A alienação política dos jogadores da Seleção Brasileira

A coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, trouxe um verdadeiro retrato da alienação política dos jogadores da Seleção Brasileira, que pode ser estendido, por óbvio, ao restante da categoria.

Onze deles possuem pendências eleitorais; dois, inclusive, tiveram seus títulos cancelados.

A esses se juntam outros treze que ainda não realizaram o cadastramento biométrico exigido pela Justiça Eleitoral.

Boa parte não votou nos pleitos anteriores nem, tudo indica, se esforçará para fazê-lo no atual.

E não se tratavam de eleições quaisquer, assim como não será a próxima.

Em ambos os casos, esteve e estará em jogo a preservação do sistema democrático brasileiro, ameaçado por uma parcela significativa da população que segue gravitando em torno de uma família de bandidos.

As categorias de base dos clubes figuram entre as principais responsáveis por esse desastre intelectual e de civilidade.

Se, ao lado dos treinadores, fossem incorporados educadores com a missão de preparar os jovens atletas para a vida além dos gramados, haveria uma chance maior de minimizar esse quadro.

A um custo relativamente baixo, sobretudo quando comparado ao volume de recursos movimentados pelo futebol.

O resultado seriam jogadores mais preparados, em diversos aspectos, e mais conscientes de seu papel como cidadãos, dotados de conhecimentos que hoje lhes são sonegados por aqueles que deveriam zelar por seu futuro.

A alienação observada na Seleção Brasileira, infelizmente, segue sendo a regra do jogo no futebol nacional.

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