da CBFS e filiadas, cabe aos árbitros segurar o máximo a permanecia dos atletas de nomeada, em especial, o craque Falcão, do qual, citarei duas condutas:

1º – No domingo 15/11/2015, na contenda Carlos Barbosa x Sorocaba, referente à semifinal da Liga Nacional de Futsal, repugnante cusparada pra cima dos torcedores da equipe da casa, postados atrás do gol do Sorocaba, equipe por ele defendida; este fato provocou revolta total

2º – No dia 22/02/2016, a equipe do Sorocaba Futsal, como parte da preparação da temporada do ano em curso, amistosamente, enfrentou a seleção de Maringá-PR, vencendo por 5×2, durante a refrega o badaladíssimo camisa 12 foi expulso por reclamação

Intolerável

Seguindo a anarquia instalada em todos os setores deste corrupto e corrompido Brasil, brasileiro, não contentes e revoltados, maioria dos torcedores exigiu seu retorno; com a desordem formada, os árbitros acabaram expulsos e trocados por outros

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Quinta e Sexta Rodadas da Série A1 do Campeonato Paulista 2016

Sábado 20/02

Palmeiras 0 x 0 Santos

Árbitro: Raphael Claus

Item técnico 

Não foi muito exigido, quando o foi, aplicou a regra

Item Disciplinar

Corretamente, advertiu com cartão amarelo, três palmeirenses e seis santistas

Adiou

Espaçou e muito para advertir o sempre manhoso e provocador Ricardo Oliveira; vez que; durante o transcurso da contenda, na cara dura, o atacante santista contestou suas determinações e cometeu algumas faltas cito a mais intensa:

– no inicio da segunda etapa, após cobrança de escanteio favorável a sua equipe, acredito, que em nome do senhor, o pastor Ricardo Oliveira, maldosamente, deu leve soco na nuca de um dos oponentes. Sobre este fato; quero acreditar que Rafael Claus não tenha visto

Domingo

São Paulo 1 x 0 Rio Claro

Árbitro: José Claudio Rocha Filho

Item Técnico

Destaco a adequada interpretação por ter determinado a sequencia do jogo quando do lance ocorrido no interior da área da equipe rio-clarense, no momento em que a bola foi raiada por um dos seus defensores, e, em seguida, a mão do mesmo

Item Disciplinar

Advertiu corretamente com cartão amarelo o são paulino Lugano, assim como: três dos defensores da equipe visitante

Ferroviária 2 x 2 Corinthians

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Item Técnico

Trabalho normal

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo o corintiano Fagner, e, dois defensores da Ferroviária; dentre estes o goleiro Rodolfo, que , em meu entender,

– deveria ter recebido o vermelho, por ter dado violento e maldoso pontapé no corintiano Romero, ciente que o árbitro houvera paralisado a contenda para atendimento de um dos seus consortes;

– acredito que o fez, por nenhum dos corintianos ter lançado a pelota pra fora do campo, quando de posse da mesma

Sexta Rodada da Série A1 – Quarta Feira 24/02

São Paulo 2 x 0 Novorizontino

Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Itens Técnico/Disciplinar

Árbitro e assistentes exerceram suas funções sem problemas

São Bento 1 x 1 Corinthians

Item Técnico

Falha fatal

Por volta do 44º minuto da etapa final, após cruzada da redonda pra área do São Bento, ocorreu à subida do atleta Eder para cabecear e afasta-la daquele local;

– no mesmo instante, um dos corintianos olhou, lançou o corpo e, com o braço esquerdo bem aberto, deslocou seu oponente, praticando a falta

Item Disciplinar

Durante o desenrolar da contenda, deveria ter sido mais enérgico diante do descomedido técnico da equipe do São Bento, como não o fez, no término da mesma, conforme imagem da TV, explicitamente, foi por ele provocado

Concluindo

Por ter sido a primeira vez que o vi arbitrar, sacando o lance que antecedeu o tento corintiano, como também, o problema com o treinador, creio, que conta com bom potencial para o desempenho da atividade, por ser discreto e sempre em cima dos lances

Advirto

Para ter sucesso dentro do campo de jogo, são necessárias algumas correções; fora do campo, não frequentar direta ou indiretamente os imundos bastidores

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Política

As peripécias do obvio

O governo assaltou e arruinou a Petrobras. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.

No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobras foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.

Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.

Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.

Delcídio do Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula. Solidariedade zero entre eles.

Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?

E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobras, e seu lobista Swi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?

As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.

Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.

Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.

Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.

E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.

Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.

Mas o PT não é um jogador de xadrez comum, e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.

De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.

E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.

De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma. Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.

O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do país ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.

Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.

Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.

Os acontecimentos da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.

Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?

Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.

Continuar com esse governo vai desintegrar o país. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor. Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.

Artigo de autoria do jornalista, escritor e político brasileiro Fernando Gabeira, publicado no Estadão do dia 26/02/2015

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Finalizando

Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.

Darcy Ribeiro – foi antropólogo, educador, escritor e político brasileiro

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 27/02/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Em desespero, Andres Sanches (PT) contrata advogado especialista em “fichas sujas” para defendê-lo no TRE-SP

fevereiro 26, 2016

ricardo vita porto

Após ser flagrado em desvios de conduta que levaram à reprovação de suas contas de campanha política no TRE-SP, e a confirmação da avaliação em recurso, o deputado federal Andres Sanches (PT), entrou em desespero.

Em se confirmando o resultado no TSE, o ex-presidente do Corinthians será cassado, tornando-se inelegível por longos oito anos.

Esta é a razão para a troca do advogado que o assessorava no início das investigações, João de Oliveira (que agora exerce função no gabinete de Sanches, sob as ordens de gente com hábitos semelhantes) pelo especialista em direito eleitoral, tratado nos bastidores como “guru” dos “fichas sujas”, Ricardo Vita Porto.

Recentemente, em entrevista ao Estadão, o novo advogado do petista, ao ser questionado sobre a aplicação da Lei “Ficha Limpa”, respondeu:

“Concretamente entendo ser um exagero, e até mesmo extremamente injusto, que se restrinja um direito fundamental do cidadão, com base apenas em uma condenação colegiada”.

O doutor foi indicado a Andres Sanches pelo cantor (?) e aspirante a político, Netinho de Paula, ex-comunista, agora filiado ao PDT, de onde lançará candidatura em parceria com o ex-bicheiro André Negão.

Blog do Paulinho estará ao vivo no Youtube às 20h. Participe !

fevereiro 26, 2016

paulinho

Logo mais, às 20 horas, o Blog do Paulinho estará, ao vivo, no YouTube.

Participe !

O leitor poderá enviar mensagens (texto e voz) pelo wathsapp (11) 98402-3121 (favor deixar nome ao final da mensagem) ou nos comentários desta postagem, que serão lidas e debatidas no programa.

Entre, também, pelo Skype: blogdopaulinho.

Na sequencia, o vídeo, para quem não puder assistir no horário marcado, ficará disponível no canal de YouTube do blog, no endereço https://www.youtube.com/user/paulinhonet (adicione) e também será postado na barra lateral deste espaço.

Assista, às 20h, logo abaixo:

PARA AJUDAR O BLOG DO PAULINHO ACESSE:

Anulação de atos irregulares do São Paulo pelo STF faz parte do “legado” de Carlos Miguel Aidar

fevereiro 26, 2016

aidar-marin.jpg

O STF fez justiça ao anular os atos irregulares oriundos de manobra estatutária realizada por dirigentes do São Paulo, desde 2004, na ânsia de perpetuação de grupos políticos no poder.

Da imoralidade beneficiaram-se todos os presidentes subsequentes, inclusive os bons, como Marcelo Portugal Gouveia e Juvenal Juvêncio.

Porém, o assunto só retornou aos holofotes após a ação do então conselheiro do clube, Carlos Miguel Aidar, que, á revelia de diversas correntes internas do Tricolor, passou por cima de tudo (e todos) para, à margem da legalidade, proporcionar ao ex-presidente que depois viria, segundo, o próprio, a trair, uma indevida terceira eleição.

Foi daí que surgiu a ação que foi parar no STF e tratou de resgatar a moralidade de procedimentos do clube.

Certo é que a confusão está armada com a nulidade de todos os atos importantes do São Paulo desde 2004, entre os quais a nomeação de conselheiros vitalícios e até assinatura de contratos com empresas e jogadores.

Como resolver a questão?

Pelo que se fala nos bastidores, somente sentando com o autor da reclamação jurídica, para que arestas sejam aparadas, entre as quais a necessidade de gerir o clube sob as leis anteriores a 2004.

Pelé processa o Santos por novo calote

fevereiro 26, 2016

pelé

Na última quarta-feira (24), Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ingressou, na Justiça, por intermédio da empresa “Sport 10”, com nova ação de cobrança contra o Santos Futebol Clube.

Desta vez o calote foi de R$ 409,9 mil.

O processo se une a outro, aberto em 2015, sob o qual o Rei do Futebol cobra mais de R$ 2 milhões.

Os valores referem-se a contrato de utilização da imagem de Pelé, fechado ainda no exercício da gestão anterior.

Ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling foi acusado, formalmente, de estelionato por empresa de turismo

fevereiro 26, 2016

loebeling

O ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que, ultimamente, tem trabalhado em diversas empresas de comunicação, escondeu do público grave problema de seu passado.

Em 29 de maio de 2002, o 16º DP da Vila Clementino lavrou Boletim de Ocorrência em que sócios da T.T. Travel Agência de Viagens e Turismo Ltda., entre os quais o ex-árbitro Marcos Fábio Spironelli, acusaram-no de subtrair diversas folhas de cheques da empresa, falsificar as assinaturas e depositá-los na conta da Brasil Assessoria e Coordenação de Eventos Esportivos Ltda, que, em verdade, tratava-se de uma casa de “Bingo”, investigada em ação do MP-SP por “Lavagem de Dinheiro”.

O crime teria sido praticado entre outubro de 2001 e janeiro de 2002, segundo dados de auditoria contratada pela empresa.

Loebeling teria fácil acesso aos cheques porque, apesar de não constar como proprietário da T.T., no papel, segundo o B.O. registrado, era sócio oculto da empresa.

Foram pagos, indevidamente, com assinatura falsificada que os denunciantes acusaram terem sido grafadas pelo acusado, o montante de R$ 38.502,00.

R$ 17.321,00 foram salvos, a tempo, e devidamente sustados, antes de serem compensados.

Antes da formalização da queixa em delegacia, as vítimas já haviam enviado carta ao Banco Itaú, solicitando ressarcimento da quantia (paga indevidamente com assinatura falsificada).

Desbocado e com ar de moralista, Loebeling, no mundo da arbitragem, é mais conhecido pelo nebuloso caso em que teve que admitir que mentiu em relatório, após a final da Série B de 2001, entre Caxias e Figueirense.

À época, declarou:

“Fui coagido pelo Armando a adulterar o relatório. Ele me obrigou a dizer que eu encerrei o jogo e dei dois minutos de acréscimo em vez de três. Depois, na CBF, negou tudo e ameaça acabar com a minha carreira. […] Eu aceitei a pressão e menti para salvar minha carreira. Sabia que era uma coisa errada, mas fiz porque fui ameaçado. Não tenho vergonha de admitir que fiquei com medo de acabar com minha carreira”.

Por razões óbvias, não seria absurdo algum desconfiar não apenas das partidas arbitradas por Loebeling ao longo da carreira, assim como do objetivo de quaisquer de seus comentários em TV, Rádio, Jornal e Internet.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA EM QUE LOEBELING É ACUSADO DE ESTELIONATO

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CARTA DA T.T. TRAVEL AO BANCO ITAÚ

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Empresários acusam Hugo, do Juventude, por fraude e lavagem de dinheiro

fevereiro 26, 2016

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Em litígio judicial com empresários que intermediaram sua transação ao exterior e até agora não receberam pelo serviço, o jogador Hugo poderá, nos próximos dias, arrumar dor de cabeça ainda mais grave.

Informações dão conta de que o MPF será acionado para investigar se os 3 milhões de Euros que o atleta recebeu após assinatura de seu acordo nos Emirados Árabes entraram no Brasil e foram devidamente declarados à Receita Federal.

Além disso, há outra grave acusação, envolvendo seu advogado, Diogo Souza, e o agente Evandro Ferreira (ambos ligados a Gilmar Rinaldi (o)), que teriam, supostamente, falsificado declaração de trabalho utilizada para justificar ausência do atleta em audiência no Rio de Janeiro, que deveria ter sido realizada em 17 de agosto de 2015.

Os fatos e acusações devem ser tratados, também, na próxima semana, na 72ª Vara Civel do Rio de Janeiro, ocasião em que se espera, enfim, que Hugo, agora jogando no Juventude, consiga comparecer.

DECLARAÇÃO, ASSINADA POR DIRIGENTE JAPONÊS, UTILIZADA POR HUGO PARA NÃO COMPARECER À AUDIÊNCIA DE AGOSTO DE 2015 (o documento estava irregular por não possuir, como manda a Lei, Chancela Consular)

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A MESMA DECLARAÇÃO, DESTA VEZ COM A REFERIDA CHANCELA, ENTREGUE, SEGUNDO ADVOGADOS DOS EMPRESÁRIOS, 51 DIAS DEPOIS (FORA DO PRAZO), COM SUSPEITA DE FALSIFICAÇÃO (NO PRIMEIRO, ACIMA, A ASSINATURA DO DIRIGENTE ESTÁ LOCALIZADA À DIREITA, ENQUANTO NESTE ENCONTRA-SE CENTRALIZADA)

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A filosofia e a arte do futebol, a guerra pacífica

fevereiro 26, 2016

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Por BRUNO LIMA*

“Por que o futebol desperta tanta paixão? Só podia ser assim! Arte, cultura, política e representatividade aparecem juntas em uma atividade esportiva! Triste aquele que pensa ser o futebol só um jogo.”

Há evidências de que já no século III a.C., durante a dinastia Han, na Antiga China, era praticada uma atividade recreativa onde o indivíduo, ou o jogador, tinha o objetivo de, com os pés, golpear uma bola rumo a uma rede. O jogo se chamava “cuju” e consistia também na possibilidade de o jogador precisar evitar ataques do adversário, que precisava defender a sua rede. Ou seja, há no mínimo 2.300 anos, o homem descobriu o prazer e a diversão de chutar uma bola em uma rede.

Passando pelo haspartum romano, pelo marngrook australiano e também pelas diferentes atividades que originaram o rugby e o futebol americano, chegamos ao dia 26 de outubro de 1863, onde 12 clubes londrinos se reuniram para dar início a “association football”, o primeiro conjunto de regras que, por consenso, diferenciaram este novo desporto de outros e fundaram oficialmente ofootball. Só 11 clubes assinaram o consenso, pois um deles achou o esporte muito leve e foi para o rugby. Uma das principais e primeiras regras que o diferenciavam de outras atividades, curiosamente, era o impedimento – para alguns não atenciosos (brincadeira!), incompreensível até hoje; mas que aqui já demonstra a sua importância.

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Enfim, estava criado o football. Simplesmente foot e ball. Pé e bola. O crescimento e desenvolvimento do novo esporte se deu naturalmente. Já em 1871, jogava-se a primeira FA Cup, atualmente conhecida como Copa da Inglaterra, torneio mais antigo do mundo.

Mas a minha intenção aqui não é histórica. A apresentação é importante para despertar a atenção a dois pontos; primeiro, ao fato de já há 2.300 anos ou mais alguém já estar chutando uma bola; e segundo, ao rápido desenvolvimento da nova modalidade como esporte. O que pensei realmente em me dedicar, aqui, é analisar o futebol de uma maneira mais complexa: como expressão cultural, artística, política e – por que não? – até mesmo filosófica.

A pergunta primeira, que surge junto com a ideia, é quase que geral – tanto amantes do esporte, como eu, quanto os mais céticos e críticos normalmente a fazem: por que este esporte desperta tantas paixões?

O que apresento aqui é uma tese. Discutindo-a com amigos e até em aulas com um professor, foi desenvolvendo-se. Eis: o que é o futebol, senão uma representação de guerra? Sem armas. Quase pacífica. Mas sim, a representação, quase teatral, de um campo de batalha? Uma representação da guerra de forma divertida, prazerosa. Uma divisão igual, de 11 soldados para cada lado, misturados no campo, buscando o ataque à base adversária.

Vamos a alguns detalhes etimológicos: esporte, em português, vem do inglês sport, que veio do francês desport, que significa passatempo, recreação, prazer , jogo, diversão. Guerra surge do alemão werre, que em tradução mais antiga, levava a algo como “trazer confusão”. Confusão, por sua vez, do latim confusio, significava mistura ou desordem. A diversão pela mistura, o prazer na confusão, o jogo na mistura de elementos. Não é isso que vemos, também nas competições oficiais, mas principalmente nos campos de bairro, nos clubes ou em qualquer espaço onde existam um grupo de pessoas, uma bola e no mínimo 4 chinelos ou tijolos para fazer 2 traves?

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Sei que a analogia pode ser pensada para vários esportes, principalmente os de campo ou quadra. E até no xadrez, ora! Mas no futebol, isso parece mais forte. Nas expressões linguísticas do esporte, até.

Os que mais atacam as bases adversárias são os “artilheiros”. Ás vezes, atacam tão forte que chutam uma “bomba”. Os protetores das bases são chamados de “arqueiros”. Ficam na retaguarda, na proteção, evitando os ataques.

Já que o objetivo do jogo é o ganho de território para que o ataque fique mais próximo e mais fácil, no meio-campo estão as trincheiras. Alguns ficam na “contenção” e outros fazem as “assistências” à artilharia. Ali se decide quem está atacando e quem tem que se defender. Nas laterais, os responsáveis pelos “flancos”. Ajudam no ataque, mas precisam voltar para compor a guarda. Lembram a torre do xadrez. Os defensores são os responsáveis pela guarda, mas também podem aparecer como “elemento surpresa”.

Assim como nas guerras, também o futebol tem as suas cortes internacionais, ou seus juízes. Eles devem supervisionar o combate e conhecer as regras. Tão criticados como a ONU, eles devem intervir quando há violência desnecessária. Quanto o ataque é covarde, devem proibir, pois estão “impedidos”. Os treinadores, como os generais, definem a “estratégia” ou as “táticas” de ataque. Buscam atacar as fraquezas e substituem tropas quando estas estão fracas. O que diferencia os soldados na batalha são os uniformes, que funcionam como as fardas. Cores, símbolos e diferentes identificações.

E as torcidas? O que seriam senão as populações dos territórios? Quando o adversário está em maioria, está se jogando fora de casa, preocupa-se mais com a defesa. Quando se joga em casa, com apoio de sua população, ataca-se mais, a chance de vitória é maior, conhece-se melhor o campo.

Uma parada para um parêntese aqui: acredito que qualquer pessoa que se dedicou, em algum momento, a estudar e conhecer com alguma profundidade a história humana chega à conclusão de que a história do homem na terra é feita de guerras. O que vivemos hoje, onde estamos, nossa tecnologia; tudo é resultado de guerras. A história é feita de conquistas, de competição por território, de conflitos. Posso talvez dizer que gostaria que assim não fosse, mas é fato. O humano, por toda a história, precisou de guerras. Sempre sentiu a necessidade de proteger e guardar o seu local, sua pátria e de defender seus valores e símbolos, junto com a vontade de expandi-los, na busca por mais poder e influência. A palavra torcedor, etimologicamente, embora a origem seja incerta, era entendida como “aquele que manifesta predileção por um lado, que deseja vivamente vitória”. Por isso ele está sempre ali: gritando, motivando, apaixonado. A sua pátria precisa vencer a outra. Seu território tem que ser protegido.

Muita gente acha uma paixão boba. Não vê sentido. E de fato, é apenas uma representação. Como uma peça teatral, um filme, não é real. Mas é – como o mesmo filme, como a peça teatral, como uma dança ou como uma pintura – expressão artística. É arte. Sim, arte! Aquela seleção brasileira de 1982 não fazia arte? Aquele Arsenal de 2004? E o Barcelona de 2009 a 2011? São verdadeiros artistas, e como! Transformam a sua técnica, a sua habilidade, em demonstração de beleza estética, em imagens catárticas.

Não há corpos. Sangue, só em alguns acidentes. É uma guerra pacífica. Melhor assim, não? Não se pegam em armas, não se veem explosões nem se ouvem tiros. São necessárias, sem dúvidas, a habilidade e a técnica. Ou seja, o corpo capaz, preparado, o elemento físico; e o conhecimento, o saber como, o passar da teoria para a prática, da cabeça para o pé, o elemento mental.

Pensamento e corpo se fundem para expressar arte, cultura. O futebol é inegavelmente elemento cultural. E isso não pode significar, como dizem alguns, sinal de pobreza cultural. Há como ranquear formas de arte? O que é melhor, pintura ou música? Cinema ou fotografia? Não existe resposta. Arte é expressão. Indiferente é o método. É cultura, é beleza.

Para além ainda da sua função como cultura, como arte e como expressão, o futebol – e aqui ele se aproxima ainda mais da analogia da guerra – ganhou, com o tempo, grande poder político.

Alguns exemplos mais conhecidos e próximos: o uso feito pela ditadura militar brasileira da Copa de 1970 como ferramenta de união de um país politicamente em frangalhos – todos conhecemos o “90 milhões em ação”, não? ; assim como o uso pela ditadura militar argentina da Copa de 1978, realizada no país, na tentativa de popularizar o regime e distrair sua população. Aliás, foi frequente a utilização política do futebol pelas ditaduras militares na América Latina. Sobre o tema, nada mais é preciso além do excelente documentário do mais excelente ainda jornalista Lúcio de Castro, “Memórias do Chumbo – o futebol nos tempos do condor” (disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=cCb_UjiskbA&list=PLXdvLr8TDW05jVmhJPmsVnKO-tExdF-jt), onde ele conta a história do uso político do futebol realizado pelas ditaduras no Brasil, na Argentina, no Uruguai e no Chile, em 4 episódios.

Mas não só na América assistimos essa expressão política do futebol. Na Escócia, por exemplo, considerado por muitos o maior clássico do mundo, Celtic x Rangers levam sua rivalidade para muito além do campo. A questão é religiosa: o Celtic é o clube que representa o catolicismo do país; o Rangers representa o protestantismo anglicano. E também é puramente político: O Celtic tradicionalmente defende a separação da Escócia do Reino Unido, enquanto o Rangers é a favor da unidade do Reino.

Na Espanha, o futebol também expressa a questão política a partir de seu clássico: O Real Madrid é tido como o time da realeza, do poder financeiro, sendo inclusive o time de coração do General Franco, ditador durante 35 anos. Já o Barcelona representa a rebeldia e a independência da Catalunha, província que reivindica até hoje a sua separação da Espanha. Até hoje, o Real Madrid tem essa aura de time que compra, que se impõe financeiramente; já o Barcelona investe bastante na formação, em jogadores catalães, na sua base.

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Na Turquia, outro exemplo: O Fenerbahce é o representante da parte asiática do país, representando os trabalhadores e os mais pobres; enquanto o Galatasaray, na parte europeia turca, representa os mais abastados, mais ricos. Essa rivalidade entre classes representada pelo futebol acontece também na Argentina: o Boca Juniors, residente do bairro La Boca, tem a sua simbologia voltada para a comunidade, o povo, o trabalhador; enquanto o River Plate, que também surgiu em La Boca, se mudou para Belgrano, bairro rico de Buenos Aires, representando assim os empresários, os mais ricos.

Na Inglaterra, um exemplo da influência política do futebol na rivalidade entre cidades. Manchester, território do Manchester United, fica a apenas 50 km de Liverpool, casa do tradicional time vermelho. Ali pelos meados do século XIX, Liverpool tinha o principal porto da Inglaterra, enquanto Manchester era grande produtora no setor têxtil, necessitando, porém, dos produtos que chegavam no porto de Liverpool. Para estimular a sua economia, Liverpool impunha altas taxas para enviar as matérias-primas para Manchester. Manchester, por sua vez, construiu um canal que facilitava esse transporte direto, estimulando a rivalidade entre cidades. Esse canal, inclusive, é representado no próprio escudo do Manchester United.

O que essas histórias mostram enfim? Que o futebol passa a ser, no seu desenvolvimento, muito mais do que uma distração ou uma simples representação. O futebol é o elemento cultural e histórico onde diversos grupos de pessoas encontram a sua representatividade, encontram seu lugar, seu símbolo, sua paixão, sua cultura. Encontram nesses símbolos a sua vida, seus pares, seus iguais. Sua classe social, seus valores, suas expressões.

E encontram, principalmente o modo pacífico de se confrontar: não pela guerra, mas sim pela torcida, pela expressão, pela representação, pelos gols, pela arte!

Não podemos ser cegos, porém. É claro que essa paixão traz também problemas: por paixão demais, em alguns casos torcedores confundem a analogia e partem para a guerra em si: violência, ódio, até mortes. Por paixão de menos, os soldados, da analogia, são hoje em sua maioria nada mais que eram os mercenários: jogam com o uniforme e fingem amor, mas na verdade só trabalham por dinheiro. Aliás, no futebol moderno, quase tudo o que aqui foi dito pode estar sendo enterrado pela influência do dinheiro. Paixões são compradas e vendidas, símbolos desaparecem e mercenários comprados por valores astronômicos. Até entrar no campo para assistir a batalha e torcer está cada vez custando mais. Quando o campo de batalha se esvazia de torcedores, quem os soldados representam?

Mas a essência do esporte não é essa. A essência é aquela: expressão artística, representativa, a guerra pacífica, a diversão a partir da mistura.

Arrigo Sacchi, italiano, um dos maiores treinadores e conhecedores desse esporte, uma vez disse que “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”. Ele acertou naquele Milan do fim da década de 80, mas errou nesta frase. O futebol traz, em si, o que é mais importante para o humano: conquista, arte, cultura e política. Não há hierarquia de importância; e não há separação possível: são partes de um todo.

Não, não são só 22 loucos correndo atrás de uma bola. Triste aquele que pensa ser o futebol só um simples jogo.

*BRUNO LIMA é doutor em Educação. Apaixonado desde sempre por ler e escrever. Morador e amante de Florianópolis e pai do Minduim.

STF autoriza novas diligências ao Corinthians em ação que incrimina quatro dirigentes

fevereiro 25, 2016

andré negão e andres sanches

Indiciados em três inquéritos que apuram fraudes fiscais cometidas enquanto dirigentes do Corinthians, o ex-presidente, Andres Sanches (PT), o atual, Roberto “da Nova” Andrade, o vice, André Negão e o ex-financeiro, Raul Corrêa da Silva, comemoraram, ano passado, a desistência do MPF nas ações, que amparou-se no fato do clube, supostamente, ter pagado parte dos débitos, e parcelado outros.

Para tal, com o objetivo, evidente, de livrar os citados de problemas penais, o Timão tomou empréstimos em condições absolutamente desfavoráveis, que, até dos dias atuais, continuam complicando a vida financeira alvinegra.

Não contavam, porém, os dirigentes, com nova denúncia, da Procuradoria Geral da República, acolhida no Inquérito nº 4.069, de que o acordo motivador da desistência do MPF (o pagamento dos desvios de conduta) não estaria sendo cumprido.

Em consequencia, o Ministro Roberto Barroso reabriu o caso, autorizando, no último dia 11 de fevereiro, diligências ao Parque São Jorge, que, em comprovando novos ilícitos, devem complicar bastante a vida dos acusados.

stf corinthians

Justiça marca audiência que pode complicar ainda mais a vida do deputado federal Andres Sanches (PT)

fevereiro 25, 2016

frederico barbosa andres sanches

Após diversas tentativas de postergar as tratativas judiciais, o deputado federal Andres Sanches (PT), terá que se explicar à Justiça de São Paulo sobre o caso da utilização de duas de suas funcionárias, como laranjas, em esquema de “araras” (empresas fajutas abertas em nome de terceiros) que tinha por objetivo (segundo relatório da Receita Federal – anexado à ação), pratica golpes em fornecedores e instituições financeiras.

Dezenas de milhões de reais foram auferidos pelo ex-presidente alvinegro e seus familiares, mas a conta, e os problemas (penhoras de bens, etc.) oneraram apenas as prepostas (que alegaram coação para participar do “esquema”), abandonadas pelo grupo após a finalização dos negócios.

A audiência está marcada para o próximo dia 25 de abril de 2016, e deve movimentar não apenas o Foro da Praça João Mendes, em São Paulo, mas também a PGR, que aguarda, ansiosamente, o desfecho do caso para anexa-lo à procedimento aberto por “Lavagem de Dinheiro”, “Ocultação de Bens”, além doutros crimes, no STF, contra o petista Andres Sanches.

São Paulo fechou com a Globo por necessidade, mas acabou fazendo bom negócio

fevereiro 25, 2016

ei e globo

Aprovado anteontem, em reunião do Conselho Deliberativo, o contrato assinado pelo São Paulo com a Rede Globo, que terá início em 2019, é de fato um bom negócio.

Mais para o clube e seus patrocinadores do que, talvez, para os torcedores.

A rapidez entre a apresentação do negócio e a concretização tem explicação na absoluta necessidade do Tricolor em acertar pendências importantes da agremiação, entre as quais salários de atletas, providas com a aceitação, surpreendente, de lotérica proposta de luvas, no valor de R$ 60 milhões, pela emissora carioca (talvez pela disputa de espaço com a Esporte Interativo), que não terá que ser devolvido, nem descontado do valor final, como era de costume no passado.

Além disso, a proximidade dos valores propostos pelas citadas concorrentes, mesmo que, eventualmente, a EI tivesse, financeiramente (não tinha) alguns milhões a mais, ainda assim justificariam a escolha pela Globo, que tem, no contexto geral da prestação de serviços, mais benefícios a oferecer.

Desde os tecnológicos (com quase a totalidade das TVs do país conectadas) até os comerciais (não há dúvida de que ter a marca exposta na Globo é mais atrativo para os anunciantes do que em qualquer outra concorrente).

Apenas o público perde um pouco com a manutenção do monopólio, ou, talvez, se tanto, com uma concorrente (ainda engatinhando no mercado), porque seria bem mais interessante uma disputa, no ar, entre todas as emissoras, dando à melhor transmissão a oportunidade de ser escolhida pela audiência, tendo ainda, este critério, como definidor de percentual a ser pago aos clubes, talvez até elevando o montante final a ser recebido.

Conselheiro do Palmeiras, acusado de enriquecimento ilícito, tem título do clube penhorado

fevereiro 25, 2016

fanfulla

Noticiamos, em 2014, que o conselheiro do Palmeiras, João Roberto Astorino, enrolado em diversos problemas judiciais, havia sido acusado, também, de enriquecimento ilícito em suposta fraude de cartões de crédito.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/02/14/conselheiro-do-palmeiras-acusado-de-enriquecimento-ilicito-e-procurado-por-calotes-em-cartoes-de-credito/

Na última semana, para resguardar o direito das possíveis vítimas, a Justiça decidiu pela penhora dos bens do palestrino.

Entre os quais, o título de associado do clube.

Confira, abaixo, trecho da sentença que revela o vexame:

(…) viável a penhora do título do executado na Sociedade Esportiva Palmeiras. 2. A Sociedade Esportiva Palmeiras deverá, no prazo de dez dias contados do recebimento da presente decisão-ofício, informar a este Juízo:

(i) sobre a existência de título em nome de JOÃO ROBERTO ASTORINO (CPF 297.724.378-05);

(ii) a identificação e espécie do título eventualmente existente; e

(iii) o valor pelo qual tal título é atualmente comercializado;

(iv) ficando ainda intimada a se abster de transferir o título a outrem, até nova deliberação judicial em sentido contrário. O exequente deverá entregar a presente decisão-ofício ao destinatário, comprovando posteriormente nos autos.

3. Com a resposta da Sociedade Esportiva Palmeiras, tornem para formalização da penhora”

Cafú, Blatter e a “melhor maneira possível”

fevereiro 25, 2016

cafu e marin

“Eu sou amigo do Blatter. Não tenho nada contra ele. Sempre me tratou muito bem. Se ele tem problemas, não sou eu que vou julgá-lo. Todos temos problemas e tenho certeza que ele irá solucionar da melhor maneira possível”

(Do ex-lateral CAFÚ (capitão da Seleção Brasileira na conquista mundial de 2002))


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