Ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling foi acusado, formalmente, de estelionato por empresa de turismo

O ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que, ultimamente, tem trabalhado em diversas empresas de comunicação, escondeu do público grave problema de seu passado.
Em 29 de maio de 2002, o 16º DP da Vila Clementino lavrou Boletim de Ocorrência em que sócios da T.T. Travel Agência de Viagens e Turismo Ltda., entre os quais o ex-árbitro Marcos Fábio Spironelli, acusaram-no de subtrair diversas folhas de cheques da empresa, falsificar as assinaturas e depositá-los na conta da Brasil Assessoria e Coordenação de Eventos Esportivos Ltda, que, em verdade, tratava-se de uma casa de “Bingo”, investigada em ação do MP-SP por “Lavagem de Dinheiro”.
O crime teria sido praticado entre outubro de 2001 e janeiro de 2002, segundo dados de auditoria contratada pela empresa.
Loebeling teria fácil acesso aos cheques porque, apesar de não constar como proprietário da T.T., no papel, segundo o B.O. registrado, era sócio oculto da empresa.
Foram pagos, indevidamente, com assinatura falsificada que os denunciantes acusaram terem sido grafadas pelo acusado, o montante de R$ 38.502,00.
R$ 17.321,00 foram salvos, a tempo, e devidamente sustados, antes de serem compensados.
Antes da formalização da queixa em delegacia, as vítimas já haviam enviado carta ao Banco Itaú, solicitando ressarcimento da quantia (paga indevidamente com assinatura falsificada).
Desbocado e com ar de moralista, Loebeling, no mundo da arbitragem, é mais conhecido pelo nebuloso caso em que teve que admitir que mentiu em relatório, após a final da Série B de 2001, entre Caxias e Figueirense.
À época, declarou:
“Fui coagido pelo Armando a adulterar o relatório. Ele me obrigou a dizer que eu encerrei o jogo e dei dois minutos de acréscimo em vez de três. Depois, na CBF, negou tudo e ameaça acabar com a minha carreira. […] Eu aceitei a pressão e menti para salvar minha carreira. Sabia que era uma coisa errada, mas fiz porque fui ameaçado. Não tenho vergonha de admitir que fiquei com medo de acabar com minha carreira”.
Por razões óbvias, não seria absurdo algum desconfiar não apenas das partidas arbitradas por Loebeling ao longo da carreira, assim como do objetivo de quaisquer de seus comentários em TV, Rádio, Jornal e Internet.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA EM QUE LOEBELING É ACUSADO DE ESTELIONATO


CARTA DA T.T. TRAVEL AO BANCO ITAÚ

